NACIONAL

MEC autoriza retomada das obras em restaurante da UFVJM

O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta terça-feira, 17 de março, a retomada das obras do Restaurante Universitário (RU) do Campus II – JK da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Diamantina (MG), após 15 anos de paralisação. A medida foi formalizada por meio da assinatura do termo de autorização pelo ministro da Educação, Camilo Santana. 

Santana realizou, ainda durante a agenda, visitas ao bloco da faculdade de medicina; ao laboratório de Arqueologia e Estudo da Paisagem (LAEP); ao estúdio da Rádio Universitária 99,7 FM; e a um dos blocos da moradia estudantil do campus, em construção. Outros dois prédios destinados à residência de estudantes, cujas obras também estavam paralisadas desde 2012, serão retomados, conforme anúncio do ministro nesta terça-feira. 

Segundo ele, a retomada das obras impactará toda a comunidade acadêmica, ampliando as ações de assistência estudantil na instituição. “Essa obra foi incluída no Novo PAC e foi retomada depois de muito tempo. Ela vai garantir a moradia dos estudantes aqui da nossa universidade, com cerca de 150 vagas”. 

Durante a solenidade, o reitor da UFVJM, Heron Bonadiman, destacou a importância das iniciativas para a permanência estudantil. “Nós sonhamos com que nossos alunos tivessem condição e dignidade para estudar e concluir sua graduação da forma mais serena possível”. 

Restaurante Universitário – A obra do RU conta com investimento de R$ 7 milhões, provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo do Brasil. A estrutura deverá atender, diariamente, cerca de 2,3 mil pessoas, entre estudantes, servidores, colaboradores terceirizados e visitantes da comunidade acadêmica. 

O prédio do RU possui área bruta de quase 1,9 mil metros quadrados, distribuídos em um pavimento. O projeto foi planejado de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com diretrizes de sustentabilidade para edificações destinadas à oferta de alimentação em instituições de educação superior. 

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Para o estudante de engenharia geológica da UFVJM, Raul Souza, a concretização da obra significa um ganho social e econômico para os alunos da instituição. “É a realização de um sonho muito grande. Esse restaurante vem para aliviar um pouco os encargos dos alunos, tanto econômicos quanto de tempo, daqueles quem precisavam comprar ou fazer suas refeições”.  

Faculdade de medicina – A UFVJM passou a ofertar a formação em 2014, focado em melhorar a distribuição da oferta de profissionais na região, onde há a necessidade de aumento na formação de médicos. Durante a visita, o ministro passou na Sala de PCR, nos espaços de Aliquotagem e Extração, na Sala de Preparo de Soluções e nos Laboratório de Simulação e de Patologia. Este último passará, por meio de uma parceria com o Hospital AC Camargo, por uma extensão, que permitirá a coleta de exames para a detecção de câncer. 

Laboratório de arqueologia e estudo da paisagem – O LAEP funciona há mais de dez anos na universidade e tem como objetivo preservar o patrimônio arqueológico do norte de Minas Gerais, que é uma região com longa história de ocupação indígena e histórica. O laboratório é responsável por conduzir pesquisas, realizar ações de educação patrimonial e reservar uma histórica coleção arqueológica. 

Rádio Universitária – Após um período sem funcionar, a Rádio Universitária 99.7 FM está novamente no ar, graças a uma parceria entre a universidade e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ainda em fase experimental, o canal de comunicação tem como propósito levar ciência, tecnologia, cultura e informação de qualidade aos ouvintes da região. A inauguração oficial da rádio está prevista para 26 de março e poderá ser ouvida tanto no dial quanto na internet

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UFVJM – A Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri foi transformada em universidade no ano de 2005, mas sua trajetória começou em 1953 com a criação da Faculdade de Odontologia de Diamantina, acumulando mais de 70 anos de história. Atualmente, a UFVJM possui quatro campi, localizados em Diamantina, Teófilo Otoni (Campus Mucuri), Unaí e Janaúba. A universidade oferta 52 cursos de graduação e conta com 25 programas de pós-graduação. A instituição reúne cerca de 7,7 mil estudantes de graduação e mais de mil de pós-graduação, além de um corpo docente composto por 911 professores e 636 técnicos-administrativos.  

A UFVJM conta com investimentos do Novo PAC, que somam R$ 26 milhões destinados a obras de infraestrutura e assistência estudantil em diferentes campi da instituição. Entre as obras em andamento estão a construção de um dos blocos da moradia estudantil no Campus I, em Diamantina, com investimento de R$ 5,3 milhões, e a construção de salas de aula no Campus Mucuri, em Teófilo Otoni, com aporte de R$ 7,5 milhões. 

Também há obras de infraestrutura e urbanização nos campi de Unaí e Janaúba, com R$ 3,2 milhões de investimento, além da construção de restaurantes universitários nesses dois campi, cada um com investimento de R$ 1,5 milhão. 

Resumo | Mais educação para Minas Gerais 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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