POLÍTICA NACIONAL

Comissão debate impactos de aterro sanitário em área de proteção do rio Descoberto

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados promoverá, na próxima terça-feira (9), audiência pública sobre os impactos ambientais, sociais e econômicos provocados pelo Aterro Sanitário Ouro Verde, instalado na área de proteção ambiental (APA) da bacia do rio Descoberto.

Essa APA abrange áreas do Distrito Federal e de Goiás.

O debate foi solicitado pela deputada Erika Kokay (PT-DF) e será realizado a partir das 10 horas, no plenário 3.

A audiência será interativa. Confira a lista de convidados e mande suas perguntas.

Danos
Segundo Erika Kokay, o aterro está funcionando de forma irregular e isso tem causado danos à bacia do rio do Sal, ao lençol freático, à qualidade de vida da população local e à saúde pública. Também prejudica atividades econômicas como agricultura, pecuária, turismo e agroindústria.

A deputada acrescenta ainda que há denúncias de soterramento do rio Santa Bárbara, contaminação do solo e das águas subterrâneas, liberação de gases tóxicos e proliferação de vetores de doenças – como moscas e mosquitos.

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Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Renan apresenta voto pelo socorro ao agro com Fundo do Pré-Sal

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) começou a discutir nesta quarta-feira (13) o Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento voltada a produtores rurais afetados por eventos climáticos. 

Presidente da CAE, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou relatório favorável, com emendas, ao texto do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE). Após a leitura, a análise do voto de Renan foi suspensa com o pedido de vista da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e será retomada na terça-feira (19).  

A proposta prevê o uso de receitas correntes do Fundo Social e de superávits financeiros para financiar a renegociação de dívidas rurais contratadas até 31 de dezembro de 2025. 

Pelo texto, o limite global da linha de crédito será de R$ 30 bilhões, com juros de 3,5% ao ano para agricultores familiares e pequenos produtores, de 5,5% para médios produtores e de 7,5% para os demais. Os financiamentos poderão ter prazo de até 10 anos, com três anos de carência, podendo chegar a 15 anos em casos excepcionais.  

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Entre os critérios previstos para acesso ao benefício estão a localização em municípios com histórico de calamidade pública ou perdas recorrentes de produção e a comprovação de perdas em pelo menos duas safras. 

O relatório também amplia as fontes de recursos da futura linha de crédito e cria mecanismos adicionais de alongamento das dívidas rurais.  

Apoio ao setor rural 

Renan afirmou que a proposta “é muito importante” para a agricultura e a pecuária e disse que o texto deverá estar pronto para votação na próxima reunião da CAE. 

— Na próxima terça-feira estará mais do que madura a apreciação definitiva deste projeto, tanto aqui na comissão como no Plenário — declarou. 

Tereza Cristina destacou que o setor enfrenta dificuldades para acessar crédito e planejar as próximas safras. 

— Não é perdão de dívida, é o alongamento das dívidas com juros que sejam possíveis para pagar — afirmou. 

Segundo ela, produtores rurais convivem com queda no preço das commodities, juros elevados e aumento dos custos de produção. 

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O senador Wilder Morais (PL-GO) ressaltou que o agronegócio vive uma das maiores crises financeiras dos últimos anos, com aumento do endividamento e dificuldades de acesso ao crédito. Já o senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou esperar uma “decisão inteligente e necessária” sobre a proposta na próxima semana. Por sua vez, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) disse que o problema do endividamento já atinge a maior parte dos estados. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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