AGRONEGÓCIO

Mapa destaca avanços da pecuária sustentável durante painel na COP30

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, nesta quarta-feira (12), de um dos principais momentos da programação da AgriZone, durante a COP30, em Belém (PA): o painel “O Futuro da Carne Sustentável: Trajetória de Descarbonização 2025–2050”, realizado na arena do espaço.

Na ocasião, ocorreu o lançamento do estudo “Trajetórias da Descarbonização para a Pecuária Bovina 2025–2050”, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), por meio do Centro de Estudos do Agronegócio, a pedido do setor produtivo. O documento apresenta cenários e caminhos possíveis para reduzir as emissões líquidas da pecuária bovina brasileira, alinhando a cadeia da carne às metas globais de clima e sustentabilidade.

Representando o Mapa, Bruno Leite, coordenador-geral de Produção Animal, destacou a evolução do setor e a importância das políticas públicas na consolidação de uma pecuária mais produtiva e ambientalmente responsável.

“O estudo mostra de forma muito clara a evolução produtiva da pecuária de corte brasileira. Estamos em uma trajetória de aumento da produção e redução da área de pastagem, o que demonstra maior eficiência. Produzimos mais carne em uma menor área”, afirmou Bruno Leite.

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Durante o painel, o representante do ministério ressaltou o papel de políticas públicas estruturantes, como o Plano ABC+, que, desde 2010, fomenta tecnologias sustentáveis e mecanismos de crédito e assistência técnica voltados à produção de baixa emissão de carbono.

“Essas políticas mostram resultados concretos. O Plano ABC definiu as tecnologias e criou os instrumentos de fomento, mas o sucesso depende do produtor, que tem respondido com eficiência e comprometimento. Estamos no caminho certo para uma pecuária mais sustentável e competitiva”, completou.

O painel reuniu representantes do governo, da academia e do setor produtivo, reafirmando a convergência entre ciência, políticas públicas e inovação. O estudo apresentado pela FGV indica que, com a intensificação sustentável e a adoção de tecnologias de mitigação, o setor pode reduzir em até 92% a intensidade das emissões até 2050, mantendo a produtividade e ampliando a eficiência do uso da terra.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

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Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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