POLÍTICA NACIONAL
Projeção no Congresso celebrou Dia Mundial do Meio Ambiente
O Congresso recebeu na sexta-feira (5) uma projeção para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no mesmo dia. A ação reforçou o compromisso da Casa com a sustentabilidade e a adoção de hábitos que impactam positivamente o planeta. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, a data é um marco para a preservação global dos recursos naturais.
A coordenadora do Núcleo de Coordenação de Ações Socioambientais (NCAS) do Senado, Taís Queiroz, destacou que a projeção demonstra a preocupação do Senado com o meio ambiente.
— A data representa uma prestação de contas à sociedade. É a oportunidade de mostrar que a Casa, que formula as leis ambientais do país, também dá o exemplo internamente, ao modernizar a própria gestão socioambiental e promover a responsabilidade social de forma contínua. Afinal, os compromissos globais começam nas escolhas diárias — afirmou.
Para o servidor do NCAS Humberto Mendes, mais que um ato simbólico, celebrar a data no Senado demonstra o compromisso renovado da Casa com a sustentabilidade, a conscientização e a transformação de hábitos que há muito tempo vêm degradando os ecossistemas do país.
— O Senado quer induzir pelo exemplo, demonstrando que cada um de nós tem o poder de fazer a diferença. O futuro mais sustentável não será definido apenas por governos e grandes corporações, mas pela soma de pequenas atitudes diárias multiplicadas por milhões de cidadãos conscientes. Temos convicção de que, juntos, podemos escrever uma nova história, onde desenvolvimento e preservação caminham lado a lado — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Futebol: sancionadas novas regras de governança e transparência das SAFs
As Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) passam a ter novas regras de governança, transparência e proteção a investidores. Sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada nesta segunda-feira (8) no Diário Oficial da União (DOU), a Lei 15.427, de 2026 permite que ligas de futebol adotem o modelo de SAF, amplia as possibilidades de exploração de direitos relacionados ao futebol, exige integrantes independentes nos conselhos de administração e fiscal e estabelece novas regras para divulgação de informações societárias.
A norma também determina a divulgação de atas de assembleias e reuniões dos órgãos de administração, da composição acionária das sociedades e da participação de acionistas. Além disso, prevê a distribuição mínima obrigatória de 25% do lucro líquido ajustado aos acionistas enquanto o clube ou a pessoa jurídica original mantiver participação na SAF e ainda tiver obrigações anteriores à sua constituição.
Originada do Projeto de Lei (PL) 2.978/2023, do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), a lei altera a legislação das SAFs com o objetivo de aperfeiçoar a governança dessas sociedades, resguardar investidores e preservar direitos dos clubes, dos profissionais do futebol e dos atletas em formação. O projeto foi aprovado pelo Senado em maio deste ano.
Vetos
O texto foi sancionado com vetos. Um dos dispositivos barrados previa que a constituição de uma SAF não implicaria a formação de grupo econômico com o clube ou a pessoa jurídica que a criou. Na justificativa enviada ao Congresso, o Executivo argumenta que a medida poderia dificultar a responsabilização de entidades que atuem de forma integrada e reduzir a proteção de credores.
Também foi vetado o trecho que estabelecia que a SAF não responderia por obrigações do clube ou da pessoa jurídica original, exceto aquelas expressamente transferidas no momento da constituição. Segundo o governo, a regra permitiria a seleção dos passivos a serem assumidos pela sociedade, com possível prejuízo a terceiros e credores.
Outro veto atingiu dispositivo que excluía da receita da SAF os valores transferidos ao clube ou à pessoa jurídica original. De acordo com a mensagem presidencial, a medida poderia reduzir a base de cálculo de tributos e gerar renúncia de receita sem estimativa de impacto orçamentário.
Também foi barrado trecho que proibia qualquer forma de penhora ou bloqueio do patrimônio e das receitas das SAFs para pagamento de obrigações dos clubes. Para o Executivo, a regra enfraqueceria as garantias dos credores e poderia gerar insegurança jurídica.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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