POLÍTICA MT
Nova Lei retira tributação do transporte de resíduos de madeira e cavaco em Mato Grosso
Você já se perguntou por que produtores de Mato Grosso, que atuam dentro da legalidade, pagavam mais caro pelo transporte de resíduos florestais do que em qualquer outro Estado? Essa desigualdade, que há anos dificultava a vida de quem produz e gera empregos aqui, finalmente chegou ao fim com a sanção do governador Mauro Mendes da Lei Complementar 826, de 2024, na Assembleia Legislativa.
A Lei, que é fruto de um projeto do deputado Dilmar Dal Bosco (União) foi publicada no Diário Oficial do último dia 31 de julho e, a partir de agora, o transporte de resíduos e cavacos (farpa ou lasca produzida pelo desbaste da madeira) de origem nativa passa a ser feito com guia florestal não tributável, o que significa que os madeireiros deixam de arcar com uma cobrança que só existia no Estado, tornando o transporte de resíduos e cavacos mais justo e acessível. Isso representa alívio no custo para quem trabalha corretamente, estimula o uso de energia renovável, favorece a competitividade das empresas locais e incentiva o crescimento econômico, sem abrir mão do controle e da rastreabilidade ambiental.
“Em resumo, é uma medida que equilibra justiça fiscal, desenvolvimento sustentável e valorização de quem produz, e como presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, sempre defendi que não faz sentido criar obstáculos para quem está investindo, inovando e apostando no uso responsável dos nossos recursos naturais e essa alteração na Lei, aprovada pelos deputados, atende uma demanda histórica dos produtores, estimula o uso de energia renovável e cria um ambiente mais competitivo para Mato Grosso”, disse Dal Bosco.
A lei preserva o controle e a rastreabilidade exigidos pelo Estado, mantendo o compromisso com a sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente. Dal Bosco salientou que não se trata de abrir mão da fiscalização, mas de criar regras mais justas e equilibradas para quem trabalha certo. “Essa conquista representa avanço real na política florestal, impulsiona a geração de empregos, movimenta a economia e mostra que é possível crescer sem abrir mão da responsabilidade ambiental. Em Mato Grosso, estamos tornando o setor da base florestal mais produtivo, mais forte, justo e preparado para o futuro”, disse Dilmar.
Segundo Dilmar, o CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso), enfrenta desafios que vão muito além da produção, como altos custos tributários e burocracia excessiva que dificulta a vida de quem trabalha de forma legal. Além disso, a concorrência com outros mercados, onde as exigências são menores, coloca os madeireiros de MT em desvantagem. Não bastasse tudo isso, a falta de incentivos e a instabilidade nas políticas públicas dificultam o planejamento, freiam investimentos e prejudicam a geração de empregos, renda e inovação no setor.
“Minha luta é para que o setor da base florestal, os madeireiros de Mato Grosso tenham respeito, incentivo e condições de crescer. Valorizar quem trabalha é fortalecer a economia, criar oportunidades e construir um futuro sustentável para todos. Estou ao lado de quem faz o nosso Estado avançar de verdade”, finalizou Dal Bosco.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Pivetta responde a Fagundes com pesquisa, enquanto Natasha aposta em segurança; veja o que cada candidato levou ao programa
Propagandas desta sexta-feira (18) destacaram pesquisa eleitoral, incentivos fiscais, segurança pública e ações sociais na disputa pelo Governo de Mato Grosso
O horário eleitoral desta sexta-feira (18) apresentou estratégias diferentes dos três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso. Otaviano Pivetta (Republicanos) respondeu a uma crítica de Wellington Fagundes (PL) utilizando números de uma pesquisa eleitoral, enquanto o senador voltou a abordar a política de incentivos fiscais. Já Natasha Slhessarenko (PSD) concentrou a propaganda em propostas para segurança pública e abriu espaço para o candidato a vice-governador, Diogo Botelho (PDT).
