SEGURANÇA PÚBLICA

Janaina defende nova Constituinte para discutir prisão perpétua e pena de morte no Brasil

Candidata ao Senado afirma que mudanças mais rígidas na legislação penal exigem uma nova Constituição e relaciona proposta ao avanço da violência e das organizações criminosas

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A deputada estadual e candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte para permitir a discussão de mudanças mais profundas na legislação penal brasileira, incluindo prisão perpétua e pena de morte.

Durante sabatina promovida pela Aprosoja, Janaina afirmou que pretende levar o debate ao Congresso Nacional caso seja eleita. Segundo a candidata, defender punições atualmente vedadas pela Constituição exige também discutir uma nova Carta Constitucional.

“Para ter uma nova constituinte, tem que ter quem lute por isso. Se a gente não fizer esse trabalho nestes próximos quatro anos, nós nunca teremos uma nova constituinte. Então, dizer que vai lutar por prisão perpétua é dizer que daqui a quatro anos nós gostaríamos de ver uma constituinte para que isso fosse apreciado pelo Congresso Nacional”, declarou.

Janaina disse não considerar impossível avançar na discussão e associou a proposta ao cenário de violência enfrentado pelo país.

“Eu não vejo como sendo algo impossível. Aliás, já está acontecendo muito pior nas ruas. Na rua tem pena de morte”, afirmou.

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Ao justificar a defesa de uma nova Constituição, a candidata também citou o avanço das organizações criminosas. Segundo Janaina, informações obtidas em pesquisa qualitativa de sua campanha indicariam que algumas famílias estariam recorrendo a facções em vez das forças de segurança. A afirmação foi apresentada pela candidata durante a sabatina.

“Se o Brasil não tiver uma nova constituinte, nós vamos virar uma selvageria, que é o que está acontecendo. Algumas famílias, inclusive, deixam de procurar as forças policiais e buscam organizações criminosas. Isso está na nossa pesquisa qualitativa. Então, o Brasil tem que tomar uma atitude”, disse.

A candidata relacionou diretamente a defesa da prisão perpétua à necessidade de uma Constituinte e afirmou que a discussão não deveria ficar restrita às penas previstas para crimes graves.

“Dizer que nós vamos lutar por uma prisão perpétua é porque eu entendo, sim, que precisamos de uma nova constituinte. E não só para tratar desse tema, mas de outros temas também, como a própria questão das organizações criminosas e facções”, pontuou.

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Janaina acrescentou que pretende continuar defendendo publicamente a pauta caso chegue ao Senado. Para ela, a discussão precisa começar no Congresso para que uma eventual mudança constitucional possa avançar.

“Se ninguém começar a falar sobre o tema, nunca vai ter uma constituinte”, concluiu.

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POLÍTICA MT

Pivetta chega a 53,7% dos votos válidos e deve vencer eleição no primeiro turno

Último levantamento do instituto antes da eleição mostra governador acima dos 50% dos votos válidos; Wellington registra 27,1% e Natasha 16,3%

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O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) alcançou 53,7% dos votos válidos na nova pesquisa do Instituto Veritá para o Governo de Mato Grosso. Wellington Fagundes (PL) aparece com 27,1% e Doutora Natasha (PSD), com 16,3%. Os demais candidatos somam 2,9%.

O cálculo dos votos válidos desconsidera votos brancos e nulos e as respostas que não são atribuídas a candidatos. É esse o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição.

Pelo levantamento do Veritá, Pivetta aparece 3,7 pontos acima dos 50% dos votos válidos. Ou seja, se confirmado nas urnas, a votação seria suficiente para uma definição da eleição no primeiro turno.

Na rodada anterior, Pivetta tinha 44,1%, Wellington com 36,3% e Natasha com 16,9%. A diferença entre Pivetta e Wellington nos votos válidos, que era de 7,8 pontos na pesquisa anterior, passa numericamente para 26,6 pontos na nova rodada.

O levantamento foi realizado pelo Instituto Veritá por iniciativa própria entre 26 de setembro e 1º de outubro. Foram entrevistados 1.220 eleitores. A margem de erro informada pelo instituto é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Nos percentuais gerais apresentados pelo Veritá, antes do cálculo dos votos válidos, Pivetta registra 51,7% das intenções de voto. Wellington aparece com 26,1% e Natasha com 15,7%. Os demais candidatos, somados aos entrevistados que declararam voto branco ou nulo ou não souberam ou não responderam, representam 6,5%.

Também nesse cenário, a distância numérica entre Pivetta e Wellington é expressiva: 25,6 pontos percentuais.

Na pesquisa anterior divulgada pelo Veritá, Pivetta registrava 39,1%, Wellington 32,3% e Natasha 15% na pesquisa estimulada. Pivetta cresceu 12,6%, enquanto Fagundes caiu 6,2 pontos percentuais. Natasha se manteve estável.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-06765/2026.

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