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Esmagis e Coordenadoria Militar promovem Curso em Primeiros Socorros para integrantes do Judiciário

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), em parceria com a Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), realizará nos dias 14 e 15 de janeiro de 2026 o Curso de Capacitação em Primeiros Socorros e Atendimento Pré-Hospitalar, voltado a magistrados, servidores, comissionados, policiais militares, vigilantes e colaboradores terceirizados do Poder Judiciário.

A formação, que ocorrerá de forma presencial, das 7h30 às 12h30, será sediada na Esmagis-MT.

É importante que cada coordenadoria indique pelo menos um participante para esse curso, que contemplará 25 participantes, no total. Caso essas vagas não sejam preenchidas, as inscrições serão abertas ao demais interessados na próxima segunda-feira (12 de janeiro).

A iniciativa tem como objetivo preparar os participantes para atuarem em situações de emergência, oferecendo suporte imediato a vítimas de acidentes ou mal súbito até a chegada de atendimento especializado. O curso busca desenvolver habilidades práticas e teóricas essenciais para o atendimento emergencial, contribuindo diretamente para a segurança e o bem-estar de todos que circulam pelos prédios do Poder Judiciário de Mato Grosso.

Além de aprimorar a capacidade de resposta em situações críticas, a formação também reforça a importância da prevenção e da atuação segura em ambientes institucionais.

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A capacitação atende às exigências da Lei Estadual n. 12.149/2023, que dispõe sobre a Segurança Contra Incêndio e Pânico, e à NTCB n. 34/2020, que regulamenta a formação de brigadas de incêndio em órgãos públicos. O conteúdo programático inclui noções fundamentais de Atendimento Pré-Hospitalar (APH), alinhadas às necessidades das comarcas do Judiciário mato-grossense.

Conteúdo programático

O curso abordará temas essenciais para o atendimento inicial em emergências, entre eles:

  • Procedimentos iniciais: avaliação de segurança do local, número de vítimas, biossegurança e acionamento de serviços públicos.
  • Avaliação inicial: identificação de riscos iminentes, mecanismos de lesão e exame físico.
  • Vias aéreas: sinais e sintomas de obstrução em adultos, crianças e bebês conscientes e inconscientes.
  • Reanimação Cardiopulmonar (RCP): técnicas para diferentes faixas etárias.
  • Estado de choque: reconhecimento, prevenção e tratamento.
  • Hemorragias e fraturas: técnicas de hemostasia, imobilização e identificação de fraturas.
  • Ferimentos e queimaduras: tipos, graus e procedimentos adequados.
  • Emergências clínicas: AVC, dispneias, crises hipertensivas e hipotensivas, infarto, diabetes e hipoglicemia.
  • Movimentação e transporte de vítimas: técnicas seguras, especialmente em casos com suspeita de lesão na coluna vertebral.
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O curso é coordenado pela Coronel PM Jane Sousa Melo, coordenadora Militar do TJMT.

Formadores

Aline Regina Novacki Nunes

Tenente-Coronel Bombeiro Militar, Chefe da Divisão de Prevenção e Combate a Incêndio do TJMT. Possui formação internacional em Atendimento de Emergências com Múltiplas Vítimas pelo Centro de Treinamento do Ministério de Defesa dos EUA, além de cursos em preparação para emergências, negociação policial e fluência em língua inglesa.

Jandrey Alessandro da Silva

3º Sargento Bombeiro Militar, integrante da Coordenadoria Militar do TJMT. Tecnólogo em Segurança do Trabalho, possui formação em Sobrevivência Policial (PMMT) e experiência como instrutor de Brigada de Incêndio no Poder Judiciário.

A organização é da Esmagis-MT, em parceria com a Coordenadoria Militar do TJMT, por meio da Divisão de Prevenção e Combate a Incêndio.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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