TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa participam de visita guiada no TJMT
Um grupo de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa do Centro de Atendimento Socioeducativo Masculino de Cuiabá participou, na quinta-feira ( 18 de setembro), de uma visita guiada ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A atividade integra a programação da “Semana da Saúde Mental no Socioeducativo”, que teve início na segunda-feira (15 de setembro) e segue até o fim da semana com palestras, oficinas, apresentações culturais e momentos de interação entre os adolescentes e profissionais de diferentes áreas.
A iniciativa é coordenada pela juíza da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude da Capital, Leilamar Aparecida Rodrigues, que também responde pelo eixo socioeducativo do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT).
Segundo a magistrada, a visita guiada ao TJMT foi realizada pela primeira vez e trouxe resultados animadores.
“Os adolescentes estão curiosos, demonstrando interesse pela carreira. Trouxemos como uma proposta voltada à saúde mental, mas também vimos uma oportunidade de profissionalização. Eles puderam enxergar um futuro promissor através da carreira no Direito. Essa é uma forma de acolhê-los e mostrar como funciona a engrenagem do Poder Judiciário. Tenho certeza de que vamos colher excelentes frutos”, destacou.
A experiência também marcou os adolescentes, que se sentiram motivados a refletir sobre novos caminhos.
“Foi uma ótima experiência. Quero estudar mais, para que quando sair da medida socioeducativa eu possa ser advogado e mudar a minha história. Quero terminar o ensino médio e ingressar na faculdade de Direito. Conhecer esse lugar me dá a certeza de que é essa a carreira que eu desejo”, afirmou um dos jovens participantes, de 17 anos.
Fotos: Emily Magalhães
Autor: Emily Magalhães
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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