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Servidores da Paz recebem certificação e reforçam compromisso com a Justiça Restaurativa no TJMT

Construir pontes onde antes havia muros. Semear escuta onde imperava o silêncio. Cultivar empatia nos espaços onde a lei, por vezes, parece fria e distante. Foi com esse espírito que 17 servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso receberam, nesta quinta-feira (13), a certificação de “Servidores da Paz”, durante o Seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional”, realizado no TJMT.

A solenidade de certificação, que abriu a programação vespertina do evento, homenageou profissionais que concluíram o curso realizado entre os dias 14 e 17 de outubro, na sede do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá. A entrega dos certificados foi conduzida pelo juiz Luiz Otávio Pereira Marques, coordenador adjunto do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa do TJMT (NUGJUR), que destacou a importância da iniciativa e o papel transformador de cada servidor na construção de ambientes mais empáticos e colaborativos.

“Sou facilitador há bastante tempo, trabalhando em conjunto com o NUGJUR, e recentemente fui convidado pela doutora Clarice para assumir a função de coordenador adjunto, um desafio importante, ao lado do coordenador titular, colega Túlio, profissional de extrema competência, a quem registro meu reconhecimento e agradecimento. Hoje entregamos os certificados de Servidores da Paz a alguns dos participantes, pois nem todos puderam estar presentes. Essa entrega simboliza o reconhecimento ao compromisso desses servidores em consolidar a cultura da paz dentro do Tribunal. E, como sempre ressalto, esse trabalho não se restringe ao público interno: ele também alcança a sociedade, promovendo a pacificação social e o fortalecimento de uma convivência mais justa e harmoniosa”, afirmou o magistrado.

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Criado em 2023 pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, o Programa Servidores da Paz busca humanizar as relações de trabalho e promover uma ambiência institucional mais saudável, baseada no respeito, empatia e corresponsabilidade. Desde sua criação, a iniciativa já capacitou centenas de servidores em todas as 79 comarcas do estado, com a realização de diversos Círculos de Construção de Paz, tanto presenciais quanto virtuais.

A assistente social Cristiane Ribeiro de Moraes, que atua no Fórum de Cuiabá e também na Associação de Amigos da Criança com Câncer (ACC), foi uma das certificadas e ressaltou o impacto dessa formação em sua trajetória. “Para mim, o título de Servidor da Paz veio como uma ferramenta maravilhosa. Na verdade, eu já atuava como uma servidora da paz, porque o assistente social nada mais é do que isso: alguém que trabalha pela paz, pela harmonia e pela justiça social. Ter o Tribunal de Justiça como parceiro da sociedade, utilizando essa ferramenta dos Círculos de Construção de Paz, representa uma mudança importante. Acredito que essa iniciativa vai transformar a forma como a sociedade enxerga a justiça. É uma maneira de desmistificar a ideia de que a Justiça serve apenas para aplicar a lei. Ela também acolhe, tem empatia e olha para o ser humano em sua totalidade.”

De Primavera do Leste, Heldicely Janaína de Carvalho Oliveira, agente da infância e também certificada, destacou o quanto a Justiça Restaurativa impacta a forma de se relacionar com o outro. “É difícil até colocar em palavras. A Justiça Restaurativa é um divisor de águas na nossa vida enquanto profissionais. Ela nos permite ter um olhar que vai além do que fazemos ou do cargo que ocupamos. Quando a gente se conhece e se entende, passa a compreender também as limitações do outro. E é nesse processo de troca e de percepção que conseguimos construir, juntos, um ambiente de paz. Nem sempre é fácil, mas, quando o diálogo começa, já é o primeiro passo para um convívio mais harmonioso.”

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Profissionais certificados como Servidores da Paz:

Carine Silvestrim Hermes
Cristiane Ribeiro de Moraes
Elisa Cristina Candido Rodrigues
Elisangela de Souza Santos
Filipe Augusto Maciel Tavares
Flávia Danyara da Silva
Heldicely Janaina de Carvalho Oliveira
Jacimara Fernandes dos Santos
Kellen Regina de Moraes
Laís Soares Borba da Silva
Marilza Conceição Lima da Silva Fleury
Michele Cristina Girardi Pedrollo de Assis
Nilva Gonçalves Ferreira Warmling
Rosângela Grace Fortes Souza Neves
Sandra Carolino Severo Ribeiro
Suzana Maria Arruda Amorim
Taynara Morais Humbelino
Leia mais sobre o Seminário:

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estudantes da Escola Estadual Leovegildo de Melo participam de palestra do projeto Nosso Judiciário

Foto horizontal colorida em plano aberto que mostra mais de 200 alunos uniformizados sentados em cadeiras na quadra da Escola Estadual Leovegildo de Melo.O projeto Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), levou sua palestra sobre acesso à Justiça a 220 estudantes do 2º e 3º anos do Ensino Médio da Escola Estadual Leovegildo de Melo, localizada no bairro CPA 4, em Cuiabá, nesta sexta-feira (15). Com essa visita, o projeto alcança 36.690 estudantes de 166 unidades escolares.

Nas palestras, os adolescentes aprendem sobre o funcionamento do sistema de Justiça, acesso ao Poder Judiciário para resolução de conflitos cotidianos na vida das pessoas, como direitos do consumidor, bullying e cyberbullying, brigas de trânsito, crimes de ódio, entre outros. Além disso, são distribuídas cartilhas, elaboradas de acordo com a faixa etária (ensino fundamental II e ensino médio).

“Hoje eu aprendi sobre a conscientização de como podemos entrar na Justiça caso a gente compre algo com problema ou se a gente tiver que ir atrás de uma indenização. Eu também pensava que a Justiça era paga. Não sabia que tinha a Justiça gratuita”, afirmou Murilo de Souza Andrade, 16 anos.

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Foto horizontal colorida em plano aberto que mostra os estudantes Felipe, Murilo, Ana Vitória e Daviela em pé, sorrindo e acenando para a foto, na quadra da escola. Todos usam uniforma da escola (calça e camiseta ou moletom). Ana Vitória Nascimento Miranda, 19 anos, conta que aprendeu novas nomenclaturas, tanto na área criminal, quanto na área civil. “A gente precisa saber esse tipo de coisas porque é útil tanto pro nosso presente, quanto pro nosso futuro, e servem até pra gente ter noção das coisas que são crimes pra gente não cometer isso no futuro”.

De acordo com Felipe Marques da Silva, 17 anos, a palestra contribuiu com conhecimento sobre o uso ético da tecnologia, cuja parte técnica ele e seus colegas já aprendem no curso técnico de Desenvolvimento de Sistemas. “A respeito do cyberbullying, a gente sabe que tem muitas coisas erradas na internet, e dentro da sala de aula a gente faz bullying, às vezes, achando que é só uma brincadeira entre amigos. Tem vezes que a gente fala alguma coisa na brincadeira e nem sabe que pode constranger, que pode fazer mal pra outra pessoa. Foi isso que eu aprendi que pode servir no meu dia a dia e foi muito bom”, avaliou.

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A adolescente Daviela Valéria Bermudez, 16 anos, classificou como muito interessante o conteúdo abordado na palestra. “Foi uma palestra extremamente interessante pra todos os estudantes da rede pública, que, muitas vezes, não têm recursos de informações. A gente está numa fase em que muitos gostam de aventura e muitos começam a experimentar coisas que não seriam muito boas. E eu acho que é de extrema importância a informação agora na juventude, porque a gente vai ser o futuro. Então, precisamos saber de tudo um pouco”, comentou.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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