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MEC debate permanência estudantil em Seminário da UNE

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), esteve presente no IV Seminário Nacional de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado entre os dias 26 e 28 de junho, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Com o tema “O sonho não pode parar: ocupar, permanecer e transformar”, o evento reuniu estudantes, gestores, pesquisadores e representantes de movimentos sociais para debater o fortalecimento das políticas de permanência estudantil e a democratização do acesso à educação superior. 

Representando o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a chefe de gabinete da Sesu, Marina Monteiro de Castro, defendeu a permanência estudantil como parte inseparável da democratização da educação superior. “A regulamentação da Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), o fortalecimento do orçamento e o diálogo com os estudantes são prioridades para que o acesso venha acompanhado de condições reais de conclusão dos cursos de educação superior”, afirmou. 

O coordenador-geral de Políticas Estudantis da Sesu, Artur Antônio dos Santos Araújo, participou da mesa dedicada ao debate sobre a permanência estudantil, com foco na regulamentação da Pnaes, no orçamento, na distribuição de recursos e na interiorização das políticas. 

Artur Antônio apresentou dados que demonstram a ampliação dos investimentos na assistência estudantil. Os recursos do Pnaes passaram de R$ 985,7 milhões, em 2022, para R$ 1,482 bilhão, em 2026, uma recomposição nominal de quase R$ 497 milhões.  

Bolsa Permanência – Já o orçamento do Programa Bolsa Permanência aumentou de R$ 164 milhões, em 2023, para R$ 381 milhões em 2026. Em 2025, o programa alcançou R$ 383 milhões, um crescimento de aproximadamente 133% em relação ao início da série. 

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Outro ponto destacado foi a valorização da Bolsa Permanência para estudantes indígenas e quilombolas, reajustada de R$ 900 para R$ 1.400, além da ampliação de vagas para esse público e da criação do Bolsa Permanência – Mais Médicos, que oferta outras 1,5 mil novas bolsas de R$ 700 cada – mesmo valor da bolsa destinada aos bolsistas integrais do Prouni elegíveis ao PBP-Prouni, que apoia o custeio de despesas educacionais, alimentação e transporte de bolsistas em situação de vulnerabilidade. 

“Os dados mostram que o Brasil conseguiu mudar o perfil de quem entra na universidade, especialmente da rede federal, mas ainda há uma distância enorme entre acessar e permanecer na universidade com dignidade”, destacou Artur Antônio. 

A Sesu elencou, com base na Lei nº 14.914/2024, três prioridades: regulamentar e implementar a Pnaes; adotar ações de monitoramento e avaliação; e buscar orçamento compatível com o novo perfil dos estudantes. 

Ao final do seminário, a plenária aprovou resolução com propostas como a criação de uma plataforma nacional de permanência estudantil, a ampliação do orçamento destinado à assistência estudantil, o fortalecimento das políticas de moradia e alimentação, e a defesa da utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal. 

Agenda na UFU  Durante a agenda em Uberlândia, a equipe da Sesu reuniu-se com a pró-reitoria de Assistência Estudantil da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para discutir a equalização de recursos e o atendimento a estudantes indígenas e quilombolas por meio do Programa Bolsa Permanência (PBP). Também participou de encontro com tutores do Programa de Educação Tutorial (PET), que reúne 881 grupos ativos, mais de 9 mil estudantes bolsistas e atuação em 80 municípios. Na UFU, o programa conta com 19 grupos e 218 estudantes bolsistas. A universidade também possui 22 bolsistas do PBP e recebeu mais de R$ 347 mil do MEC por meio do programa em 2025. 

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PBP – O Programa concede auxílio financeiro a estudantes indígenas e quilombolas matriculados em instituições federais de educação superior. O objetivo é contribuir para a permanência e a conclusão dos cursos por estudantes em situação de maior vulnerabilidade. 

PET – O Programa de Educação Tutorial promove a formação acadêmica por meio de grupos de aprendizagem tutorial, com bolsas destinadas a estudantes de graduação e professores tutores. A iniciativa fortalece a integração entre ensino, pesquisa e extensão e contribui para a formação de futuros profissionais e pesquisadores. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu  

Fonte: Ministério da Educação

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O que você precisa saber para fazer a PND

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A Prova Nacional Docente (PND) 2026 será realizada em 806 cidades de todo o país neste domingo (20), a partir das 13h30 (horário de Brasília). O exame é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) com apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

O objetivo da PND, que integra o programa Mais Professores, é subsidiar os processos seletivos e concursos públicos realizados por estados e municípios para ingresso na carreira docente da educação básica pública. Na edição de 2026, foram contabilizados 625.954 inscritos.

Voltada a licenciados formados com interesse em atuar nas redes públicas de ensino e concluintes de cursos de licenciaturas, a PND é uma das etapas obrigatórias do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas

Prova – As provas terão a duração de 5h30 e são compostas por uma parte de Formação Geral Docente, com 30 questões objetivas e uma discursiva, e 50 questões objetivas de componente específico da área escolhida. 

Cartão de Confirmação da Inscrição – O Cartão de Confirmação da Inscrição pode ser acessado pelo Sistema PND utilizando o cadastro Gov.br. Por meio desse documento, o candidato tem acesso ao local de aplicação do exame. 

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Horários – Todo o cronograma da PND segue o horário de Brasília, logo, é necessário se atentar aos horários respectivos de cada cidade, a fim de planejar com antecedência o tempo de deslocamento até o local de prova. 

  • 12h: abertura dos portões. 
  • 13h: fechamento dos portões. 
  • 13h30: início das provas.  
  • 19h: término das provas. 

Identificação – É obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br. 

Material permitido – Para a participação no exame, é permito o uso de caneta esferográfica de tinta preta em material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos. 

Questionário – Os estudantes concluintes que farão a PND devem preencher o Questionário do Estudante, e os demais participantes responder ao Questionário Contextual. Ambos estão disponíveis no Sistema PND até o dia 19 de setembro. O preenchimento é condição necessária para a visualização do local de prova. 

Adesão – Em todo o país, a PND já recebeu a adesão de 2.031 entes federativos. Entre eles estão 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros. Em comparação com 2025, o número de redes que manifestaram interesse em usar os resultados da prova em seus processos de seleção registrou crescimento superior a 30%. Além disso, os entes têm autonomia para aderirem, a divulgação da lista de adesão é realizada pela Portaria nº 527, de 18 de junho de 2026. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva

Fonte: Ministério da Educação

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