POLÍTICA MT
Além do direito ao voto, garantir segurança e dignidade à mulher é o nosso compromisso ético
Há pouco mais de 90 anos, o gesto corajoso de uma mulher potiguar, Celina Guimarães Viana, mudou o curso da história do Brasil ao depositar o primeiro voto feminino em uma urna. Naquela época, a conquista foi tratada por muitos como o “ponto final” de uma longa e exaustiva luta sufragista. Contudo, ao observar o plenário atual e as persistentes estatísticas de violência em nosso Estado, fica claro que 1932 não representou o fim, mas o início de uma marcha que ainda exige de todos nós fôlego, coragem e, acima de tudo, ação política efetiva.
Hoje, vivemos um paradoxo democrático: as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro. Elas são a maioria absoluta nas urnas, decidem os rumos das eleições, mas essa força numérica ainda não se traduz em ocupação proporcional de espaços de decisão. Como presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), entendo que a nossa democracia permanece incompleta enquanto a maioria da população ocupa apenas cerca de 18% das cadeiras no Congresso Nacional e percentuais semelhantes nas casas legislativas estaduais.
O voto conferiu às mulheres o direito de escolher; nossa missão urgente, agora, é assegurar que elas tenham condições reais de serem escolhidas e, acima de tudo, de viver com dignidade para exercer esse poder em sua plenitude. A política não pode mais ser configurada como um “clube fechado”, no qual decisões cruciais sobre o corpo, a saúde, a autonomia financeira e a segurança das mulheres sejam tomadas sem a presença e o protagonismo delas. Não acredito em uma política baseada em discursos vazios ou em datas comemorativas que sirvam apenas ao protocolo. Lei sem estrutura, sem orçamento e sem fiscalização rigorosa é mero papel. Por isso, na ALMT, temos trabalhado para converter a defesa da mulher em metas mensuráveis e em segurança jurídica palpável.
Tenho a honra de ser autor de oito leis já sancionadas e de mais de vinte e duas propostas destinadas a proteger a integridade e a promover a autonomia das mato-grossenses. Entre as iniciativas que já produzem efeitos concretos, destaco a Lei nº 11.100, que obriga estabelecimentos a prestarem auxílio a mulheres em situação de risco, e a Lei nº 11.136, que determina que o agressor ressarça o Estado pelos custos médicos decorrentes de seu ato. Avançamos também na saúde com a Lei nº 13.065/2025, focada na prevenção à endometriose, e com o programa Ser Família Mulher (Lei nº 11.222/2020), que auxilia no rompimento da dependência econômica.
A indagação deixada por Bertha Lutz — bióloga, advogada e a maior expoente da luta pelo voto feminino no Brasil — ainda ecoa com uma atualidade desconcertante: por que ainda despendemos tanta energia protegendo mulheres, em vez de transformar a cultura que as expõe ao perigo? A resposta reside, invariavelmente, na ocupação de espaços. A presença feminina qualifica o debate, humaniza o orçamento e introduz a urgência da vida real no centro das decisões.
No ritmo atual, a paridade plena demoraria 140 anos para ser alcançada; um atraso que nossa democracia não pode mais tolerar. Enquanto eu estiver à frente do Legislativo mato-grossense, essa pauta não será coadjuvante, mas prioridade absoluta, pois não há desenvolvimento real onde metade da população vive sob o medo ou sob o silêncio.
Queremos um Estado forte economicamente e justo socialmente, onde a mulher tenha seu espaço e voz assegurados por direito, justiça histórica e pela inegável competência de sua atuação.
Max Russi é deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Laudicério propõe reduzir filas da Saúde e recompor efetivo policial em MT
Candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Agir defende otimização dos serviços públicos, desburocratização da regulação e valorização dos servidores estaduais
O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Agir, Laudicério Machado, defendeu, nesta terça-feira (8), mudanças na gestão dos serviços públicos estaduais, com foco principalmente nas áreas de saúde e segurança pública. Segundo ele, o Estado possui recursos, mas precisa melhorar a aplicação e a eficiência dos serviços oferecidos à população.
“Ser policial me trouxe a habilidade de estar próximo do povo e saber as dores e demandas”, afirmou Laudicério durante entrevista. Para o candidato, a atuação do governo deve estar diretamente relacionada à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
“Se o governo não proporciona benefício ao povo, ele não é eficiente”, declarou.
Graduado em Administração com gestão em serviços de saúde e com trajetória na Polícia Militar, Laudicério também preside a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (ACS-MT).
SEGURANÇA PÚBLICA
Na área da segurança, o candidato aponta o déficit de efetivo como um dos principais problemas enfrentados pelo Estado.
Segundo Laudicério, a falta de policiais e bombeiros militares aumenta a sobrecarga das equipes e pode comprometer o policiamento ostensivo nos bairros.
Entre as propostas apresentadas está a ampliação do efetivo das forças de segurança, com o objetivo de garantir maior presença policial nas ruas e evitar que regiões permaneçam desguarnecidas durante o atendimento de ocorrências.
O candidato também defende investimentos em tecnologia e inteligência policial, mas ressalta que as ferramentas precisam estar associadas à presença dos agentes em campo.
Para Laudicério, a prevenção da criminalidade depende de viaturas circulando, efetivo suficiente e melhores condições de trabalho para os profissionais da segurança. Ele também defende o cumprimento das recomposições salariais dos servidores.
SAÚDE E REDUÇÃO DAS FILAS
Na saúde pública, área relacionada à sua formação acadêmica, Laudicério afirma que um dos principais problemas está na gestão dos processos e na demora dos atendimentos.
O candidato propõe a desburocratização dos fluxos da Central de Regulação, com o objetivo de reduzir o tempo de espera por consultas especializadas e exames diagnósticos.
A proposta também prevê a otimização dos investimentos estaduais e o fortalecimento de parcerias com instituições filantrópicas de referência, como o Hospital de Câncer de Mato Grosso.
Laudicério defende ainda a descentralização do atendimento especializado, ampliando a oferta de serviços para municípios do interior do Estado.
CASO DA MÃE MOTIVOU PROPOSTAS
Durante um debate recente, o candidato se emocionou ao relatar a situação de sua mãe, que, segundo ele, perdeu a visão após enfrentar demora no atendimento de saúde.
O episódio foi citado por Laudicério como uma das razões que o levaram a aprofundar sua preparação e formular propostas para a área.
“Não quero que considerem a situação da minha mãe como palco eleitoreiro. Eu apresentei a situação da minha mãe de forma espontânea, pois são as dores que nós sentimos e que também são de muitas pessoas”, afirmou.
Segundo o candidato, o problema enfrentado por sua mãe há cerca de 15 anos ainda se repete atualmente.
“O que ocorreu com minha mãe há 15 anos acontece até hoje. Foi isso que me fez me preparar e lutar para que isso não ocorra com mais pessoas”, destacou.
VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR
Além das propostas para saúde e segurança, Laudicério afirma que pretende priorizar a valorização do funcionalismo público estadual.
Para o candidato, a qualidade dos serviços prestados à população está diretamente ligada às condições de trabalho e ao reconhecimento dos servidores.
A proposta inclui a defesa dos direitos salariais das diferentes categorias do funcionalismo e a valorização das carreiras públicas como parte de uma estratégia para melhorar o atendimento ao cidadão.
Segundo Laudicério, um Estado eficiente deve combinar gestão adequada dos recursos, serviços públicos mais ágeis e valorização dos profissionais responsáveis pelo atendimento à população.
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