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Testemunho de superação reforça importância da prevenção ao câncer de mama no Fórum de Várzea Grande

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O testemunho emocionante da servidora estadual Lenita Cabral demonstrou a importância de se falar sobre a prevenção do câncer de mama. Durante Roda de Conversa sobre o Outubro Rosa, realizada no Fórum de Várzea Grande nesta quarta-feira (15), ela compartilhou sua trajetória de fé, coragem e superação, emocionando o público presente.

“Em 2019 fui diagnosticada com câncer de mama. Passei por cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Todo esse processo foi um aprendizado, um crescimento pessoal. Hoje trago essa experiência para inspirar outras mulheres e mostrar que a cura é possível”, relatou Lenita, que encerrou o tratamento em janeiro deste ano e hoje comemora estar 100% curada.

O evento, promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, teve como foco incentivar o diagnóstico precoce e estimular o diálogo sobre a saúde da mulher. Hugo José Freitas da Silva, juiz diretor substituto do Fórum de Várzea Grande, destacou a relevância da campanha e o papel do Judiciário em disseminar conhecimento sobre o tema. “A campanha Outubro Rosa, que visa a prevenção do câncer de mama, é extremamente importante. A informação é essencial para que as pessoas se conscientizem e tomem as medidas cabíveis o mais rápido possível”, ressaltou o magistrado.

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O magistrado lembrou ainda que, ao longo do mês, o Fórum realiza outras atividades voltadas à saúde e bem-estar dos servidores, reforçando o compromisso da instituição com o cuidado integral das pessoas.

O olhar psicológico e o acolhimento emocional

A psicóloga clínica e neuropsicóloga do TJMT, Jackeline Caporossi, destacou que o acompanhamento psicológico é uma parte essencial do tratamento e da recuperação emocional das mulheres diagnosticadas com câncer de mama. “Muitas mulheres ainda se sentem desconfortáveis e têm medo de receber o diagnóstico e precisar fazer uma mastectomia. O acompanhamento psicológico é fundamental para que a mulher consiga lidar com o diagnóstico, o tratamento e todas as mudanças que o processo traz”, explicou.

Segundo a profissional, o apoio familiar e o acolhimento emocional fazem toda a diferença. “Às vezes, a pessoa só precisa ser ouvida, sem conselhos, sem julgamentos. O simples ato de acolher já faz uma grande diferença”, completou.

Diagnóstico precoce salva vidas

A especialista em Radiologia Mamária, médica Heloísa Alice Ulysea, apresentou a palestra “Mitos e Verdades sobre os Exames de Mama”, esclarecendo dúvidas e combatendo informações equivocadas sobre os exames preventivos.

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“Não há como prevenir o câncer de mama, mas é possível diagnosticá-lo precocemente. E o diagnóstico precoce salva vidas”, enfatizou. Ela explicou que o rastreamento deve ser anual, principalmente a partir dos 40 anos, com a mamografia sendo o exame principal.

A médica aproveitou para desmistificar temores comuns entre as mulheres. “A dose de radiação da mamografia é muito baixa. É um exame rápido e seguro. O leve desconforto que causa não se compara aos benefícios que traz, porque detectar o câncer no início significa ter chances reais de cura”.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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