POLÍTICA NACIONAL

Dra. Eudócia quer investigação sobre supostos vínculos entre BMG e Banco Master

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (2), a senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) informou que protocolou um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). O objetivo, explicou ela, é investigar possíveis relações entre o Banco BMG, que atuou no mercado de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, e o Banco Master.

— O esquema do BMG com os consignados é o mesmo do Master. A gente está vendo aqui a mesma história. O dono do BMG, por sinal, é sócio de Vorcaro numa empresa criada para emprestar dinheiro para sócios de um clube de futebol em Minas Gerais. Por todo esse conjunto de evidências, protocolei o pedido para a criação da CPMI do BMG e do Master — declarou.

Além disso, a senadora voltou a criticar o senador Renan Calheiros (MDB-AL), citando reportagem da Folha de S.Paulo e declarações de um advogado sobre supostas ligações do parlamentar com operações do Banco BMG. Ela também cobrou esclarecimentos sobre a relação de Renan com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. E contestou o projeto apresentado por Renan, o PL 2.502/2026para que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cubra prejuízos de fundos públicos de previdência que investiram em produtos do Banco Master.

Leia Também:  Bittar questiona decisão do STF que anulou condenações de José Dirceu

— Em vez de defender que o próprio Vorcaro arque com os prejuízos, como deveria ser, ele quer que essa conta seja paga por todos nós, brasileiros. Eu fiz várias perguntas ao senador Renan Calheiros, duas semanas atrás, sobre sua ligação com o Vorcaro. Ele, como de costume, fugiu das respostas e preferiu fazer um ataque machista contra mim em um vídeo — protestou ela.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Constituição e Justiça aprova projeto que impede que assassino receba herança de outros membros da família

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que impede herdeiros condenados por homicídio de receber, por vias indiretas, o patrimônio de outros parentes da mesma família.

A comissão aprovou o substitutivo apresentado pela relatora na CCJ, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ao Projeto de Lei 23/26, da deputada Dayany Bittencourt (União-CE). 

A proposta estende o chamado “instituto da indignidade” aos parentes colaterais até o quarto grau. A alteração é incluída no Código Civil. Pela regra atual, a perda do direito à herança por crime doloso só vale quando o crime é cometido contra o dono dos bens, seu cônjuge, companheiro, pais ou filhos. 

O projeto foi apresentado pela autora com o objetivo de criar a “Lei Suzane von Richtofen”. Richtofen foi condenada a 39 anos de prisão por planejar o assassinato dos próprios pais em 2002 e hoje cumpre a pena em regime aberto. O caso voltou a repercutir pela possibilidade legal de ela herdar parte do patrimônio de um tio falecido.

Seguro de vida
O texto aprovado também modifica a Lei do Contrato de Seguro, para prever que seguro de vida também não poderá ser pago nos casos previstos pelo Código Civil, ou seja, para quem tiver sido autor, co-autor ou tiver participado de homicídio doloso contra o segurado, seu cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou os seus colaterais até o quarto grau. 

Leia Também:  Comissão debate uso do Fundo Nacional de Segurança Pública no combate à violência contra a mulher

Segundo a relatora, essas modificações, além de trazerem mais segurança jurídica ao evitarem longas discussões judiciais em inventários, “garantem que o patrimônio familiar permaneça com aqueles que respeitam a solidariedade inerente aos vínculos de sangue e afeto, compatibilizando a norma aos valores que informam o Direito Civil contemporâneo”. 

A proposta ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara, antes de seguir ao Senado.

Reportagem – Paula Bittar
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA