POLÍTICA NACIONAL

CRE aprova André Odenbreit Carvalho para embaixada na Tailândia

Por unanimidade, a Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quinta-feira (25) a indicação do embaixador André Odenbreit Carvalho para chefiar a missão brasileira na Tailândia (MSF 63/2025). O posto também se responsabiliza pelas relações diplomáticas com o Laos, onde não há embaixada brasileira. O parecer foi relatado pelo presidente da comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Com a aprovação da CRE, a indicação segue agora para deliberação do Plenário.

A aproximação da Tailândia com o Brasil, marcada pela recente participação do país asiático na reunião de chanceleres do Brics no Rio de Janeiro, e o esforço do Laos para superar o isolamento geográfico e econômico foram temas de destaque na sabatina.

Currículo 

André Odenbreit Carvalho, formado em História, ingressou na carreira diplomática em 1993 e foi promovido a ministro de primeira classe em 2021. Ele será embaixador pela primeira vez. Atuou em postos na Argentina, Rússia e Reino Unido e chefiou divisões do Itamaraty ligadas à política ambiental, mudança do clima e negociações comerciais multilaterais. Atualmente chefia o consulado-geral do Brasil em Miami, nos Estados Unidos, desde 2022.

Leia Também:  Comissão do Esporte aprova prioridade no recebimento de recursos públicos para clubes formadores de atletas

Países

O Reino da Tailândia, com mais de 70 milhões de habitantes, é uma das maiores economias do sudeste asiático. O país foi confirmado como parceiro do Brics em 2025, sob a presidência brasileira, e participou pela primeira vez de reunião do grupo no Rio de Janeiro.

O comércio bilateral alcançou US$ 5,9 bilhões em 2024, com superávit de US$ 1 bilhão para o Brasil. As exportações brasileiras concentram-se em soja, derivados e petróleo, enquanto as importações tailandesas incluem veículos, látex, arroz e componentes industriais. Empresas tailandesas, como o grupo hoteleiro Minor e a produtora de químicos Indorama Ventures, já investem no Brasil, enquanto a Embraer prospecta negócios no setor de defesa e aviação civil.

A República Democrática Popular do Laos tem cerca de 7,5 milhões de habitantes. Mantém estreita parceria política com o Vietnã e forte integração cultural e econômica com a Tailândia, além de significativa presença chinesa em projetos de infraestrutura. Em 2024, o comércio bilateral somou US$ 36,6 milhões, com destaque para exportações brasileiras de carnes e tabaco, e importações de fertilizantes, equipamentos de telecomunicações e calçados.

Leia Também:  Sancionada a criação da Alada, para desenvolvimento de projetos espaciais

mapa_tailandia (1).png

mapa_laos.png

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA MT

No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

Leia Também:  Proposta aprova acordo sobre aplicação de mediação internacional

“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

Leia Também:  Projeto que aumenta penas para crimes contra idosos volta à Câmara

A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA