ECONOMIA

Industrialização sustentável precisa ser inclusiva, diz secretária de Economia Verde do MDIC

O caminho para uma indústria mais verde e sustentável ganhou destaque em falas da secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, nesta quinta-feira (09/10), em dois painéis do Festival Curicaca: “Despoluir para Crescer – A Indústria na Era da Descarbonização” e “Diálogos sobre Indústria Sustentável – A Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano de Transformação Ecológica”.

“Quando a gente fala de sustentabilidade, essa mudança em direção a um modelo de produção mais sustentável é também uma mudança em direção a um modelo mais inclusivo”, afirmou.

Para a secretária, a Nova Indústria Brasil (NIB) representa uma oportunidade não só para o desenvolvimento de negócios mais inovadores e sustentáveis, como também para gerar empregos que favoreçam parcelas da população mais pobres e vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

“Precisamos pensar a sustentabilidade a partir da perspectiva de inclusão dessas pessoas”, disse Julia. “Essa também é uma opção ética por começar com quem está sofrendo mais intensamente os efeitos da mudança climática”.

A secretária argumentou que soluções de descarbonização, como o mercado de carbono, precisam apresentar alternativas capazes de engajar essas pessoas, por exemplo, no combate ao desmatamento.

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“Para eliminar esse problema, precisamos criar alternativas de renda que façam com que a derrubada das florestas perca velocidade e que traga mais valor para a floresta em pé”, defendeu.

Julia falou da necessidade de uma concertação internacional para que o mercado de carbono produza benefícios à humanidade. “Uma das iniciativas em estudo é uma coalizão de mercados de carbono, que tragam para a mesa todos os países que estão implementando esses mercados para estabelecer uma governança comum, democrática e aberta, em que todos possam participar da definição das regras”.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 56 bi no mês de maio

No mês de maio de 2026 as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 149 bilhões e as importações, US$ 116 bilhões, com saldo positivo de US$ 33 bilhões e corrente de comércio de US$ 264 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (3/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

>> Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Maio/2026

Nas exportações, comparados o mês de maio / 2026 (US$ 31,9 bilhões) com maio / 2025 (US$ 29,92 bilhões), houve crescimento de 6,6%. Em relação às importações houve crescimento de 5,3% na comparação entre o mês de maio / 2026 (US$ 24,08 bilhões) com o mês de maio / 2025 (US$ 22,86 bilhões).

Assim, no mês de maio/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56 bilhões e o saldo foi de US$ 7,82 bilhões. Comparando-se este período com o de maio/2025, houve crescimento de 6,1% na corrente de comércio.

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Nas exportações, comparado o valor de janeiro/maio 2026 (US$ 148,57 bilhões) com o de janeiro/maio – 2025 (US$ 136,68 bilhões) houve crescimento de 8,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 3,2% entre o valor do período de janeiro/maio – 2026 (US$ 115,91 bilhões) com janeiro/maio – 2025 (US$ 112,35 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 264,48 bilhões e apresentou crescimento de 6,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setores

No mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,73 bilhão (9,8%) em Agropecuária e de US$ 1,37 bilhão (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,13 bilhão (1,9%) em Indústria Extrativa.

Já comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,34 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,04 bilhão (7,8%) em Agropecuária e de US$ 0,1 bilhão (10,1%) em Indústria Extrativa.

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No acumulado de janeiro a maio/2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,36 bilhões (7,3%) em Agropecuária; de US$ 5,37 bilhões (17,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,08 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,34 bilhões (4,2%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,53 bilhão (19,0%) em Agropecuária e de US$ 0,31 bilhões (6,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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