Candidata ao senado
Buzetti mantém apoio a Flávio, mas faz alerta sobre caso Vorcaro; veja o que ela disse
Candidata ao Senado afirmou que pretende votar em Flávio Bolsonaro para presidente e defendeu que as investigações esclareçam o grau de eventual envolvimento do candidato no caso.
A candidata ao Senado por Mato Grosso, Margareth Buzetti (PP), afirmou nesta quinta-feira (17) que mantém seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República, mas defendeu que as investigações envolvendo o candidato e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, avancem para esclarecer o grau de eventual participação de cada envolvido.
A declaração foi dada durante entrevista coletiva após o debate entre candidatos ao Senado realizado pela TV Vila Real. Questionada sobre como concilia a defesa da moralidade e do combate à corrupção com o apoio a Flávio, Buzetti afirmou que é necessário analisar até que ponto houve envolvimento do candidato nas questões investigadas.
“Tem a situação do filme, do Dark Horse, mas tem que ver até que ponto há esse envolvimento e até que ponto ele ficou envolvido e vai ficar comprometido. (…) Eu gostaria que todo mundo fosse investigado”, declarou.
As investigações mencionadas envolvem o empresário Daniel Vorcaro e outras pessoas e instituições. No caso relacionado ao filme “Dark Horse”, documentos divulgados no âmbito das apurações apontam contatos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção. A existência de uma investigação, por si só, não significa comprovação de crime ou responsabilidade dos investigados.
Durante a entrevista, Buzetti também questionou a quantidade de autoridades que aparecem relacionadas ao caso e criticou o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes no contexto das apurações envolvendo Vorcaro.
“A pergunta é: quem não está envolvido com o caso Vorcaro?”, afirmou a candidata, ao comentar o cenário.
Buzetti também declarou que, diante das investigações, não pretende afirmar antecipadamente que Flávio Bolsonaro seja inocente ou culpado. Segundo ela, o papel das apurações é justamente esclarecer o que ocorreu e qual foi o grau de envolvimento de cada pessoa.
“A pergunta é, os dois candidatos que estão na frente têm o mesmo problema, um pior que o outro. Então eu não sei, eu gostaria que todo mundo fosse investigado”, disse.
Apesar das declarações e da defesa de uma apuração ampla, Buzetti afirmou que mantém seu apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Ela também defendeu que, caso sejam identificadas responsabilidades, os envolvidos sejam responsabilizados conforme os resultados das investigações.
O caso Banco Master e as apurações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse” seguem sendo objeto de investigação.
POLÍTICA MT
Crise no STF coloca investigação do Banco Master sob pressão e pode mudar próximos passos do caso
Disputa entre ministros, mudanças na condução das apurações e novos depoimentos de Daniel Vorcaro e do pai aumentam a tensão em torno da investigação
A crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno das investigações do Banco Master passou a levantar dúvidas sobre os próximos passos do caso. A disputa envolvendo ministros da Corte, questionamentos sobre a condução das apurações e a definição de quem ficará responsável pelo processo ganharam espaço justamente enquanto a Polícia Federal se prepara para novas etapas da investigação.
Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e seu pai, Henrique Vorcaro, foram intimados para prestar novos depoimentos à Polícia Federal. Segundo informações divulgadas sobre o caso, os investigadores acompanham os desdobramentos da crise no Supremo e seus possíveis efeitos sobre o andamento das apurações.
O caso envolve uma série de investigações relacionadas a supostas fraudes financeiras e possíveis relações entre Vorcaro, agentes públicos e outras autoridades. Documentos tornados públicos recentemente ampliaram o conhecimento sobre a investigação. O ministro André Mendonça determinou a retirada do sigilo de procedimentos relacionados ao caso, após determinação do presidente do STF, Edson Fachin.
A crise ganhou força depois que Mendonça, então relator do caso Master, encaminhou ao plenário questões envolvendo mensagens encontradas no celular de Vorcaro e uma possível relação com o ministro Alexandre de Moraes. O STF passou a analisar se havia elementos para uma investigação envolvendo Moraes.
A sessão que trataria do tema, realizada em 15 de setembro, acabou sendo interrompida após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com isso, permanecem em aberto questões relacionadas à condução dos procedimentos e à competência para dar continuidade a determinadas apurações.
Ao mesmo tempo, o caso passou a envolver uma disputa institucional sobre a atuação de ministros e da própria Polícia Federal. Relatos e documentos divulgados nas últimas semanas mostram divergências sobre a condução das investigações, incluindo questionamentos acerca de informações obtidas pela PF e encaminhadas ao Supremo.
A situação também ganhou novos contornos com a retirada do sigilo de documentos. Segundo levantamento publicado pela imprensa, o material reúne informações sobre Vorcaro, autoridades, policiais e servidores públicos, além de elementos relacionados ao chamado caso “Dark Horse”.
Outro ponto de atenção é a situação de Vorcaro. A defesa do ex-banqueiro pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva. Os advogados argumentam que a paralisação de procedimentos decorrente da crise no Supremo não deveria prolongar indefinidamente a prisão do investigado.
A defesa também pretende solicitar novos adiamentos de depoimentos, alegando que ainda não teve acesso completo aos autos. Vorcaro tem outros depoimentos previstos relacionados às diferentes frentes da investigação.
Nos bastidores, a principal questão passou a ser quem terá efetivamente o comando das próximas etapas do caso e como a investigação seguirá diante das divergências dentro do STF. A definição pode ter impacto sobre depoimentos, análise de provas e eventuais pedidos apresentados pelas defesas.
Apesar da tensão institucional, é importante destacar que investigação não significa condenação. As apurações ainda buscam esclarecer fatos, responsabilidades individuais e eventual existência de crimes. As pessoas citadas ou investigadas têm direito à defesa e à presunção de inocência.
Com novos depoimentos previstos e o STF ainda enfrentando questões relacionadas à condução dos procedimentos, o caso Banco Master entra em uma etapa considerada decisiva para definir os rumos da investigação.
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