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Polícia Civil prende mulher suspeita de ceder contas bancárias para prática de golpes

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Uma mulher suspeita de ceder suas contas bancárias para que integrantes de uma facção criminosa aplicassem golpes em vítimas de diferentes estados do país foi presa em flagrante pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (8.10), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

A mulher, de nacionalidade cubana, foi autuada em flagrante por estelionato e participação em organização criminosa.

As investigações apontam que a suspeita disponibilizava contas bancárias para o recebimento e a movimentação de valores relacionados a práticas criminosas, contribuindo para ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

A prisão ocorreu após policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá receberem informações sobre um estelionato registrado naquele mesmo dia no Espírito Santo. O golpe envolveu a falsa negociação de uma máquina de refrigeração anunciada pela internet. A vítima acreditou estar negociando o equipamento com um familiar e realizou transferências via Pix que somaram R$ 5 mil.

Os valores foram enviados para duas contas bancárias, sendo uma delas em nome da mulher investigada, que recebeu uma transferência de R$ 4 mil. O segundo depósito, de R$ 1 mil, foi direcionado a outra pessoa.

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Pouco após a transação, a vítima percebeu que havia sido enganada e que o contato utilizado na negociação não era de seu familiar, sendo utilizada indevidamente a identidade de um parente para convencer a vítima a efetuar os pagamentos.

Em outra situação, ocorrida na quarta-feira (7), uma vítima do Tocantins também foi alvo do mesmo grupo criminoso. Durante uma conversa com um anunciante de produto em uma rede social, uma vítima de Palmas no Tocantins realizou transferência via Pix no valor de R$ 1,6 mil para conta da mesma suspeita.

A partir dos registros da ocorrência e da informação de que a titular da conta bancária residia em Cuiabá, os policiais da Derf realizaram diligências e prenderam a suspeita em flagrante no local de trabalho dela, um supermercado no bairro Areão, na capital.

A utilização de contas bancárias de terceiros é uma estratégia que pode ser empregada por criminosos para movimentar valores obtidos por meio de fraudes e outras atividades ilícitas, dificultando a identificação dos responsáveis e a recuperação dos recursos.

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A Polícia Civil segue com as diligências para apurar a extensão da participação da investigada, identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a origem e a destinação dos valores movimentados.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia apura possível crime passional na morte de professor em Várzea Grande; mensagens de WhatsApp levantam suspeitas

Suspeito de 26 anos foi preso após indicar a localização de um corpo em área de mata; investigadores analisam conversas e não descartam a participação de outras pessoas

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A Polícia Civil de Mato Grosso investiga a possibilidade de motivação passional no homicídio do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, que estava desaparecido havia 12 dias em Várzea Grande. O corpo que pode ser do jovem foi localizado na quinta-feira (8), em uma região de mata no bairro Novo Mato Grosso, antigo 13 de Setembro.

O principal suspeito é o serralheiro e microempresário Samuel Elias Delgado da Silva, de 26 anos, preso temporariamente durante as investigações. Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele teria indicado informalmente aos policiais o local onde o cadáver foi encontrado.

O delegado Bruno Abreu informou que a hipótese de crime passional está entre as linhas de investigação. Questionado sobre essa possibilidade, respondeu que seria “possivelmente” o caso. A polícia também apura se outras pessoas participaram da ocorrência.

Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores foi o histórico de mensagens trocadas entre o professor e o suspeito. Inicialmente, Samuel teria afirmado que conhecia Breno apenas de vista. Entretanto, conforme a investigação, os dois mantinham contato havia bastante tempo, com conversas extensas pelo WhatsApp.

De acordo com o delegado, o irmão do professor confirmou que os dois já se conheciam há um período considerável.

Mensagens enviadas à família despertaram desconfiança

Durante os dias em que Breno esteve desaparecido, familiares receberam mensagens enviadas pelo celular do professor. O conteúdo, porém, levantou suspeitas porque a maneira de escrever era diferente daquela utilizada habitualmente pelo jovem.

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Preocupados, os parentes chegaram a solicitar uma fotografia para confirmar que ele estava bem. A imagem recebida também provocou dúvidas, já que as tatuagens dos braços não apareciam e as roupas eram diferentes das utilizadas por Breno quando saiu de casa.

Samuel negou ter enviado as mensagens e atribuiu a ação a outra pessoa.

“Ele alega que não. Ele fala que não foi ele. Foi uma outra pessoa”, relatou Bruno Abreu ao apresentar a versão do investigado.

A Polícia Civil pretende aprofundar a análise dos aparelhos celulares apreendidos para esclarecer quem utilizou o telefone do professor após o desaparecimento.

Imagens ajudaram a reconstruir os últimos passos

Breno desapareceu após ser visto subindo em uma motocicleta por volta das 20h, nas proximidades da Escola Jair Luíza, no bairro Capela do Piçarrão.

O momento foi registrado por uma câmera de segurança e passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores.

Durante as diligências, a polícia também identificou um Toyota Corolla conduzido por Samuel, posteriormente apreendido.

Segundo Bruno Abreu, os elementos técnicos reunidos pela equipe permitiram estabelecer que o professor esteve com o suspeito após sair na motocicleta.

“A gente coloca ele, literalmente, após o desaparecimento do Breno, após ele subir naquela moto, conseguimos provar, de forma técnica, irrefutável, que o Breno estava com ele aqui no momento”, afirmou o delegado.

A identidade de quem conduzia a motocicleta não foi divulgada.

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Suspeito foi localizado na região do Lago do Manso

Samuel foi preso em uma fazenda na região do Lago do Manso, onde trabalhava na construção de um galpão.

Conforme a investigação, embora tenha negado envolvimento no desaparecimento, o suspeito forneceu informações sobre a localização do corpo. Os policiais seguiram até uma área de vegetação no bairro Novo Mato Grosso e encontraram o cadáver.

O corpo estava em avançado estado de decomposição. As tatuagens aparentes são compatíveis com as de Breno, mas a identificação oficial ainda depende dos procedimentos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A causa da morte também não havia sido divulgada.

Prisão temporária permitirá novas diligências

A Polícia Civil informou que a prisão temporária foi autorizada com base nos elementos reunidos durante o inquérito. A medida tem prazo inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período, conforme os requisitos legais.

“Então, agora, a gente pode trabalhar na prisão temporária. Temos 30 dias, prorrogar mais 30, para que a gente possa materializar com mais provas com a análise de telefones apreendidos”, explicou Bruno Abreu.

O delegado Caio Fernando Álvares Albuquerque, titular da DHPP, informou que a equipe atua no caso desde a noite de 26 de setembro e o início do dia 27, quando a família comunicou o desaparecimento.

A investigação segue para esclarecer a dinâmica do homicídio, identificar a motivação e verificar a eventual participação de outros envolvidos. Até a conclusão das apurações, Samuel permanece na condição de investigado.

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