BASTIDORES DO PODER

Conheça Manciolli, o homem de confiança de Otaviano Pivetta

Novo secretário-chefe do Governo de Mato Grosso ganha espaço no núcleo estratégico do Palácio Paiaguás pela lealdade, articulação e perfil conciliador

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Discreto nos holofotes, mas cada vez mais influente nos bastidores do poder, Eduardo Manciolli se consolidou como um dos principais homens de confiança do governador Otaviano Pivetta dentro do Governo de Mato Grosso.

Natural de Barra do Garças, Manciolli assumiu recentemente a Secretaria-Chefe do Executivo estadual, cargo considerado um dos mais estratégicos dentro do Palácio Paiaguás. A escolha do governador não aconteceu por acaso. Nos corredores políticos, Eduardo é visto como um nome de extrema confiança, com forte capacidade de articulação, habilidade no diálogo e trânsito entre diferentes grupos políticos e institucionais.

Com perfil técnico e conciliador, Manciolli construiu sua trajetória na administração pública longe de polêmicas e próximo dos bastidores das grandes decisões. Antes de chegar ao núcleo duro do governo estadual, atuou na chefia de gabinete em Barra do Garças e posteriormente ganhou protagonismo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Na ALMT, ocupou funções estratégicas ligadas à coordenação administrativa da Casa, além de comandar a Superintendência da Escola do Legislativo e a Secretaria da Escola e Memória do Legislativo. As passagens fortaleceram sua experiência em gestão pública e ampliaram sua relação com lideranças políticas de Mato Grosso.

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Aliados afirmam que uma das principais marcas de Eduardo Manciolli é justamente a capacidade de ouvir, construir consensos e manter diálogo aberto entre diferentes setores. Características consideradas essenciais para alguém que passa a ocupar uma função diretamente ligada às articulações políticas e administrativas do governo estadual.

A leitura nos bastidores é de que Otaviano Pivetta decidiu fortalecer o núcleo estratégico do Executivo com alguém de absoluta confiança pessoal e política, principalmente em um momento de importantes debates administrativos e articulações visando os próximos movimentos do cenário político mato-grossense.

A nomeação repercutiu positivamente entre lideranças políticas, empresariais e jurídicas. Em publicação nas redes sociais, o escritório Rabaioli Advogados destacou a trajetória de Eduardo e classificou o novo secretário como um profissional respeitado e preparado para o desafio.

Com a chegada de Manciolli à Secretaria-Chefe, o Palácio Paiaguás reforça um perfil de gestão baseado em lealdade, diálogo institucional e fortalecimento da articulação política dentro do governo.

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POLÍTICA MT

Empresa cobra R$ 3,2 milhões da Prefeitura de VG por serviços prestados durante gestões de Kalil e Flávia

Organização responsável por programa de atendimento a crianças com deficiência afirma que oito notas fiscais estão vencidas desde 2024

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A empresa responsável por um programa de atendimento e ensino a crianças com deficiência em Várzea Grande cobra R$ 3,2 milhões da Prefeitura pelos serviços prestados e ainda não pagos. A cobrança foi levada ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) por meio de uma Representação de Natureza Externa (RNE).

Segundo a representação apresentada pela Campi – Residencial Inclusivo, o município estaria em débito com a organização desde a gestão do ex-prefeito Kalil Baracat, em 2024, e a dívida permanece durante a administração da prefeita Flávia Moretti (PL).

Conforme o documento, em 31 de agosto de 2026 havia oito notas fiscais de serviços vencidas, liquidadas ou em condições de liquidação, que somavam R$ 3.263.016,68. A nota mais antiga teria sido emitida em 8 de outubro de 2024.

Prefeitura afirma que não localizou parte das notas

Durante o processo, a Prefeitura de Várzea Grande afirmou que os atrasos identificados estariam relacionados ao cronograma de pagamentos. O município, porém, admitiu não ter localizado algumas das notas fiscais apresentadas pela empresa.

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De acordo com a defesa, os processos correspondentes às notas fiscais 791, 797, 806 e 912 não foram encontrados nos registros consultados pela Coordenadoria Administrativa Financeira.

A Prefeitura informou que os documentos deverão ser objeto de diligências para identificação, instrução e regular processamento.

TCE não fará cobrança direta da dívida

Ao analisar o caso, o conselheiro Antonio Joaquim reconheceu que a alegação da Prefeitura de não ter localizado as notas fiscais não poderia, por si só, justificar a ausência de pagamento.

Apesar disso, o conselheiro explicou que o TCE não atua como órgão de defesa de interesses exclusivamente privados.

A empresa foi orientada a continuar buscando o pagamento pela via administrativa, junto à Prefeitura, ou recorrer ao Poder Judiciário para realizar a cobrança dos valores eventualmente devidos.

O processo no TCE tem como foco verificar o cumprimento da ordem cronológica dos pagamentos e a adequada publicidade dessas informações. Segundo Antonio Joaquim, eventual cobrança da dívida deve ser feita pela empresa nas esferas administrativa ou judicial.

Processo continua no TCE

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A Representação de Natureza Externa continua em tramitação no Tribunal de Contas e poderá resultar em responsabilização ou aplicação de multa aos gestores caso sejam identificadas irregularidades.

O programa público de atendimento e ensino a crianças com deficiência mantido em Várzea Grande atende atualmente 348 alunos.

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