CASO MONTEZUM

Jovem perde movimentos após andar na Montezum e família questiona assistência do Hopi Hari

Júlia Bossoni, de 28 anos, sofreu traumatismo cranioencefálico durante passeio no parque, passou por sete cirurgias e segue em tratamento; Ministério Público e Polícia Civil investigam o caso

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A administradora Júlia Bossoni, de 28 anos, sofreu um grave traumatismo cranioencefálico após andar na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. O episódio ocorreu em 20 de abril de 2026 e, desde então, a jovem passou por diversas cirurgias, ficou 57 dias internada e perdeu parte dos movimentos do corpo. O caso é investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.

Júlia viajou de Londrina, no Paraná, acompanhada do marido, João Pedro Bossoni, para passar o dia no parque. O casal entrou na Montezum uma primeira vez e, segundo os relatos apresentados à imprensa, não teve problemas. Mais tarde, após utilizar outras atrações, os dois retornaram à montanha-russa, desta vez com acesso VIP.

Na segunda passagem, imagens das câmeras mostram Júlia consciente ao entrar no carrinho. O restante do percurso não teria sido registrado nas imagens apresentadas à investigação. Cerca de dois minutos depois, o carrinho retornou à plataforma e a jovem estava desacordada e apresentava convulsões. Funcionários do parque se aproximaram e, aproximadamente seis minutos depois, Júlia foi retirada em uma maca.

Ela foi encaminhada à Santa Casa de Vinhedo, onde exames apontaram uma hemorragia intracraniana e um grande edema cerebral. Devido à gravidade do quadro, foi submetida a uma craniectomia descompressiva, procedimento realizado para aliviar a pressão provocada pelo inchaço do cérebro. 

Segundo um laudo médico apresentado pela família, o traumatismo cranioencefálico teria sido provocado por um mecanismo de contragolpe durante o passeio. O especialista ouvido na reportagem explicou que movimentos bruscos de aceleração, desaceleração e rotação podem provocar o rompimento de vasos sanguíneos no cérebro, mesmo sem uma pancada direta na cabeça. A perícia deverá avaliar se os movimentos da atração são compatíveis com o mecanismo apontado no laudo. 

Júlia permaneceu 57 dias internada em Vinhedo antes de ser transferida para Londrina. Segundo informações divulgadas pela família, ela já passou por sete cirurgias e apresentou novas complicações durante o processo de recuperação. Atualmente, realiza tratamento de reabilitação e sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e outros procedimentos.

De acordo com os familiares, a jovem perdeu completamente os movimentos do lado esquerdo do corpo e passou a apresentar dificuldades de fala e alterações de memória. A família afirma ainda que o quadro apresentou uma regressão após novas complicações e internações.

Além das consequências para a saúde, a família também questiona a assistência financeira oferecida pelo parque. Segundo a advogada Luana Bossoni, o Hopi Hari custeou hospedagem e alimentação durante o período em que Júlia permaneceu internada em Vinhedo e também arcou com o transporte de ambulância para o Paraná, estimado em R$ 7 mil. A defesa afirma, porém, que a ajuda teria sido interrompida depois que a jovem retornou para Londrina. 

Ainda segundo a advogada, representantes do parque teriam informado que haveria auxílio para despesas relacionadas ao tratamento, como medicamentos e fraldas. A família afirma ter desembolsado aproximadamente R$ 70 mil com atendimento de especialistas que não fazem parte do plano de saúde e ingressou com medidas nas áreas cível e criminal. 

O Hopi Hari apresenta outra versão. Em manifestação divulgada após o caso vir a público, o parque afirmou que Júlia recebeu atendimento imediato seguindo os protocolos de segurança, foi encaminhada à Santa Casa de Vinhedo e teve o tratamento acompanhado pela administração. A empresa também declarou que custeou as despesas da família durante a permanência em Vinhedo e disponibilizou um seguro. 

A Montezum, inaugurada em 1999, é considerada a maior montanha-russa de madeira da América Latina. A atração possui cerca de 42 metros de altura, mais de um quilômetro de extensão e pode atingir aproximadamente 103 km/h. O Hopi Hari afirma que o brinquedo possui certificação internacional, passa por inspeções periódicas e segue as normas nacionais de segurança para parques de diversões. 

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O caso também trouxe à tona relatos de outros visitantes que afirmam ter sofrido lesões após utilizar a atração. Em 2018, Nathalia Assenjo Motta relatou ter sofrido uma grave lesão cervical durante o percurso. Segundo ela, o movimento provocou deslocamento de vértebras e foi necessário colocar 12 pinos e duas hastes na região cervical. Ela recuperou os movimentos do corpo três dias depois, mas ficou com limitações no pescoço. O parque pagou uma indenização por danos materiais. 

