POLICIAL
Polícia Militar oficializa coronel Grasielle Paes como comandante do 4º Comando Regional em Rondonópolis
A Polícia Militar de Mato Grosso oficializou, na tarde desta sexta-feira (8.8), a passagem de comando do 4º Comando Regional da PM, em Rondonópolis. Na solenidade, a coronel Grasielle Paes assumiu a função de comando em substituição ao coronel Benedito Sérgio de Souza Pinheiro Ferreira.
Em sua despedida à tropa, o coronel Benedito relembrou a sua passagem no comando do 4º CR, por onde atuou por um ano e seis meses. O coronel agradeceu a oportunidade de estar a frente da unidade e destacou as ações ostensivas e a queda da criminalidade na região de Rondonópolis durante seu comando.
“Agradeço aos oficiais e praças que convivi por um ano e seis meses de minha vida, período repleto de grandes realizações, onde destaco a redução dos indicadores de homicídio em 38%, dos roubos em 42% e as quatro toneladas e meia de entorpecentes apreendidos. Durante esse período foram cumpridas as mais diversas missões aqui em nosso Comando Regional, todas com excelência, retratando o quão profissional é o efetivo desta região”, agradeceu o coronel.
O subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, coronel José Nildo de Oliveira, presidiu a solenidade e parabenizou os coronéis Benedito e Grasielle, destacando a importância de se estar à frente de uma das principais regiões do Estado.
“Rondonópolis é uma das principais cidades do nosso Estado e a Região Sul tem grande importância por fazer fronteira com Estados vizinhos e destacamos o excelente trabalho do coronel Benedito em sua gestão. As transições de comando são naturais dentro da Polícia Militar e agora a coronel Grasielle passa a ser responsável pelo 4º CR e contará com todo o apoio do Comando-Geral da PM e da Secretaria de Segurança Pública para continuar o excelente trabalho de segurança da região, com tolerância zero a todo crime”, finalizou o coronel José Nildo.
A coronel Grasielle Paes passa a chefiar o policiamento de Rondonópolis e mais 14 municípios da Região Sul do Estado. Ela possui em seu currículo experiências de comando na Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap), no 9º Batalhão de PM de Cuiabá e no Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran). Além disso, a coronel também foi secretária de Assistência Social e Cidadania entre os anos de 2023 e 2025.
Fonte: PM MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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