SISTEMA INSTÁVEL

Site do TJMT volta a apresentar falhas após ataque hacker registrado em setembro

Usuários encontram mensagem de “Erro Interno do Servidor – 500”; problema ocorre cerca de duas semanas após invasão que paralisou sistemas eletrônicos da Corte

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O site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) voltou a apresentar instabilidade neste domingo (4), cerca de duas semanas depois de a Corte ter sido alvo de um ataque hacker que comprometeu seus sistemas eletrônicos.

Ao tentar acessar o portal, usuários se deparam com a mensagem “Erro Interno do Servidor – 500”. Esse tipo de aviso normalmente está relacionado a uma falha interna no servidor e, por si só, não indica que tenha ocorrido uma nova invasão.

Entre as possíveis causas estão problemas de configuração, atualizações de componentes do site ou falhas no código. Especialistas em Tecnologia da Informação citados na reportagem descartaram, inicialmente, que a instabilidade registrada neste domingo esteja relacionada a uma nova ofensiva hacker.

O episódio chama atenção por ocorrer após o ataque cibernético sofrido pelo TJMT no dia 20 de setembro. Na ocasião, sistemas eletrônicos da Corte foram paralisados, incluindo o Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Conforme as informações divulgadas sobre o caso, o incidente teria começado após a inserção indevida de um modelo de documento no sistema. A partir da vulnerabilidade, invasores teriam conseguido acessar a rede do Tribunal e obter logins e senhas criptografadas de usuários.

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Como medida de segurança, o Judiciário retirou sistemas do ar temporariamente. O episódio também provocou a suspensão de prazos, audiências e do expediente presencial durante o período de contenção do ataque.

O caso ocorrido em setembro é investigado pela Polícia Federal e pela Polícia Civil. Até o momento, não há indicação apresentada de que a falha registrada neste domingo represente um novo ataque hacker.

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POLÍTICA MT

Mauro crava vitória de Pivetta e chama debates de “show de horrores”

Ex-governador votou na UFMT, afirmou estar confiante na eleição de Pivetta e defendeu mudanças profundas nas leis brasileiras

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O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), candidato ao Senado, votou neste domingo (4) no Instituto de Linguagens (IL) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e afirmou estar confiante na vitória do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Vestindo uma camiseta da Seleção Brasileira, Mauro declarou que seu “feeling” aponta para a vitória de Pivetta e afirmou que o grupo estaria preparado para disputar um eventual segundo turno.

“Eu tenho a expectativa, o meu feeling diz que sim. Eu sempre falei isso, nós iríamos ganhar essas eleições. Eu nunca tive dúvida disso”, afirmou.

Segundo o ex-governador, pesquisas eleitorais realizadas ao longo da campanha também reforçariam sua confiança. Mauro, no entanto, disse duvidar da credibilidade de parte dos levantamentos, especialmente na disputa presidencial.

Para ele, a eleição para presidente deverá terminar em segundo turno, provavelmente entre Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Show de horrores”

Questionado sobre sua ausência em debates durante a campanha, Mauro Mendes afirmou que não considera necessário enfrentar os demais candidatos para conquistar o voto dos eleitores.

O candidato classificou um dos debates como um “show de horrores” e disse que sua prioridade era apresentar seu trabalho diretamente ao eleitor.

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“Eu tenho que conquistar o voto do Mato Grosso, não dos candidatos. Não sou obrigado a debater com os candidatos”, declarou.

Mauro também afirmou que não participou de debates como o promovido pela TV Vila Real porque, em sua avaliação, o formato não contribuiria para a decisão do eleitor.

Relação com Margareth Buzetti

Durante a entrevista, Mauro também foi questionado sobre sua relação com a candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP), após informações de que ela teria demonstrado irritação com o candidato por conta dos palanques que ele frequentou durante a campanha.

O ex-governador confirmou que conversou com Buzetti por WhatsApp, mas afirmou que não revelaria o conteúdo da conversa particular.

“A conversa foi entre eu e ela. Eu não posso revelar público a conversa que você teve no particular”, afirmou.

Defesa de uma nova Constituição

Caso seja eleito para o Senado, Mauro Mendes afirmou que pretende adotar uma postura de enfrentamento e trabalhar por uma revisão profunda de leis brasileiras.

O candidato defendeu inclusive a elaboração de uma nova Constituição, argumentando que determinadas mudanças exigiriam a convocação de uma Assembleia Constituinte.

“Chegou a hora do Brasil fazer uma revisão constitucional e passar a limpo algumas histórias que não estão cheirando bem nesse país”, disse.

Mauro afirmou ainda que o Brasil atravessa uma crise institucional e criticou o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

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Críticas ao STF e alerta sobre economia

O candidato também fez críticas ao STF e afirmou existir uma crise institucional “sem precedentes” no país. Ele citou investigações relacionadas ao Caso Master e mensagens envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de mencionar o ministro André Mendonça.

Mauro defendeu que o Senado Federal deveria agir diante do cenário que considera preocupante.

Na área econômica, o ex-governador fez um alerta sobre a situação fiscal brasileira e comparou o cenário do país ao enfrentado pela Argentina.

“Senão o Brasil vai quebrar, anote isso aí”, afirmou.

Segundo Mauro, o governo federal estaria excessivamente endividado e recorrendo a novos empréstimos para fazer frente aos juros da dívida.

Eleições presidenciais

Ao comentar a disputa nacional, Mauro afirmou que considera provável um segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. O candidato também declarou ter dúvidas sobre levantamentos eleitorais que não apontariam a possibilidade de segundo turno.

Apesar das críticas às pesquisas, ele afirmou acreditar que o cenário de polarização continua predominante no país.

Mauro Mendes disputa uma das vagas ao Senado por Mato Grosso e declarou confiança tanto em sua própria eleição quanto na vitória de Otaviano Pivetta para o Governo do Estado.

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