ECONOMIA

Alckmin destaca avanços da indústria nacional em entrega de caça supersônico e financiamento de trens em SP

Nesta quarta-feira (25), em São Paulo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou de agendas voltadas ao fortalecimento da indústria nacional, com destaque para inovação tecnológica, ampliação da infraestrutura e estímulo ao conteúdo local.

Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin participou da apresentação do caça F-39E Gripen, pela Embraer e Saab, e da assinatura de contratos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o trem intercidades São Paulo-Campinas. Além disso, acompanhou a inauguração de novas áreas do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar) e visitou o centro de manutenção da Latam, o maior da América do Sul no segmento.

Em Araraquara (SP), o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, assinou contratos de financiamento com o governo do estado de São Paulo no valor de R$ 3,2 bilhões, referentes à segunda parcela do apoio ao Trem Intercidades Eixo Norte (TIC Eixo Norte), que ligará São Paulo a Campinas, e de R$ 2,4 bilhões para a expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo.

A assinatura ocorreu durante visita à unidade industrial da CRRC Brasil, em implantação no município. Alinhada à Missão 3 da Nova Indústria Brasil (NIB), a iniciativa prevê a fabricação de trens no país, com geração de empregos, estímulo ao conteúdo local e fortalecimento da cadeia produtiva ferroviária.

“O BNDES financia e exige conteúdo nacional. Então, a fábrica se instala aqui no Brasil para fabricar os trens aqui. E o Governo Federal não está só financiando, está cedendo área sem nenhuma despesa de desapropriação e financiando a construção desses moderníssimos trens”, afirmou Alckmin.

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F-39E Gripen

Já no Aeródromo Embraer Unidade Gavião Peixoto, em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Lula acompanharam a apresentação do caça F-39E Gripen, em parceria com a empresa sueca Saab, a primeira aeronave supersônica produzida no país.

Em linha com a Missão 6 da NIB, a apresentação do supersônico integra o programa Caça FX-2, que abrange um conjunto de investimentos de R$ 28,5 bilhões no período de 2014 a 2033, sendo R$ 10,5 bilhões no âmbito do Novo PAC (2023-2030), e contempla a aquisição e produção de aeronaves, além da transferência de tecnologia para a indústria nacional.

“Hoje, o céu do Brasil é palco de um momento histórico. Voei escoltado pelo primeiro Gripen produzido no Brasil. Um momento muito simbólico, que mostra um país que acredita em si mesmo, investe em tecnologia e reafirma sua soberania”, disse o presidente Lula.

Alckmin também ressaltou a importância do feito alcançado pelo Brasil. “O presidente Lula tem fortalecido a indústria brasileira e a indústria de defesa está na vanguarda da inovação. A indústria de defesa é um seguro para a soberania nacional”, destacou, na cerimônia em Gavião Peixoto.

Durante o evento, Lula batizou o caça, acompanhado de Alckmin; do ministro da Defesa, José Múcio; do comandante da Aeronáutica, Marcelo Damasceno; do CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto; e do presidente e CEO da Saab, Micael Johansson.

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A comitiva do governo federal participou, ainda, de duas agendas nas áreas de saúde e aeronáutica no município de São Carlos (SP). No início da tarde, foram inauguradas novas áreas do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), que integra a rede federal de ensino e assistência do SUS.

A ampliação do HU-UFSCar foi viabilizada com investimentos que incluem R$ 25,6 milhões do Novo PAC, além de R$ 5,8 milhões pela Rede Ebserh e R$ 2,5 milhões por emenda parlamentar.

Depois, Alckmin visitou o maior centro de manutenção aeronáutica da América do Sul, o LATAM MRO, responsável por 60% das manutenções programadas da frota do Grupo LATAM e que hoje gera 2 mil empregos qualificados. A visita celebra os 25 anos da unidade e destaca os investimentos da companhia no Brasil, que somam US$ 4 bilhões no período entre 2023 e 2026.