Outro caso ocorreu em 2014, envolvendo um visitante identificado como Márcio, que ficou tetraplégico após utilizar a Montezum. Ele morreu em 2023 em decorrência de complicações de uma infecção urinária. Segundo o Hopi Hari, os casos anteriores ocorreram antes de 2019, durante uma gestão anterior. 

Nos últimos dois anos, também foram identificados cerca de 40 registros em uma plataforma de reclamações de consumidores relacionados a pessoas que afirmam ter sentido dores ou sofrido lesões após utilizar a Montezum. As queixas incluem problemas no pescoço, joelhos e costelas. 

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar o caso de Júlia e solicitou uma perícia técnica na montanha-russa. A Polícia Civil também realiza diligências e aguarda o resultado da perícia, que deverá analisar o carrinho utilizado pela jovem e a estrutura da atração, além dos equipamentos relacionados ao registro das imagens. 

A investigação segue em andamento e deverá esclarecer as circunstâncias do acidente, as condições de funcionamento da atração no dia do episódio e a relação entre os movimentos registrados durante o passeio e as lesões sofridas por Júlia. 

CASO MONTEZUM

Jovem perde movimentos após andar na Montezum e família questiona assistência do Hopi Hari

Júlia Bossoni, de 28 anos, sofreu traumatismo cranioencefálico durante passeio no parque, passou por sete cirurgias e segue em tratamento; Ministério Público e Polícia Civil investigam o caso

A administradora Júlia Bossoni, de 28 anos, sofreu um grave traumatismo cranioencefálico após andar na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. O episódio ocorreu em 20 de abril de 2026 e, desde então, a jovem passou por diversas cirurgias, ficou 57 dias internada e perdeu parte dos movimentos do corpo. O caso é investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. 

Júlia viajou de Londrina, no Paraná, acompanhada do marido, João Pedro Bossoni, para passar o dia no parque. O casal entrou na Montezum uma primeira vez e, segundo os relatos apresentados à imprensa, não teve problemas. Mais tarde, após utilizar outras atrações, os dois retornaram à montanha-russa, desta vez com acesso VIP.

Na segunda passagem, imagens das câmeras mostram Júlia consciente ao entrar no carrinho. O restante do percurso não teria sido registrado nas imagens apresentadas à investigação. Cerca de dois minutos depois, o carrinho retornou à plataforma e a jovem estava desacordada e apresentava convulsões. Funcionários do parque se aproximaram e, aproximadamente seis minutos depois, Júlia foi retirada em uma maca.

Ela foi encaminhada à Santa Casa de Vinhedo, onde exames apontaram uma hemorragia intracraniana e um grande edema cerebral. Devido à gravidade do quadro, foi submetida a uma craniectomia descompressiva, procedimento realizado para aliviar a pressão provocada pelo inchaço do cérebro. 

Segundo um laudo médico apresentado pela família, o traumatismo cranioencefálico teria sido provocado por um mecanismo de contragolpe durante o passeio. O especialista ouvido na reportagem explicou que movimentos bruscos de aceleração, desaceleração e rotação podem provocar o rompimento de vasos sanguíneos no cérebro, mesmo sem uma pancada direta na cabeça. A perícia deverá avaliar se os movimentos da atração são compatíveis com o mecanismo apontado no laudo. 

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Júlia permaneceu 57 dias internada em Vinhedo antes de ser transferida para Londrina. Segundo informações divulgadas pela família, ela já passou por sete cirurgias e apresentou novas complicações durante o processo de recuperação. Atualmente, realiza tratamento de reabilitação e sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e outros procedimentos.

De acordo com os familiares, a jovem perdeu completamente os movimentos do lado esquerdo do corpo e passou a apresentar dificuldades de fala e alterações de memória. A família afirma ainda que o quadro apresentou uma regressão após novas complicações e internações.

Além das consequências para a saúde, a família também questiona a assistência financeira oferecida pelo parque. Segundo a advogada Luana Bossoni, o Hopi Hari custeou hospedagem e alimentação durante o período em que Júlia permaneceu internada em Vinhedo e também arcou com o transporte de ambulância para o Paraná, estimado em R$ 7 mil. A defesa afirma, porém, que a ajuda teria sido interrompida depois que a jovem retornou para Londrina. 

Ainda segundo a advogada, representantes do parque teriam informado que haveria auxílio para despesas relacionadas ao tratamento, como medicamentos e fraldas. A família afirma ter desembolsado aproximadamente R$ 70 mil com atendimento de especialistas que não fazem parte do plano de saúde e ingressou com medidas nas áreas cível e criminal. 

O Hopi Hari apresenta outra versão. Em manifestação divulgada após o caso vir a público, o parque afirmou que Júlia recebeu atendimento imediato seguindo os protocolos de segurança, foi encaminhada à Santa Casa de Vinhedo e teve o tratamento acompanhado pela administração. A empresa também declarou que custeou as despesas da família durante a permanência em Vinhedo e disponibilizou um seguro. 

