POLÍTICA MT
Frente Parlamentar discute projeto que retira incentivo fiscal para comercialização de leite importado
A Frente Parlamentar de Apoio ao Produtor de Leite da Assembleia Legislativa de Mato Grosso discutiu, nesta segunda-feira (07), o projeto de lei n° 2.097/2023, que retira incentivo fiscal para comercialização de leite importado.
Apresentado pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL), coordenador-geral da Frente Parlamentar, o projeto estabelece que os benefícios fiscais estaduais inerentes às operações com produtos lácteos somente serão usufruídos nas hipóteses de operação interna e veda a fruição de tais benefícios nas hipóteses de operações com produtos lácteos importados.
Cattani disse que a proposta foi discutida durante encontro nacional dos produtores de leite, realizado em outubro, em Brasília, e tem sido apresentada por parlamentares em outros estados brasileiros. Segundo ele, a medida faz-se necessária devido à problemática que o setor leiteiro vivencia com industrialização importada ou a reidratação do leite em pó, fator que contribui para a baixa histórica de venda no setor.
Na justificativa apresentada junto ao projeto, o parlamentar explicou que devido à assinatura do Tratado de Assunção feita pelos governos da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, em 1991, os principais produtos lácteos importados pelo Brasil são provenientes do Mercosul. “Leite em pó integral, soro de leite e queijos, possuem a Tarifa Externa Comum (TEC), zerada. Ou seja, não há imposto de importação desses produtos provenientes dos países que fazem parte do bloco”, ressaltou.
“Nós precisamos de uma legislação que realmente coíba essa importação indiscriminada do leite em pó reidratado que entra pelo Mercosul. Não podemos aceitar isso. Esse projeto de lei foi apresentado primeiro no estado de Goiás pela deputada Amaury Ribeiro, trouxemos para o estado do Mato Grosso e está sendo levado para outros estados do país. Queremos proibir que a pessoa ou empresa que importa e comercializa leite importado tenha acesso aos incentivos do estado”, defendeu.
Edivaldo José Pereira, produtor de leite de Conquista D’Oeste, apontou as dificuldades enfrentadas pela categoria e pediu apoio dos demais deputados estaduais. Entre as problemáticas, ele ressaltou a queda dos preços e a falta de informações, por parte das empresas, em relação aos preços pagos pelos produtos.
“O produtor não aguenta a próxima seca. Muitos produtores já pararam e muitos ainda vão parar. O litro do leite gelado está sendo vendido por R$ 1,70, R$ 1,80. O preço do litro do leite vem caindo há três meses consecutivos. […] Eu estou nessa atividade há mais de 25 anos e nunca vi o leite baixar tanto em plena seca. Se nada for feito agora, quando chegar janeiro, fevereiro, nós vamos tirar leite de centavos”, alertou.
Robson Marques, diretor administrativo-financeiro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), afirmou que a instituição está atenta a essas políticas e tem buscado soluções para os produtores e reforçou a importância da união dos produtores mato-grossesnes com produtores de outros estados para definição de uma política mais justa e unificada.
A superintendente de Agronegócios e Crédito da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Linacis Silva, ressaltou a importância da cadeia leiteira para a economia do estado e os trabalhos desenvolvidos na secretaria com o objetivo de buscar oportunidades e outras frentes para desenvolvimento e melhoria do setor. A gestora também sugeriu ajustes ao texto do PL 2097/2023, de modo a evitar que haja vedação da comercialização interestadual do produto.
Denúncia – O produtor rural e presidente da presidente da Associação dos Produtores de Leite da Região Oeste de Mato Grosso (Aplo-MT), Luciano Rodrigues Gomes, protocolou denúncia junto ao Ministério Público Estadual relatando suposta sabotagem sofrida em sua propriedade. Segundo ele, sua produção, que até então era de cerca de 600 litros de leite por dia, caiu de forma brusca para aproximadamente 50 litros, sem motivo aparente.
O produtor pediu ajuda do Poder Legislativo e dos órgãos competentes para que seja feita uma análise tóxica em sua propriedade com a finalidade de verificar a causa da queda na produção.
“Eu tiro leite há 21 anos. Meus pais tiravam leite. Sei como fazer. Eu não sei se alteraram a ração ou se colocaram veneno, mas preciso descobrir o que fez com que o leite das minhas vacas secasse”, clamou.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Mauro registra 34,21% e Janaina 24,84% dos votos válidos em pesquisa Percent
Levantamento estadual mostra José Medeiros com 13,36%; pesquisa ouviu 1,2 mil eleitores entre os dias 26 e 29 de setembro
Pesquisa Percent divulgada na reta final da campanha mostra Mauro Mendes (União Brasil) com 34,21% dos votos válidos na disputa pelo Senado em Mato Grosso. Janaina Riva (MDB) aparece com 24,84%, enquanto José Medeiros (PL) registra 13,36%.
Na sequência aparecem Pedro Taques (PSB), com 9,80%, e Carlos Fávaro (PSD), com 9,24%. Considerando a margem de erro informada pelo levantamento, os dois estão tecnicamente empatados.
Margareth Buzetti (PP) registra 3,31%, Antônio Galvan (Avante) tem 2,62%, Coronel Darwin (Democratas) aparece com 1,06%, Nelson Ferreira (Agir) com 1% e Beny Godoy (Agir) com 0,56%.
Na modalidade espontânea, quando os entrevistados informam os nomes sem receber uma lista de candidatos, Mauro é citado por 17,5%. Janaina aparece com 8,83% e Medeiros com 5,3%. Fávaro registra 3,2% e Taques, 1,7%.
O levantamento também separou as escolhas para as duas vagas em disputa. No primeiro voto, Mauro registra 38,3%, seguido por Janaina, com 22,8%, e Medeiros, com 10,4%.
No segundo voto, Janaina aparece com 17%, Mauro com 16,5%, Medeiros com 11%, Taques com 9,6% e Fávaro com 8,7%.
No quesito rejeição, Pedro Taques registra 14,7%, Janaina Riva 6,8% e Mauro Mendes 6,3%.
Neste ano, cada eleitor poderá escolher dois nomes diferentes para o Senado. Por isso, os diferentes recortes apresentados pelo levantamento — votos válidos, primeiro voto, segundo voto e pesquisa espontânea — devem ser analisados de acordo com a metodologia adotada em cada cenário.
A Percent ouviu 1,2 mil eleitores de Mato Grosso entre os dias 26 e 29 de setembro. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números MT-09025/2026 e BR-07647/2026.

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