A unidade passa por processo de expansão com foco em pesquisa, desenvolvimento e inovação, incluindo projetos voltados à modernização de aeronaves e soluções digitais para manutenção. A expansão conta com investimento de R$ 78 milhões, aprovado na Chamada Conjunta Finep-BNDES, e engloba frentes como o desenvolvimento de subpartes aeronáuticas, design de cabines e soluções digitais para manutenção inteligente, consolidando São Carlos como polo de inovação voltado à Nova Indústria Brasil.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Governo e CMN definem condições para empresas acessarem crédito do Brasil Soberano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abrirá, em 30 dias, as linhas do Plano Brasil Soberano para que as empresas elegíveis possam acessar os R$ 15 bilhões adicionais do programa, anunciados pelo presidente Lula em março. Nesta quinta-feira (16/4), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que definiu as condições para a oferta do crédito.

O anúncio para detalhamento foi feito em Brasília pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin. Portaria com critérios para empresas acessarem os recursos já haviam sido publicados em portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda na quarta-feira (15/4)

Os novos recursos do Plano Brasil Soberano vão apoiar empresas brasileiras exportadoras e relevantes para a balança comercial nacional, em meio a tensões geopolíticas e a instabilidade internacional, como as afetadas pela guerra no Oriente Médio e as que ainda enfrentam as medidas tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos.

“São R$ 15 bilhões para apoiar quem foi afetado pelo tarifaço americano, quem está tendo dificuldade para exportar para o Golfo Pérsico e aqueles setores estratégicos, especialmente aqueles que têm um déficit na balança comercial. Saúde, TI, químico, são os setores que têm um déficit maior na balança comercial”, ressaltou Alckmin.

Quem tem direito ao crédito
Três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme a portaria Interministerial. No primeiro grupo, as empresas exportadoras de bem industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias impostas dos Estados Unidos (Seção 232), cujo faturamento bruto com exportações representou 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025. Neste grupo estão empresas dos setores do aço, cobre, alumínio, automotivo e de moveleiro.

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No segundo grupo, empresas atuantes em setores industriais de média-baixa, média-alta ou alta intensidade tecnológica com relevância na balança comercial brasileira, assim como aqueles setores identificados para adaptação ou modernização produtiva em função de acordos comerciais, ou identificados como estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono. Integram esse grupo empresas do ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos eletrônicos e de informática, além de borracha e minerais críticos.

No terceiro grupo, empresas exportadoras de bens industriais, e seus fornecedores, para países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã, cujo faturamento bruto com exportações represente 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.

Linhas de crédito
O Plano Brasil Soberano ofertará linhas de crédito para financiar capital de giro; capital de giro destinado à produção para exportação; aquisição de bem de capital; e investimentos para ampliação da capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção, adaptação de atividade produtiva, e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.

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Para operacionalizar essa nova etapa do Brasbrasilil Soberano, o BNDES criou linhas de crédito para atender as empresas, a partir da resolução do CMN.

As empresas que forem diretamente ao BNDES solicitar o financiamento terão taxas de:

  • 1,28% ao mês (Giro Grande)
  • 1,17% ao mês (Giro MPME)
  • 1,17% ao mês (Giro Exportação) 
  • 1,05% ao mês (BK) 
  • 0,94% ao mês (Investimento)

As empresas que contratarem o financiamento de forma indireta terão taxas de:

  • 1,41% ao mês (Giro Grande)
  • 1,29% ao mês (Giro MPME)
  • 1,29% ao mês (Giro Exportação) 
  • 1,18% ao mês (BK) 
  • 1,06% ao mês (Investimento)

Todas as taxas já incluem spreads e custo financeiro das operações.

Em casos de Giro Grande, Giro MPME, Giro Exportação e BK, os financiamentos terão prazo total de cinco anos e carência de um ano. Já em caso de Investimento, o prazo será de 20 anos, com carência de quatro anos. Os setores industriais estratégicos podem acessar apenas BK e Investimento. 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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