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Mapa apresenta projeto de cafeicultura sustentável em fórum internacional

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Idealizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola (SPA), o projeto Cafeicultura Brasileira Sustentável – Sistema de Compensação de Crédito de Carbono na Apólice de Seguro Rural foi tema de um dos painéis do Sustainable Markets Initiative Roundtables, evento promovido pela organização fundada pelo rei do Reino Unido, Charles III, com o objetivo de acelerar a transição sustentável por meio da mobilização do setor privado.

Representando o Mapa, o analista de pesquisa do Departamento de Gestão de Riscos da SPA João Nicanildo detalhou a importância do seguro agrícola como mecanismo de proteção financeira para os produtores, reduzindo os impactos de eventos adversos na cadeia produtiva do café.

Fruto de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre Mapa, Conselho Nacional do Café (CNC) e a multinacional Pró Natura Internacional, o projeto da Cafeicultura Brasileira Sustentável utiliza créditos de carbono para beneficiar financeiramente os produtores que adotarem práticas de sustentabilidade.

Durante o evento, foi destacada a proposta do Mapa de promover a resiliência e a sustentabilidade da cafeicultura brasileira, integrando inovação ambiental com proteção financeira, além de reduzir o custo do seguro rural para os produtores de café utilizando o valor financeiro dos créditos de carbono gerados por práticas sustentáveis como adubação orgânica; cobertura vegetal; agrofloresta com café; biochar; bioinsumos e controle biológico; plantio direto na palha; rotação e consórcios de culturas; recuperação de áreas degradadas; captação e uso eficiente da água da chuva, entre outras.

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O encontro foi realizado em São Paulo no dia 4 de junho e reuniu líderes empresariais, representantes de instituições financeiras, especialistas em energia e sustentabilidade, além de importantes nomes do agronegócio brasileiro.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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