SAÚDE
Ministério da Saúde lança Guia de Recomendações Para o Uso de Fluoretos no Brasil
Na quarta-feira (28), começou a 43ª edição do Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (Ciosp), o maior encontro de odontologia da América Latina, que reúne cerca de 100 mil participantes neste ano. Já no segundo dia, o Ministério da Saúde (MS) lançou o Guia de Recomendações Para o Uso de Fluoretos no Brasil, que traz atualizações importantes para a prevenção da cárie dental, auxiliando profissionais de saúde na promoção da qualidade de vida dos usuários.
De acordo com o coordenador-geral de Saúde Bucal do MS, Edson Lucena, que está presente no evento, o documento traz um novo capítulo sobre a inclusão da substância diamino fluoreto de prata (DFP) como forma de tratamento para a paralisação das lesões de cárie, uma alternativa simples, não invasiva e de baixo custo, sobretudo em contextos em que o acesso ao tratamento é mais limitado. Para ele, “o guia reafirma o compromisso do Brasil Sorridente com a prevenção, com a ciência e com a saúde bucal como política pública no Sistema Único de Saúde (SUS)”.
Outro ponto de destaque do guia é a adoção do sistema Graduação da Qualidade da Evidência e Força de Recomendação (Grade), método que avalia a força de recomendação de um artigo acadêmico a partir da análise da evidência científica. Além disso, a nova edição trouxe ainda mais informações sistematizadas de combate aos mitos difundidos na sociedade de que o flúor faria mal para a saúde das crianças.
Para o pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Jaime A. Cury, que contribuiu com a publicação, “o guia ajuda a mostrar que a água fluoretada é segura ao colocar o tema em perspectiva. O documento explica que a dose usada na água é baixa, controlada e suficiente para proteger os dentes contra a cárie. Assim, o guia desmonta o alarmismo das fake news e mostra que o problema não é o flúor, mas a desinformação”, afirmou.
Outras atividades promovidas pelo Ministério da Saúde
Pela primeira vez, está disponível para visitação, no estande do Ministério da Saúde no Ciosp, uma Unidade Odontológica Móvel (UOM). O veículo é uma extensão da atenção à saúde bucal, capaz de chegar a lugares onde o acesso ao atendimento odontológico é limitado ou inexistente. Estudantes, profissionais de saúde e gestores podem ver de perto como funciona um consultório itinerante estruturado para atendimentos realizados pelas equipes de Saúde Bucal e de Consultório na Rua.
Ainda dentro da programação, acontecem aulas práticas nos quatros dias do evento — que termina no sábado (31), dando oportunidade para os profissionais de saúde bucal conhecerem a técnica de Odontologia de Mínima Intervenção, cujo objetivo é ofertar o cuidado, garantindo o máximo da estrutura sadia do dente. Outra proposta é aprender o funcionamento do aplicativo TeleEstomatologia, que permite uma comunicação direta com um profissional especializado, durante o atendimento, para obter uma análise e possível diagnóstico de lesões de boca, a partir de foto e descrição.
Além disso, o painel Vigilância em Saúde Bucal – Fluoretação, apresentado pela equipe técnica do Ministério da Saúde, contém indicadores e séries históricas sobre a fluoretação de águas em municípios brasileiros. Há dados sobre a população com acesso à água fluoretada e adequação da faixa recomendada de fluoretos nos municípios.
Formatec SUS
Neste ano acontecerá a primeira formação técnica em saúde bucal promovida pelo Ministério da Saúde desde a implementação das diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal. Estão previstas cerca de 1,6 mil vagas para a formação de técnicos em saúde bucal pelo programa Formatec SUS. As aulas serão nas escolas técnicas do SUS, em universidades públicas federais e em Institutos Federais. O programa é coordenado pela Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES), com apoio da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) da pasta.
Brasil Sorridente hoje
Institucionalizado como Política Nacional de Saúde Bucal em 2023, o Brasil Sorridente vem recebendo investimentos e ampliando a capilaridade pela Rede de Atenção à Saúde no País. Atualmente 80% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) realizam atendimentos em saúde bucal, com atividades de cunho educativo e de prevenção, escovação supervisionada e aplicação de flúor. Com o incentivo do Novo PAC, foram entregues 449 UOM até o começo deste ano, e em abril mais 350 unidades serão disponibilizadas, prestando serviço à população mais vulnerável. Hoje, há 36 mil equipes de Saúde Bucal atuantes em todo o País, e os recursos previstos para este ano estão estimados em R$ 4,47 bilhões.
Renata Osório
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde inicia o Vigitel 2026 e amplia pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas
O Ministério da Saúde deu início à edição 2026 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), uma das principais pesquisas nacionais voltadas ao monitoramento da saúde da população brasileira. As entrevistas serão realizadas até o final de dezembro, com a divulgação dos resultados prevista para o primeiro semestre de 2027.
Realizado anualmente desde 2006, o Vigitel acompanha a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, consumo alimentar, comportamento sedentário, inatividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. O levantamento também reúne informações sobre a realização de exames preventivos para câncer, o diagnóstico de diabetes, hipertensão, depressão e comportamentos no trânsito.
Em 2026, a pesquisa dá continuidade ao processo de expansão iniciado no ano passado. Antes restrito às capitais, o Vigitel passou a incluir moradores de municípios das regiões metropolitanas e cidades do interior, ampliando a representatividade dos dados e o alcance das informações coletadas. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem desta edição.
Fatores de risco
Além dos indicadores tradicionais da série histórica, o questionário rotativo deste ano aborda temas estratégicos para a saúde pública, definidos a partir de sugestões das áreas técnicas do Ministério da Saúde. Entre os assuntos incluídos estão climatério e menopausa, poluição do ar e desastres naturais.
Políticas públicas
Os dados produzidos pelo Vigitel são fundamentais para orientar políticas públicas de promoção da saúde, prevenção e controle das doenças crônicas, além de subsidiar ações voltadas a novos desafios sanitários enfrentados pela população brasileira.
Para fortalecer a coleta de informações, o Ministério da Saúde reforça a importância da participação da população, especialmente nos estados das regiões Norte e Nordeste, onde edições anteriores registraram maior dificuldade de adesão.
Durante as entrevistas, a segurança dos participantes é prioridade. Os entrevistadores do Vigitel não solicitam CPF, dados bancários ou qualquer informação financeira. As únicas informações pessoais pedidas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele.
Ao atender à ligação e participar da pesquisa, cada cidadão contribui diretamente para a produção de dados confiáveis, que ajudam a aprimorar as políticas públicas e a promover mais qualidade de vida para a população brasileira. “O Vigitel é uma ferramenta estratégica para compreendermos melhor os desafios de saúde da população brasileira e planejarmos respostas mais efetivas. Cada participação fortalece o SUS e contribui para políticas públicas baseadas em evidências”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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