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Gisela diz que Oeste está no radar de Pivetta com novas diretrizes de desenvolvimento

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A candidata a vice-governadora Gisela Simona, que integra a chapa de reeleição de Otaviano Pivetta, defendeu nesta terça-feira (29.09), em Cáceres, um novo ciclo de desenvolvimento para o Oeste. Com uma presença mais eficiente e estratégica do Governo do Estado na região.

Ao lado da prefeita Eliene Liberato, de vereadores, gestores de vários municípios, da secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, e de lideranças comunitárias Gisela percorreu as ruas e o comércio da cidade, retomando uma relação que começou quando viveu no município para cursar Direito na Unemat.

A movimentação de Gisela pela região ocorre em um momento em que a campanha procura apresentar não apenas a continuidade de uma gestão, mas o que pretende realizar em uma nova etapa no Estado. Pois depois de anos marcados pela recuperação da capacidade de investimento, obras e ampliação da infraestrutura, o desafio agora é fazer com que a riqueza produzida por Mato Grosso se converta em mais oportunidades, serviços e qualidade de vida. .

Nesse desenho, o Oeste aparece como uma das regiões que precisam receber um olhar mais atento e uma estratégia específica de desenvolvimento.

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“Esta é uma região formada por 21 municípios, com mais de 300 mil habitantes. Onde há uma forte preservação das raízes mato-grossenses. Diferente do Norte, Sul e Leste do Araguaia, que receberam um fluxo migratório expressivo, o Oeste mantém características marcantes da formação histórica do estado, o que gera uma demanda peculiar. Mesmo que possua historicamente uma rica economia ligada à pecuária e uma forte agricultura familiar, a região exige uma presença mais efetiva dos serviços públicos pela posição estratégica na fronteira com a Bolívia, e pela conexão com o Pantanal”.

“Assim, dentro deste desenho de desenvolvimento, queremos colocar em prática diretrizes mais eficientes que criem condições para que os municípios produzam mais, agreguem valor àquilo que já produzem, gerem emprego e renda e tenham acesso a serviços públicos capazes de acompanhar seu crescimento” .

A caminhada pelas ruas de Cáceres teve, igualmente, um significado que ultrapassou o pedido de apoio eleitoral à chapa Pivetta e Gisela. Entre conversas com lideranças, gestores, comerciantes e moradores, a candidata retomou uma prática que marcou sua passagem pela Câmara Federal: usar os recessos parlamentares para conhecer demandas que muitas vezes não chegavam aos centros de decisão e transformar essa escuta em propostas.

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Lembrando que durante seu mandato como deputada federal, pode acompanhar de perto vários municípios como Porto Estrela, Rio Branco, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal, Araputanga, Mirassol D’Oeste, São José dos Quatro Marcos, Pontes e Lacerda, Comodoro, Vila Bela, onde observou ‘in loco’ a vitalidade da cultura, dos assentamentos e o impacto positivo de projetos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar.

“Agora, em uma eventual vitória de Pivetta-Gisela, é necessário preparar a região para uma economia menos dependente de uma única matriz produtiva, estimulando industrialização, agregação de valor e diversificação das fontes de renda”.

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CIDADES

TJMT mantém prisão de músico investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho

Defesa pediu liberdade ou substituição da preventiva por medidas cautelares, mas recurso foi negado por unanimidade pela Segunda Câmara Criminal

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A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a prisão preventiva de Elieverson Carlos Jeronimo, investigado na Operação Horizonte por suposta ligação com o Comando Vermelho na região de Paranaíta. O habeas corpus apresentado pela defesa foi negado por unanimidade.

Elieverson está preso preventivamente desde 22 de maio deste ano, quando foi alvo da operação da Polícia Civil. Segundo os elementos citados no processo, os investigadores apontam que ele teria cadastro como “lojista” dentro da organização criminosa e realizaria pagamentos mensais relacionados à chamada “lojinha”.

A defesa contestou a manutenção da prisão e argumentou que não existiriam indícios suficientes de envolvimento direto do investigado com o comércio de drogas. Também alegou falta de contemporaneidade entre os fatos investigados e a prisão.

Os advogados destacaram ainda que Elieverson possui residência fixa, família e ocupação lícita, atuando como músico, microempreendedor individual e instrutor em projeto social.

O caso teve como relator o juiz convocado Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto. Também participaram do julgamento os desembargadores Antonio Horacio da Silva Neto e Rui Ramos Ribeiro.

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Para o colegiado, entretanto, os argumentos apresentados não foram suficientes para afastar os fundamentos da prisão preventiva. Entre os elementos considerados está a análise do celular de Alane da Silva Pereira, apontada pela investigação como gerente local da facção.

De acordo com o acórdão, a extração forense do aparelho, autorizada judicialmente, encontrou mensagens, áudios e comprovantes financeiros que, segundo os investigadores, indicariam uma ligação de Elieverson com o grupo.

A decisão de primeira instância, posteriormente mantida pelo Tribunal, registrou que “as investigações apontam sua integração à facção criminosa Comando Vermelho em Paranaíta/MT, com cadastro formal como lojista realizado conforme o procedimento cartorário da organização”.

O acórdão também menciona um áudio atribuído à mulher apontada como gerente da facção, no qual ela teria solicitado uma fotografia para concluir o cadastro. Conforme o processo, a investigação identificou ainda pagamentos mensais de R$ 100 relacionados à denominada “lojinha”, realizados via Pix.

Segundo o entendimento apresentado no julgamento, o cadastro e os pagamentos recorrentes seriam elementos que, em tese, indicariam uma relação estável com a organização, e não apenas contato eventual com integrantes.

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A prisão preventiva foi mantida com fundamento na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal. O relator também destacou a necessidade de resguardar eventuais testemunhas que possam colaborar com a Justiça.

O colegiado rejeitou ainda o pedido alternativo da defesa para substituir a prisão por medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e comparecimento periódico à Justiça. Para os magistrados, essas medidas seriam insuficientes diante dos elementos apresentados na investigação.

“Os predicados pessoais favoráveis, como já enfrentado, não afastam essa conclusão, a teor do Enunciado Orientativo nº 43 do TJMT, tampouco houve, segundo as informações prestadas, qualquer alteração na situação fática desde a decretação”, diz trecho do voto.

O acórdão foi publicado no dia 21 deste mês. A decisão trata da manutenção da prisão preventiva e não representa julgamento definitivo sobre as acusações investigadas na Operação Horizonte.

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