POLÍTICA NACIONAL

Pena maior para quem descumprir medida protetiva em favor de menor avança

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (11) projeto que aumenta a pena para quem descumprir medidas protetivas de urgência decretadas em favor de criança ou adolescente. O PL 5.018/2024, da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), recebeu parecer favorável do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e segue para decisão final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O texto altera altera a Lei Henry Borel para estender a punição de descumprimento de medida protetiva de urgência — de três meses a dois anos de detenção para dois a cinco anos de reclusão, acrescida de multa — nos casos em que a vítima é criança ou adolescente.

Segundo Mara Gabrilli, o projeto busca corrigir a distorção causada pelo aumento somente da pena do crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência para a mulher vítima de violência doméstica e familiar, igualando as penas de ambos os crimes de descumprimento de medidas protetivas de urgência. 

O senador Alessandro Vieira concordou com a sugestão da senadora e observou que a iniciativa estabelece ajustes importantes na legislação para reforçar as medidas protetivas e penalizar com mais severidade o agressor. 

— Registro, inclusive, que o projeto da senadora Mara me permite corrigir uma falha, talvez minha mesmo, porque eu fui relator do Pacote Antifeminicídio e é muito claro que nós precisamos avançar sob o ponto de vista do endurecimento penal e de celeridade processual penal. 

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Em seu voto, ele observou que os dados do Atlas da Violência, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, ambos de 2024, informam que a violência não letal contra crianças e adolescentes é predominantemente doméstica, justamente a que a Lei Henry Borel visa combater. 

— Nada mais adequado, portanto, do que agravar, também, a pena do crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência em favor de criança e adolescente, para equipará-la à de crime análogo previsto na Lei Maria da Penha. 

Audiência

A CDH ainda aprovou requerimento (REQ 41/2025 – CDH), do senador Eduardo Girão (Novo-CE), para realização de audiência pública sobre a Resolução 258, de 23 de dezembro de 2024, do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente, que dispõe sobre o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A data do debate ainda não foi divulgada.

Girão cita na justificativa que, em um dos artigos, a resolução afirma que “a ausência dos pais ou responsáveis legais não impede o pleno exercício do direito à informação de crianças e adolescentes, sendo obrigatório que todas as informações e esclarecimentos sobre a interrupção da gestação sejam fornecidas de forma clara e acessível”. Ele cita ainda outro trecho da resolução que informar que “nos casos de divergência entre a vontade da criança e a dos genitores e/ou responsáveis, os profissionais do SGDCA [Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente] devem proporcionar um ambiente acolhedor e apropriado para ouvir os pais ou responsáveis legais, sempre priorizando o apoio e o respeito à vontade expressa pela criança ou adolescente”.

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O senador diz temer que a  resolução estabeleça que as crianças e os adolescentes, tenham autonomia para decidir sobre isso.

“Temos que a referida resolução estabelece que crianças e adolescentes possam decidir, sem a presença dos pais ou responsáveis, se desejam ou não realizar o aborto em casos de gravidez decorrente de violência sexual ou quando houver risco à vida da mãe. Este ponto central é de extrema relevância, pois envolve a ponderação entre a autonomia dos menores e a proteção que lhes é conferida pelo ordenamento jurídico brasileiro”, diz. 

Entre os convidados do debate, ele sugere: o presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran da Silva Gallo, e representantes do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente, da Defensoria Pública da União e do Movimento Brasil sem Aborto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

CAS discute projeto de fiscalização de políticas sociais do governo federal

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A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) discute nesta terça (25) o projeto que estabelece agosto como o mês em que o Congresso Nacional deve dar atenção especial à análise e à fiscalização das políticas públicas do governo federal na área social.

Entre os convidados para o debate estão dois ministros de Estado. A reunião terá início às 10h.

O projeto (PL 4.035/2023) também cria uma campanha de conscientização, determinando que agosto será o Mês Nacional de Combate à Desigualdade Social e de Enfrentamento à Pobreza.

A proposta foi apresentada em 2023 pelo então deputado federal Guilherme Boulos, que se licenciou do cargo em 2025 para assumir a chefia da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele deve participar do encontro.

O debate, que acontecerá sob a forma de audiência pública interativa, foi solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que é o relator do projeto.

No requerimento que apresentou para solicitar o debate (REQ 84/2026 – CAS), Paim ressalta que “o Brasil permanece entre os países mais desiguais do mundo. Essa realidade não se restringe aos indicadores econômicos: manifesta-se nas profundas diferenças de acesso à saúde, à educação, ao trabalho digno, à moradia, à segurança alimentar, ao saneamento básico e à própria expectativa de vida entre diferentes grupos sociais e territórios”.

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Convidados

Entre os convidados que já confirmaram a participação na audiência estão:

  • o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos;
  • o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias;
  • a diretora de Promoção dos Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Luana Medeiros;
  • a integrante da diretoria do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Adriana Marcolino;
  • a coordenadora da Ação Brasileira de Combate às Desigualdades, Renata Boulos;
  • o coordenador nacional do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Rud Rafael.

A reunião será realizada na sala 3 da ala Alexandre Costa.

Como participar

O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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