REFERÊNCIA NO SUS
“Foi maravilhoso, coisa de outro mundo”, diz avó que acompanhou neto no Hospital Central
Moradora de Brasnorte, Gicelia dos Santos ficou ao lado do neto na unidade concluída durante a gestão de Mauro Mendes e elogiou estrutura, atendimento e acolhimento
Mais de 30 dias dentro do Hospital Central, em Cuiabá, transformaram a preocupação da moradora de Brasnorte Gicelia dos Santos com a saúde do neto em uma experiência que ela diz não esquecer. Após acompanhar de perto o tratamento da criança, ela conta que se surpreendeu com a estrutura e, principalmente, com o atendimento recebido durante todo o período de internação.
O neto de Gicelia começou a apresentar febre e calafrios e, após passar por atendimento médico, a família buscou atendimento em Sapezal. Diante da suspeita inicial de trombose e da necessidade de investigação do quadro, a criança foi encaminhada para o Hospital Central, em Cuiabá.

“Nós ficamos trinta e poucos dias dentro do hospital de Cuiabá. Pense num hospital. Parabéns para quem deu essa ideia nesse hospital, porque eu nunca vi coisa como aconteceu naquele hospital. Era atendimento toda hora. Maravilha”, relatou ao candidato ao Senado, Mauro Mendes. Foi na gestão dele como governador que as obras foram retomadas após 34 anos.
Durante a internação, segundo Gicelia, o neto passou por uma série de procedimentos para chegar ao diagnóstico, entre exames, biópsia e ultrassonografia. O quadro foi identificado como celulite, uma infecção bacteriana da pele, e a criança permaneceu em tratamento até apresentar melhora.
“Foi maravilhoso. Era exame, biópsia, ultrassom, toda hora. As enfermeiras estavam em cima, medicamento toda hora. Agora ele está bem, está aqui correndo por todo lado”, contou.
A moradora de Brasnorte também destacou a estrutura da ala pediátrica e os espaços destinados às crianças. A área foi projetada com ambientes lúdicos, brinquedotecas e espaços de interação para tornar o período de tratamento menos traumático para os pacientes infantis.
“Meu Deus do céu, tudo maravilhoso. Coisa de outro mundo. Eu tiro o chapéu. Se alguém falar mal dali, é porque não tem o que falar. Está de parabéns. Eu presenciei isso”, afirmou.
O acolhimento aos acompanhantes também chamou a atenção. Gicelia tem problemas de coluna e, mesmo permanecendo por mais de um mês ao lado do neto, conseguiu dormir na cadeira destinada ao acompanhante sem agravar o quadro.
“Fiquei trinta e poucos dias dormindo naquela cadeira e não travei em nada. Em outros hospitais eu travava. Se eu falasse que estava ruim, as meninas já diziam que iam dar um jeito. Graças a Deus, fiquei bem”, disse.
O Hospital Central começou a atender pacientes em janeiro deste ano, após permanecer 34 anos com a construção inacabada. A obra foi retomada definitivamente em 2020, durante a gestão de Mauro Mendes, e a estrutura original foi ampliada de 9 mil para 32 mil metros quadrados. A unidade atende gratuitamente pelo SUS pacientes encaminhados pela regulação estadual.
A pediatria foi uma das primeiras áreas a entrar em funcionamento e conta com estrutura específica para atendimento infantil de alta complexidade. Até junho, o Hospital Central já havia ultrapassado 17 mil atendimentos a pacientes de 104 municípios de Mato Grosso.
Gicelia também declarou apoio à candidatura de Mauro Mendes ao Senado e afirmou que a experiência no Hospital Central reforçou sua decisão.
“Merece o meu voto e o da minha família. Lá em casa somos dez votos e pode ter certeza que todos os dez vão ser dele”, completou.
POLÍTICA MT
Mauro Mendes critica corte de R$ 100 milhões da BR-158 e promete pressionar Governo Federal
Candidato ao Senado afirma que retirada dos recursos é um desrespeito a Mato Grosso e defende conclusão da rodovia no Araguaia
O candidato ao Senado e ex-governador Mauro Mendes (União) criticou a decisão do Governo Federal de retirar R$ 100 milhões previstos para as obras da BR-158, no Araguaia. Segundo ele, o corte compromete uma obra considerada prioritária para Mato Grosso e, caso seja eleito, pretende pressionar o governo federal pela retomada dos investimentos.
A retirada dos recursos consta na Portaria nº 397 do Ministério do Planejamento e Orçamento, publicada nesta semana. O ato cancelou os R$ 100 milhões destinados ao trecho da BR-158 entre a divisa de Mato Grosso com o Pará e Ribeirão Cascalheira. A medida também atingiu o empreendimento que contempla cerca de 195 quilômetros de contorno da Terra Indígena Marãiwatsédé.
Mendes afirmou que a BR-158 estava entre os projetos apresentados por Mato Grosso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início do atual mandato, quando governadores foram chamados a Brasília para indicar obras consideradas prioritárias.
Ao comentar o ritmo das obras, o ex-governador classificou a situação como “uma vergonha” e afirmou que, segundo sua avaliação, houve avanço de apenas 12 quilômetros em quase quatro anos. Ele também criticou o cancelamento da verba prevista para este ano e disse que a decisão representa, em sua visão, um desrespeito ao Estado e à população do Araguaia.
“Pode ter certeza, se eu for senador da República, vamos apertar o pescoço do Governo Federal para que honre esse compromisso e faça essa obra tão importante para o Araguaia”, declarou Mendes.
Além da BR-158, foram retirados cerca de R$ 9 milhões previstos para obras na BR-242 e para a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), conforme as informações apresentadas na reportagem.
Mendes também defendeu que, caso o Governo Federal não tenha condições de executar a obra, o empreendimento seja transferido para o Governo de Mato Grosso. Segundo ele, a pavimentação da BR-158 é importante para o transporte da produção agropecuária e para a mobilidade da população da região.
O candidato comparou ainda os investimentos federais na BR-158 com obras rodoviárias realizadas durante sua gestão no Governo de Mato Grosso. De acordo com números apresentados por ele, o Estado teria asfaltado mais de 7 mil quilômetros de rodovias em sete anos, sendo aproximadamente 4,5 mil quilômetros nos quatro anos mais recentes.
“Vamos comparar os últimos quatro anos: o Governo de Mato Grosso fez mais de 4 mil, 4,5 mil quilômetros, contra 12 quilômetros do Governo Federal. E agora corta o investimento. É um desrespeito a Mato Grosso. Se não tinha condição de fazer, então passasse para a gente”, afirmou.
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