ECONOMIA
MDIC discute ampliação de comércio com Conselho Empresarial Brasil-México
A ampliação de acordo comercial e medidas de facilitação do comércio estão entre temas que foram discutidos durante reunião realizada na terça-feira (5/8) entre o secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, e a presidente da seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-México (Cebramex), Ana Beatriz Macedo da Costa, que também é vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura.
Durante o encontro, do qual participaram também representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Embraer e da Associação Brasileira da Indústria do Arroz, foram apresentadas demandas do setor privado para dinamizar o comércio bilateral, que em 2024 somou US$ 13,6 bilhões. A reunião é preparatória para a viagem que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, fará ao México nos dias 27 e 28 de agosto.
Acordos
O secretário-executivo observa que, atualmente, há três acordos de complementação econômica entre os dois países: os Acordos de Cooperação Econômica ACEs 53, 54 e 55, todos assinados em 2002.
O Acordo de Complementação Econômica nº 54 é um Acordo-Quadro que tem como objetivo criar uma área de livre comércio entre os Estados Partes do Mercosul e o México.
Enquanto esse objetivo não é atingido, o comércio entre as partes é regulado por outros acordos atualmente em vigor: no caso do Brasil, pelo ACE 55 (Mercosul-México), que abrange produtos automotivos, e pelo ACE 53 (Brasil-México), que compreende produtos não automotivos. Neste caso, há a eliminação ou redução de tarifas de importação para um universo de aproximadamente 800 posições tarifárias, por meio da concessão de margens de preferência recíprocas entre Brasil e México.
Esses itens representam cerca de 12% dos códigos tarifários, por meio da concessão de margens de preferências recíprocas (reduções de tarifas de importação). “Neste caso, há como potencializar o acordo, com a inclusão mais segmentos, como celulose, têxtil, agrícola, e fazer a convergência que resulte em fortalecimento comercial”, disse Ana Beatriz Costa.
Já o ACE 55, prevê livre-comércio para automóveis, veículos comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e autopeças.
“Temos várias oportunidades de aprofundar a relação comercial entre os dois países. E vamos trabalhar de forma colaborativa para uma agenda de pleitos comuns a serem levados para negociação no México”, afirmou o secretário Márcio Elias Rosa.
Foram apresentadas também outras demandas como a adoção de um certificado de origem digital; o cumprimento e a ampliação do acordo de reconhecimento mútuo de operadores econômicos autorizados; eliminação de barreiras comerciais que travam acesso a mercados de bens industriais e agroindustriais; maior intercâmbio em questões regulatórias, no setor aeroespacial e de defesa e a promoção de parceria em ações de descarbonização, fortalecendo a cooperação em transição energética.
Comércio
No ano passado, as exportações do Brasil para o México somaram US$ 7,8 bilhões. As importações brasileiras daquele país chegaram a US$ 5,8 bilhões. O superávit foi de US$ 2 bilhões favorável ao Brasil no ano passado. Predominam na pauta exportadora, carne bovina (fresca, refrigerada ou congelada); automóveis e veículos para transporte de mercadorias.
Ana Beatriz da Costa, do Cebramex, destaca ainda que implementação do Certificado de Origem Digital (COD) pode reduzir o tempo de emissão de 24 horas para cerca de 30 minutos. O certificado de origem é necessário para que os exportadores se beneficiem das condições de acesso preferencial ao mercado do país de destino, tais como redução ou eliminação de tarifas.
Cebramex
O Conselho Empresarial Brasil-México foi criado em 2019. É uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de sua contraparte no México, Consejo Empresarial Mexicano de Comércio Exterior (COMCE). Atua como um mecanismo de diálogo empresarial, visando aprofundar as relações comerciais e de investimento entre os dois países, e tem como principal objetivo formular recomendações conjuntas às entidades governamentais e mecanismos bilaterais.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
Rodrigo Zerbone é o novo secretário-executivo no MDIC
O advogado Rodrigo Zerbone, especialista em políticas públicas e gestão governamental, foi nomeado nesta quarta-feira (23/4) secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Zerbone é servidor de carreira desde 2004 e estava à frente da Câmara de Comércio Exterior (Camex), exercendo a Secretaria-Executiva do colegiado. Antes disso, acumulou experiência em posições estratégicas no governo federal, como conselheiro diretor e vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), chefe da Consultoria Jurídica do Ministério das Comunicações e secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços.
Ele também teve passagens pela Casa Civil da Presidência da República, pelo Ministério da Economia, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Camex
Para a Secretaria-Executiva da Camex, no lugar de Zerbone, foi nomeada Juliana Volpi, servidora pública de carreira que atua na área de comércio exterior e assuntos internacionais desde 2013.
A trajetória de Juliana reúne experiência em assessoramento para tomada de decisão, chefia de gabinete e coordenação de políticas públicas voltadas ao comércio exterior, além de atuação em comunicação institucional. Foi subsecretária para Temas Econômicos na Casa Civil da Presidência da República, com participação no processo de acessão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além de diretora de Programa e chefe de Gabinete substituta da Secretaria-Executiva do MDIC.
Chefia de Gabinete
Por fim, também no Diário Oficial da União desta quarta-feira, foi publicada a nomeação do servidor James Elias como chefe de gabinete do ministro Márcio Elias Rosa.
Analista de comércio exterior desde 2013, James até então exercia a função de subsecretário de Supervisão, Gestão e Administração no ministério. Ao longo da carreira, atuou como secretário-adjunto de Comércio Exterior e acumulou experiência internacional no Novo Banco de Desenvolvimento e no Fórum Econômico Mundial, além de passagens por áreas estratégicas do governo federal.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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