Pivetta utilizou parte do programa para apresentar ações atribuídas à atual gestão estadual nas áreas social, educacional e de saúde. A propaganda destacou o Programa Ser Família Criança, apresentado como uma iniciativa voltada a famílias em situação de vulnerabilidade.
O programa exibiu o relato de uma mãe de uma criança autista não verbal, que falou sobre mudanças na alimentação, comunicação e participação do filho em atividades como futebol, natação e capoeira. Ela também mencionou acompanhamento de profissionais como nutricionista e psicóloga.
Na propaganda, Pivetta afirmou que Mato Grosso teria avançado da 22ª para a 6ª posição entre os estados brasileiros em educação e citou a previsão de construção de mais de 60 escolas, além da entrega do Hospital Central. Segundo a campanha, o Ser Família Criança já alcançou 37 mil famílias e a proposta é ampliar a iniciativa para outros públicos em situação de vulnerabilidade.
PESQUISA NO CENTRO DA RESPOSTA
O candidato do Republicanos também respondeu a uma crítica feita por Wellington Fagundes sobre pesquisas eleitorais. No programa, Pivetta apresentou números atribuídos à Paraná Pesquisas para sustentar sua resposta.
O levantamento divulgado nesta sexta-feira (18) ouviu 1.352 eleitores em 50 municípios de Mato Grosso entre os dias 15 e 17 de setembro. Na pesquisa estimulada, Pivetta aparece com 42,4%, Wellington com 29,6% e Natasha com 13,5%. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Os números apresentados no programa eleitoral, porém, são diferentes dos dados do levantamento divulgado nesta sexta-feira: a propaganda citada nas imagens afirma que Pivetta teria passado de 39% para 40%, enquanto outro candidato apareceria com 35%. Já a pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo instituto registra 42,4% para Pivetta e 29,6% para Wellington.
WELLINGTON FALA SOBRE INCENTIVOS
Wellington Fagundes direcionou sua propaganda para a política de incentivos fiscais concedidos a empresas. O senador questionou os benefícios destinados a grandes grupos e afirmou que 30 empresas teriam recebido R$ 15 bilhões em incentivos, perguntando aos eleitores sobre as contrapartidas dessas medidas.
Na parte propositiva, Fagundes defendeu incentivos para atrair novas indústrias para Cuiabá e para municípios do interior, condicionados, segundo seu programa, a contrapartidas consideradas reais.
O candidato também apresentou propostas envolvendo geração de empregos para jovens, turismo e inovação tecnológica. Sobre o Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), defendeu a utilização dos recursos para obras de infraestrutura e construção de moradias.
A propaganda ainda mostrou referências a ações como entrega de casas e criação da Universidade de Rondonópolis. A ex-prefeita de Várzea Grande Lucimar Campos (União Brasil) também apareceu manifestando apoio à candidatura.
NATASHA COLOCA SEGURANÇA NO CENTRO
Natasha Slhessarenko adotou a segurança pública como principal tema do programa. A candidata apresentou cenas ambientadas em áreas periféricas e abordou a atuação de facções criminosas e a sensação de insegurança no interior do Estado.
Entre as propostas apresentadas estão a presença de 8 mil policiais militares nas ruas, instalação de câmeras com reconhecimento facial e fortalecimento do sistema prisional.
A candidata também defendeu medidas para impedir, segundo sua propaganda, que unidades prisionais sejam utilizadas como estruturas de comando por organizações criminosas.
O programa ainda reservou espaço para Diogo Botelho, candidato a vice-governador na chapa, que apresentou propostas relacionadas à segurança.
Com os programas desta sexta-feira, os três candidatos concentraram suas mensagens em áreas distintas: Pivetta destacou ações e programas da atual gestão; Wellington abordou incentivos fiscais, indústria e geração de empregos; e Natasha priorizou segurança pública.
com informações do HNT
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