TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Doação do Judiciário fortalece trabalho da Ampara no fomento à adoção de crianças e adolescentes
Por se tratar de uma organização social sem fins lucrativos, todo serviço é prestado por voluntários, de forma gratuita, e viabilizado por recursos oriundos de parcerias, doações, vendas ou editais. E foi por meio de um edital do Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Cuiabá que a Ampara recebeu o valor de R$ 40.112,30, resultante de transações penais homologadas pela Justiça. Neste ano, 10 instituições que prestam relevante serviço social à população foram beneficiadas, totalizando R$ 720 mil.
A presidente da Ampara, Daisy Anne Marklew Guilem, explica que o recurso recebido do Judiciário possibilitará colocar em prática o projeto “Ampara na Comunidade”, que terá duração de seis meses e visa levar informação sobre adoção a diversos espaços e instituições da capital, como faculdades de Direito, de Pedagogia, Serviço Social, Psicologia, grupos de bairros, igrejas, entre outros.
Segundo ela, o trabalho de conscientização é muito importante porque ainda há muitos mitos em torno do tema adoção. “Muitas pessoas têm medo de ter essa filiação e ela vir a causar problemas, que traga questões de filhos problemáticos ou que essa filiação não seja legitimada pela sociedade. Muitas ainda acham que só podem adotar bebês e não sabem que é totalmente possível adotar uma criança de idade maior e ela ser inserida na família. Precisamos tirar essa ideia da cabeça das pessoas para que elas venham a se abrir para a adoção. A gente desmistifica aquela coisa da adoção escondida, que tinha muito antigamente. E é interessante que em todo curso a gente descobre um tanto de gente que vem de uma filiação adotiva não formalizada por conta dos medos que existem”, pontua Daisy. Autor: Celly Silva
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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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