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Polícia Civil cumpre prisão preventiva de homem de 64 anos que abusou dos próprios filhos em Rondonópolis

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A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Rondonópolis, cumpriu, na tarde de quarta-feira (6.8), mandado de prisão preventiva contra um homem de 64 anos, por estupro de vulnerável dos próprios filhos. A ordem judicial foi expedida pela Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis.

O crime ocorreu em 2021, quando o idoso abusou sexualmente dos filhos, um menino e uma menina, menores de idade, sendo os fatos denunciados à Polícia.

Em 2023, a mãe das crianças, que já possuía medida protetiva, voltou à delegacia após identificar, nas redes sociais do suspeito, publicações contendo fotos e vídeos atuais de sua filha e outra menor em contextos romantizados. As postagens incluíam inclusive publicações recentes, com datas do próprio dia da denúncia.

A situação se agravou em abril de 2025, quando a mãe das vítimas procurou novamente a unidade policial informando que o suspeito continuava tentando se aproximar das crianças, oferecendo doces e presentes, além de insistir em levá-las consigo. As vítimas, ainda traumatizadas pelo ocorrido em 2021, demonstraram medo e insegurança, o que levou a família a mudar de residência para garantir a segurança dos menores.

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Com o mandado de prisão expedido pela Justiça e diante da gravidade dos fatos e da reincidência na conduta, a equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher da Policia Civil em Rondonópolis iniciou imediatamente as diligências, conseguindo localizar o autor no momento em que ele chegava em sua residência.

Após ter a ordem judicial cumprida, o homem foi conduzido à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Operação Shamar

A prisão integra a Operação Shamar 2025, uma mobilização nacional de enfrentamento à violência contra a mulher. A operação, que teve início no dia 1º de agosto, é realizada em alusão aos 19 anos da promulgação da Lei Maria da Penha, celebrados neste mês, e faz parte da campanha Agosto Lilás.

Durante a operação, as forças de segurança intensificam ações de repressão e prevenção, com foco no cumprimento de medidas protetivas, mandados de prisão e acolhimento às vítimas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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