AGRONEGÓCIO

Benefícios no cultivo do feijão está na mesa, na nutrição do solo e no meio ambiente


Diferentemente do conto de fadas que narra a história de um menino que escala um pé-de-feijão gigante para viver grandes aventuras, a nossa versão mostra a oportunidade de expansão desta leguminosa, os benefícios da cultura na nutrição e recuperação do solo e na comercialização do produto. Oportunidade que fala, né!? O Senar/MS tem em seu portfólio o curso gratuito ‘Cultivo de Leguminosas’. Quer saber mais? Leia a editoria #EducaçãonoCampo desta quarta-feira (09).

O feijão está entre os alimentos mais consumidos no Brasil, perde somente para o arroz (soltinho) e o café (quentinho). Apesar de tão presente na mesa, a produção ainda é bastante tímida em Mato Grosso do Sul. De acordo com a Conab, o feijão seco corresponde a 19 mil hectares plantados e 24 mil quilos produzidos. Para suprir a demanda, o estado importa por ano em torno de 70 mil quilos do grão. Mas sabia que além de alimento a leguminosa tem papel importante na nutrição, recuperação do solo e meio ambiente? 

“A leguminosa tem importante função biológica nas atividades agrícolas. Responsável por tirar naturalmente o nitrogênio do ar e fixar no solo. O cultivo deste grão é recomendado em áreas que perderam matéria orgânica, já que aumentam a carga de nutrição da terra, recuperando e fomentando a sustentabilidade”, explica o instrutor do Senar/MS. 

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O feijão verde, ou ‘guandu’ como é chamado, é a principal escolha de agricultores que fazem a rotação de culturas. “A leguminosa ainda faz parte da agricultura tradicional, cultivada para subsistência, mas está em plena expansão já que é possível cultivar em pequena escala e existe demanda de mercado. Em um metro quadrado é possível produzir em torno de 400 gramas do grão limpo”, acrescenta. 

O curso ensina também a escolha da área, o preparo e adubação de canteiros e covas, os tratos culturais, as pragas e doenças e as tecnologias e boas práticas aplicadas nesta atividade. Ficou interessado? Acesse senarms.org.br e confira a agenda de cursos disponíveis.

Foto: CNA

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

SIAL Canadá registra participação recorde de empresas brasileiras em missão do Mapa no país

Entre os dias 27 e 29 de abril, uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, realizou missão oficial ao Canadá com foco na ampliação do acesso de produtos agropecuários brasileiros ao mercado canadense, no avanço do diálogo sanitário e na promoção comercial do agro nacional.

A comitiva contou com a participação do chefe de gabinete da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Paulo Márcio Araújo, ex-adido agrícola no Canadá, e do recém-empossado adido agrícola brasileiro no país, Alessandro Fidelis Cruvinel. A programação incluiu reuniões em Ottawa com autoridades canadenses e representantes do setor privado, além da participação brasileira na SIAL Canadá 2026, em Montreal.

Na capital canadense, a delegação reuniu-se com a vice-ministra adjunta de Relações Internacionais do Agriculture and Agri-Food Canada (AAFC), Chris Moran, e com representantes da Canadian Food Inspection Agency (CFIA), responsável pelo serviço sanitário do país. O encontro tratou da pauta agropecuária bilateral e de temas prioritários para os dois países.

Entre os principais pontos discutidos, autoridades canadenses indicaram a realização, em breve, de missão técnica ao Brasil voltada à regionalização de enfermidades, como influenza aviária e doença de Newcastle. Também foi abordada a avaliação para inclusão de novos estados brasileiros reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação, medida que pode ampliar o acesso da carne brasileira ao mercado canadense.

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Para o secretário Luís Rua, a agenda reforça a relevância do diálogo institucional para a obtenção de resultados concretos. “Para abrir mercado, não basta apenas vontade. É preciso negociação, confiança e presença constante. A missão ao Canadá teve exatamente esse objetivo: avançar em temas sanitários, ouvir o setor privado e criar novas oportunidades para quem produz no Brasil”, afirmou.

Considerando a importância do Canadá como fornecedor de potássio ao Brasil, a delegação também realizou visita institucional à Fertilizer Canadá, entidade que representa o setor de fertilizantes no país. A agenda tratou da previsibilidade no comércio de insumos agrícolas e da cooperação com fornecedores em um cenário internacional marcado por incertezas nas cadeias globais de suprimento.

Comércio bilateral

A missão incluiu ainda encontro com a Câmara de Comércio Brasil-Canadá, realizado na Embaixada do Brasil em Ottawa. A reunião abordou o ambiente de negócios entre os dois países, oportunidades para empresas brasileiras e a retomada das negociações para um acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá.

No comércio bilateral, o Brasil encerrou 2025 com exportações de US$ 7,25 bilhões para o Canadá, alta de 15% em relação ao ano anterior. As importações brasileiras de produtos canadenses somaram US$ 3,14 bilhões, resultando em superávit de US$ 4,11 bilhões. A corrente de comércio cresceu 14% no período, com destaque para produtos do agro, como açúcar e café.

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SIAL Canadá

Em Montreal, última etapa da missão, a delegação participou da SIAL Canadá 2026, realizada de 29 de abril a 1º de maio. A edição registrou a maior participação brasileira já observada no evento, com cerca de 50 empresas e cooperativas presentes.

A ação resultou de esforço conjunto entre o Mapa, a ApexBrasil, a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o Sebrae e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A presença brasileira incluiu rodadas de negócios e exposição de produtos, com o objetivo de ampliar a inserção do agronegócio nacional no mercado canadense.

A participação na feira também permitiu ao secretário Luís Rua dialogar diretamente com representantes do setor privado, especialmente exportadores interessados em ampliar ou iniciar operações no Canadá.

A missão reforça o compromisso do Mapa com a ampliação, diversificação e consolidação do acesso a mercados internacionais, promovendo o reconhecimento da qualidade e da segurança dos produtos agropecuários brasileiros.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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