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TJMT destaca planejamento estratégico e projeta metas para os próximos anos

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou nesta terça-feira (24) reunião de análise estratégica voltada ao acompanhamento das ações institucionais e ao alinhamento das metas para 2026 e os próximos ciclos de gestão. O encontro, que aconteceu de forma virtual, teve a participação do presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira e foi conduzido pelo coordenador de Planejamento, Afonso Vitorino Maciel. Também participaram gestores e equipes técnicas.

Durante a abertura, o presidente destacou que o momento é essencial para alinhamento e tomada de decisões, com foco em resultados, transparência e geração de valor para a sociedade. Ele ressaltou ainda que o Judiciário enfrenta um cenário dinâmico, marcado por transformações digitais, pressões econômicas e novas demandas sociais, o que exige maturidade institucional e planejamento contínuo.

Cenários e indicadores

A reunião apresentou uma análise dos cenários internos e externos que impactam o funcionamento do Judiciário. Entre os fatores externos, foram mencionados aspectos econômicos, avanços tecnológicos, como o uso da inteligência artificial e mudanças regulatórias que podem influenciar o orçamento e a atuação institucional.

No âmbito interno, foram discutidos indicadores de desempenho, produtividade e o posicionamento do Tribunal em rankings como o de transparência. Também foram abordadas as metas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade, com destaque para a busca pela manutenção do nível de excelência.

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Gestão e governança

Outro ponto abordado foi a estrutura de governança institucional, recentemente atualizada por normativa interna que define princípios, diretrizes e instrumentos de monitoramento das ações estratégicas. O modelo estabelece como o Tribunal se organiza para a tomada de decisões e o acompanhamento de metas, com atuação integrada entre áreas técnicas, administrativas e de planejamento.

Além disso, foram apresentadas iniciativas voltadas à melhoria da gestão por processos, à eficiência administrativa e ao fortalecimento dos mecanismos de controle e avaliação institucional.

Planejamento futuro

A reunião também abordou a construção do novo Planejamento Estratégico para o ciclo 2027-2032, que já se encontra em fase de elaboração, com participação de magistrados, servidores e atores do sistema de Justiça. O objetivo é alinhar as demandas imediatas com uma visão de longo prazo, considerando mudanças tecnológicas e desafios na gestão de pessoas.

Ao final, o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim reforçou a importância do comprometimento coletivo para a execução das ações e destacou os avanços já alcançados pelo Tribunal, especialmente na prestação jurisdicional e na consistência da gestão. Segundo ele, o trabalho integrado das unidades será fundamental para garantir uma Justiça mais eficiente, acessível e confiável à população mato-grossense.

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Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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