A Montezum, inaugurada em 1999, é considerada a maior montanha-russa de madeira da América Latina. A atração possui cerca de 42 metros de altura, mais de um quilômetro de extensão e pode atingir aproximadamente 103 km/h. O Hopi Hari afirma que o brinquedo possui certificação internacional, passa por inspeções periódicas e segue as normas nacionais de segurança para parques de diversões. 

O caso também trouxe à tona relatos de outros visitantes que afirmam ter sofrido lesões após utilizar a atração. Em 2018, Nathalia Assenjo Motta relatou ter sofrido uma grave lesão cervical durante o percurso. Segundo ela, o movimento provocou deslocamento de vértebras e foi necessário colocar 12 pinos e duas hastes na região cervical. Ela recuperou os movimentos do corpo três dias depois, mas ficou com limitações no pescoço. O parque pagou uma indenização por danos materiais. 

Outro caso ocorreu em 2014, envolvendo um visitante identificado como Márcio, que ficou tetraplégico após utilizar a Montezum. Ele morreu em 2023 em decorrência de complicações de uma infecção urinária. Segundo o Hopi Hari, os casos anteriores ocorreram antes de 2019, durante uma gestão anterior. 

Nos últimos dois anos, também foram identificados cerca de 40 registros em uma plataforma de reclamações de consumidores relacionados a pessoas que afirmam ter sentido dores ou sofrido lesões após utilizar a Montezum. As queixas incluem problemas no pescoço, joelhos e costelas. 

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar o caso de Júlia e solicitou uma perícia técnica na montanha-russa. A Polícia Civil também realiza diligências e aguarda o resultado da perícia, que deverá analisar o carrinho utilizado pela jovem e a estrutura da atração, além dos equipamentos relacionados ao registro das imagens. 

A investigação segue em andamento e deverá esclarecer as circunstâncias do acidente, as condições de funcionamento da atração no dia do episódio e a relação entre os movimentos registrados durante o passeio e as lesões sofridas por Júlia. 

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NACIONAL

Helicóptero com cantor Rick desaparece durante voo e mobiliza operação de busca em SC

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Aeronave saiu de Porto Belo com destino a São Joaquim; FAB, Bombeiros e Polícia Militar procuram pelos ocupantes na região de Urubici e São Joaquim

A Força Aérea Brasileira (FAB), o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e a Polícia Militar realizam buscas por um helicóptero que desapareceu nesta segunda-feira (21) durante um voo em Santa Catarina. Entre os ocupantes está o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, além do empresário Bruno Avelar, um videomaker e o piloto. Até o momento, não há confirmação de queda ou localização da aeronave. 

O helicóptero, um Bell 430 de matrícula PP-MGR, decolou de Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, com destino à região de São Joaquim, na Serra. A aeronave perdeu comunicação durante o trajeto e não chegou ao destino previsto. O último contato registrado ocorreu por volta das 16h, e as equipes de resgate passaram a concentrar os trabalhos em diferentes pontos da região serrana. 

Inicialmente, os bombeiros foram deslocados para a localidade de Vacas Gordas, em Urubici, após informações sobre uma possível queda. As equipes fizeram buscas no local, mas não encontraram vestígios da aeronave. Posteriormente, os trabalhos foram direcionados para uma área próxima a São Joaquim, onde foi registrado o último sinal de celular de um dos ocupantes. Os dois pontos de busca ficam a aproximadamente 30 quilômetros de distância. 

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Cerca de 20 bombeiros militares participam da operação por terra, com apoio de veículos com tração 4×4 para acessar áreas de difícil circulação. As condições meteorológicas, marcadas por chuva intensa e dificuldades de acesso, também complicam o trabalho das equipes de resgate. 

A FAB acionou o Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba, o Salvaero Curitiba, responsável por coordenar as ações de busca e salvamento na região. Duas aeronaves especializadas foram empregadas na operação: um Black Hawk H-60 e um SC-105 Amazonas, utilizados para auxiliar na delimitação da área com maior possibilidade de localização do helicóptero. 

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o Bell 430 é uma aeronave bimotor com capacidade para até sete passageiros, além do piloto, e peso máximo de decolagem de 4.218 quilos. O modelo foi fabricado em 2001 e pertence à empresa JTA Empreendimentos e Urbanismo. 

A empresa proprietária informou que o helicóptero havia sido emprestado para uso de Bruno Avelar e do cantor Rick, descritos como amigos próximos do proprietário. Em comunicado, a JTA afirmou que ainda não existe confirmação de acidente envolvendo a aeronave e pediu cautela na divulgação de informações enquanto as autoridades realizam a apuração. 

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A assessoria de Rick confirmou a presença do cantor na aeronave. O desaparecimento também foi confirmado pelas autoridades responsáveis pelas buscas, que mantêm a operação em andamento. Até a última atualização, não havia confirmação oficial sobre o paradeiro do helicóptero ou dos ocupantes. 

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