AGRONEGÓCIO

Benefícios no cultivo do feijão está na mesa, na nutrição do solo e no meio ambiente


Diferentemente do conto de fadas que narra a história de um menino que escala um pé-de-feijão gigante para viver grandes aventuras, a nossa versão mostra a oportunidade de expansão desta leguminosa, os benefícios da cultura na nutrição e recuperação do solo e na comercialização do produto. Oportunidade que fala, né!? O Senar/MS tem em seu portfólio o curso gratuito ‘Cultivo de Leguminosas’. Quer saber mais? Leia a editoria #EducaçãonoCampo desta quarta-feira (09).

O feijão está entre os alimentos mais consumidos no Brasil, perde somente para o arroz (soltinho) e o café (quentinho). Apesar de tão presente na mesa, a produção ainda é bastante tímida em Mato Grosso do Sul. De acordo com a Conab, o feijão seco corresponde a 19 mil hectares plantados e 24 mil quilos produzidos. Para suprir a demanda, o estado importa por ano em torno de 70 mil quilos do grão. Mas sabia que além de alimento a leguminosa tem papel importante na nutrição, recuperação do solo e meio ambiente? 

“A leguminosa tem importante função biológica nas atividades agrícolas. Responsável por tirar naturalmente o nitrogênio do ar e fixar no solo. O cultivo deste grão é recomendado em áreas que perderam matéria orgânica, já que aumentam a carga de nutrição da terra, recuperando e fomentando a sustentabilidade”, explica o instrutor do Senar/MS. 

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O feijão verde, ou ‘guandu’ como é chamado, é a principal escolha de agricultores que fazem a rotação de culturas. “A leguminosa ainda faz parte da agricultura tradicional, cultivada para subsistência, mas está em plena expansão já que é possível cultivar em pequena escala e existe demanda de mercado. Em um metro quadrado é possível produzir em torno de 400 gramas do grão limpo”, acrescenta. 

O curso ensina também a escolha da área, o preparo e adubação de canteiros e covas, os tratos culturais, as pragas e doenças e as tecnologias e boas práticas aplicadas nesta atividade. Ficou interessado? Acesse senarms.org.br e confira a agenda de cursos disponíveis.

Foto: CNA

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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