SAÚDE DE DIAMANTINO EM XEQUE

Denúncias contra gestão de hospital em Diamantino levantam suspeitas de favorecimento familiar e irregularidades

Mensagens que circulam nas redes sociais apontam suposto uso político e familiar da estrutura hospitalar administrada pelo Instituto Primeiro; acusações envolvem plantões médicos, altos salários e gastos com recursos públicos

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O município de Diamantino voltou ao centro de uma forte polêmica após denúncias divulgadas nas redes sociais levantarem suspeitas sobre a gestão do Instituto Primeiro, responsável pela administração hospitalar na cidade. As acusações apontam suposto favorecimento familiar, possíveis irregularidades em escalas médicas e uso inadequado de recursos públicos.

De acordo com as mensagens compartilhadas, o diretor técnico da unidade, Dr. André Franco, estaria acumulando funções durante os plantões, realizando procedimentos cirúrgicos e, ao mesmo tempo, atuando na anestesia dos pacientes. A situação, segundo os relatos, poderia contrariar normas técnicas e protocolos médicos estabelecidos pelos conselhos da categoria.

As denúncias também afirmam que familiares do diretor ocupariam posições estratégicas dentro da estrutura administrativa do instituto. Um dos filhos, Dr. Guilherme Ataíde, seria presidente da entidade e também atuaria como médico ortopedista na própria unidade. Outro familiar, Dr. Gabriel Ataíde, apareceria como advogado do instituto, recebendo salário considerado elevado pelos denunciantes.

Além disso, os textos que circulam nas redes sociais questionam supostos gastos com passagens aéreas, veículos de luxo e despesas administrativas enquanto, segundo os relatos, faltariam serviços básicos para a população atendida pela rede pública de saúde do município.

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As acusações ganharam repercussão nas plataformas digitais e aumentaram a pressão por fiscalização dos órgãos de controle, Ministério Público e autoridades da saúde pública. Até o momento, não houve manifestação oficial dos citados sobre o conteúdo das denúncias.

O espaço segue aberto para posicionamento do Instituto Primeiro, da direção hospitalar e dos profissionais mencionados nas publicações.

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SAÚDE

Ministério da Saúde autoriza início das obras de ampliação do Hospital Universitário de Roraima

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O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e a secretária de Saúde Indígena da pasta, Lucinha Tremembé, assinaram nesta segunda-feira (28) a ordem de serviço para a construção do Bloco C do Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR). A obra conta com investimento federal de R$ 70 milhões, com execução pela HU Brasil (Hospitais Universitários Federais).

Primeiro hospital universitário de Roraima, o HU-UFRR terá sua capacidade de atendimento ampliada com a construção do novo bloco, fortalecendo a oferta de atenção especializada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. Atualmente, a unidade conta com 128 leitos, sendo 36 destinados à população indígena.

 “Essa ampliação vai ter mais leitos, mas também vai ter mais capacidade resolutiva. São seis salas cirúrgicas, com capacidade de realizar procedimentos de alta complexidade e leitos de unidade de terapia intensiva para atender casos de maior complexidade, beneficiando a população de Roraima, especialmente os povos indígenas”, destacou Massuda.

Referência no atendimento aos povos indígenas

O HU-UFRR desempenha um papel estratégico no atendimento à população indígena. Entre abril de 2025 e julho de 2026, o hospital registrou 2.056 internações, das quais 572 foram de pacientes indígenas. No atendimento ambulatorial, entre novembro de 2025 e julho de 2026, foram atendidos 2.846 pacientes, sendo 355 indígenas. A unidade recebe pessoas de cerca de 13 etnias, incluindo pacientes provenientes da Guiana e da Venezuela.

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O hospital conta com a Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas, que oferece acolhimento e assistência diferenciados, respeitando as especificidades culturais dessa população. A estrutura inclui leitos redários e espaços destinados às práticas culturais indígenas.

O HU-UFRR também participa de mutirões articulados pela HU Brasil e pelo Ministério da Saúde para atender pacientes encaminhados pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e pelas Casas de Saúde Indígena (CASAIs).

 “O cuidado em saúde indígena precisa considerar as especificidades socioculturais dos povos indígenas. A ampliação do hospital fortalece o acesso à atenção especializada e a possibilidade de oferecer uma assistência equânime, garantindo a qualidade do cuidado, o respeito às necessidades dos povos indígenas e acolhimento culturalmente adequado”, destacou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Novo tomógrafo

Além da ampliação da estrutura hospitalar, o Ministério da Saúde está adquirindo um novo tomógrafo para o HU-UFRR, com chegada prevista para o primeiro semestre de 2027. O equipamento substituirá o aparelho atual, pertencente ao governo estadual, e reforçará a capacidade de realização de exames de imagem na própria unidade.

CAPS de Pacaraima

Em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, o secretário-executivo visitou as obras do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. A construção conta com investimento de R$ 2,145 milhões e está com 92% de execução física. A conclusão está prevista para 1º de outubro de 2026.

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Habilitado pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria GM/MS nº 4.089, de 28 de maio de 2024, o serviço vai fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial em uma região marcada pela intensa circulação de pessoas.

Operação Acolhida

A agenda também incluiu o acompanhamento das ações de saúde da Operação Acolhida, que garantem vacinação e atenção primária à população migrante desde sua chegada ao Brasil.

Por meio do Projeto Saúde nas Fronteiras, executado pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), 38 profissionais atuam em Boa Vista e Pacaraima. Desde agosto de 2025, as equipes realizaram 41.925 atendimentos individuais de atenção primária. Também foram registrados 861 teleatendimentos desde outubro de 2025. O investimento previsto no projeto é de R$ 5,66 milhões.

Entre 2023 e agosto de 2026, foram aplicadas mais de 677 mil doses de vacinas em Pacaraima e mais de 54 mil em Boa Vista. O abastecimento das salas de vacinação está regular.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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