NACIONAL
Ministério do Turismo debate sobre ecoturismo na Green Zone da COP30
Nesta segunda-feira (17), o estande “Conheça o Brasil” do Ministério do Turismo na COP30 recebeu o painel “Ecoturismo: a solução sustentável para o Brasil”, que destacou o potencial do segmento como vetor de conservação ambiental, desenvolvimento territorial e fortalecimento das comunidades locais.
Moderado pela coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo, Fabiana Oliveira, o encontro reforçou como o ecoturismo pode contribuir para ampliar a proteção dos biomas nacionais e impulsionar um modelo de turismo baseado na sustentabilidade e na valorização do patrimônio natural brasileiro.
“Hoje apresentamos o potencial do Brasil para o desenvolvimento do ecoturismo sustentável, destacando ações que fortalecem o turismo em unidades de conservação, o turismo de base comunitária e a sociobiodiversidade desses territórios. Nosso objetivo foi identificar desafios e oportunidades para avançar em políticas públicas orientadas por dados e evidências, capazes de impulsionar esse segmento estratégico do ecoturismo sustentável”, destacou Fabiana.
Rita Pantoja, professora da Universidade Federal do Pará, defendeu o ecoturismo como um pacto com o futuro. “Queremos que as discussões realizadas aqui se traduzam em ações práticas para nossas comunidades, fortalecendo o ecoturismo como ferramenta de valorização territorial, geração de renda e enfrentamento da crise climática. Esta é a COP da sustentabilidade e da transformação, e esperamos que o legado construído aqui se torne realidade para as próximas gerações”, disse.
Para Nay Barbalho, vereadora de Belém (PA), participar do painel foi uma chance de mostrar a todos o potencial do Brasil no ecoturismo e apresentar o legado que o país deixará pós-COP. “Fico muito orgulhosa de fazer parte desse trabalho e de poder olhar para o futuro com esperança com tudo o que apresentamos aqui”.
MAIOR TRILHA DA AMÉRICA LATINA – Na primeira semana da COP30, os Ministérios do Turismo e do Meio Ambiente lançaram a Trilha Amazônia Atlântica, uma rota de 468 quilômetros que se consolida como produto turístico estratégico ao integrar patrimônio histórico, áreas protegidas e comunidades tradicionais do Pará, oferecendo uma imersão autêntica na cultura e biodiversidade amazônica.
TURISMO DE OBSERVAÇÃO DE AVES – Para fortalecer o potencial do segmento no país, o Ministério do Turismo lançou o Diagnóstico de Políticas Públicas e o Guia de Boas Práticas do Turismo de Observação de Aves. Os documentos evidenciam a riqueza e a diversidade brasileiras, além de reforçar a importância da conservação das espécies e de seus habitats naturais. Os materiais são resultado de uma consultoria desenvolvida em parceria com a UNESCO.
PROGRAMAÇÃO – O estande do Ministério do Turismo traz uma programação robusta e estratégica ao longo da COP30. No Auditório Carimbó, especialistas nacionais e internacionais participam de debates de alto nível sobre turismo regenerativo, financiamento climático, justiça ambiental e a valorização de comunidades tradicionais, promovendo reflexões essenciais para o futuro do setor.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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