EU NÃO SOU VAGABUNDO
Mauro Mendes alerta para risco de “vagabundo” no poder em Mato Grosso, e Wellington Fagundes reage e toma as dores da declaração – Veja o video
A declaração do governador Mauro Mendes, ao afirmar que Mato Grosso poderia sofrer retrocessos caso um “vagabundo” chegasse ao poder, provocou forte repercussão no meio político e abriu uma nova frente de desgaste no Estado.
Quem reagiu publicamente foi o senador Wellington Fagundes, que tomou as dores da fala e classificou o episódio como um excesso incompatível com a responsabilidade institucional do cargo.
A declaração de Mendes foi feita em meio a discussões sobre o cenário político e o futuro administrativo do Estado. Ao defender a continuidade de um modelo de gestão focado no equilíbrio fiscal e no crescimento econômico, o governador utilizou o termo que acabou se tornando o centro da controvérsia.
Para Wellington, o debate eleitoral pode ser firme, mas não deve ultrapassar os limites do respeito.
“Um governador não pode usar uma expressão como essa. Nós somos lideranças e precisamos ter muito cuidado com aquilo que falamos”, afirmou o senador.
O parlamentar ressaltou que reconhece avanços administrativos na atual gestão estadual, mas ponderou que o episódio revela uma fragilidade na condução do discurso público.
“O governador está fazendo uma boa gestão, mas tem que ser humano. Tem que cuidar do que fala. Nesse ponto, ele passou do limite”, declarou.
Wellington também defendeu que Mauro Mendes reconheça eventual exagero e faça uma retratação pública, como gesto de grandeza e de respeito à população.
“Reconhecer o erro e pedir desculpa fortalece a liderança”, pontuou.
Debate antecipado
Nos bastidores, a declaração é interpretada como um recado político em meio às articulações que começam a ganhar forma para 2026. O episódio reacende o debate sobre o tom adotado por lideranças estaduais e amplia a tensão entre grupos políticos que já se movimentam visando o próximo ciclo eleitoral.
O histórico recente de embates verbais do governador também volta ao centro da discussão, alimentando críticas de adversários que defendem maior equilíbrio no discurso institucional.
Com a reação de Wellington Fagundes, o episódio deixa de ser apenas uma frase polêmica e passa a integrar o jogo político que se intensifica em Mato Grosso.
Veja o video
POLÍTICA MT
Irajá avança no PSD, ameaça derrotar Emanuelzinho nas urnas e aumenta pressão sobre clã Pinheiro
Projeções eleitorais colocam Irajá Lacerda em vantagem na disputa interna pela Câmara Federal e indicam cenário difícil para Emanuel Pinheiro Filho, que tenta conquistar o terceiro mandato consecutivo
O avanço da campanha de Irajá Lacerda dentro do PSD começa a desenhar um cenário preocupante para o deputado federal Emanuel Pinheiro Filho, o Emanuelzinho, que busca nas eleições de outubro conquistar o terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.
A pouco mais de três semanas da votação, projeções eleitorais apontam Irajá como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, situação que pode deixar Emanuelzinho fora da única vaga direta projetada para a legenda.
A avaliação publicada nesta sexta-feira (11) pelo jornalista Romilson Dourado, do RDNews, leva em consideração o cenário atual da disputa, pesquisas, estrutura eleitoral, grupos de apoiadores, desempenho interno das candidaturas e volume de campanha. Segundo a análise, Irajá Lacerda desponta como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, cenário que ameaça diretamente a tentativa de Emanuelzinho de conquistar o terceiro mandato.
A projeção indica que Irajá pode ultrapassar a casa dos 80 mil votos. Em 2022, o advogado recebeu 54.607 votos, mas não conseguiu se eleger em razão do desempenho da legenda.
Agora, além de sua principal base eleitoral na região de Cáceres, Irajá aparece com expansão política para outras regiões de Mato Grosso, incluindo Baixada Cuiabana, Médio-Norte e Araguaia, aumentando sua competitividade dentro da própria chapa.
Para Emanuelzinho, o problema está justamente na matemática da eleição proporcional. A projeção aponta um quociente eleitoral próximo de 231 mil votos, enquanto o PSD poderia alcançar aproximadamente 265 mil. Nesse desenho, a legenda teria condições de conquistar uma vaga direta.
Com apenas uma cadeira direta em jogo, a disputa interna passa a ser decisiva: Emanuelzinho precisa não apenas obter uma votação expressiva, mas superar os próprios companheiros de partido.
O deputado tenta renovar o mandato depois de oito anos consecutivos na Câmara Federal. Na reta final, seu desempenho parlamentar e as entregas realizadas durante esse período também entram no debate político e passam a ser explorados por adversários na tentativa de convencer o eleitorado pela renovação.
Nos bastidores, o risco de Emanuelzinho perder espaço para Irajá aumenta a pressão sobre o grupo político da família Pinheiro, que tem no mandato federal uma de suas principais posições na política estadual.
O quadro, porém, ainda é uma projeção e não representa antecipação do resultado das urnas. Com pouco mais de três semanas de campanha, movimentações políticas, estrutura partidária e desempenho individual dos candidatos ainda podem alterar a composição da chapa.
Se Irajá confirmar nas urnas o desempenho projetado e terminar como o mais votado do PSD, Emanuelzinho poderá ver interrompida sua trajetória na Câmara Federal. A batalha mais perigosa para o deputado, portanto, pode não estar nos partidos adversários, mas dentro da própria chapa.
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