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Paraná Pesquisas acende sinal de alerta na campanha de Wellington e cúpula se reúne para alinhar estratégias

Pivetta aparece numericamente à frente, com 39%, contra 35% de Wellington; resultado preocupa coordenação, que reúne núcleo político para discutir os próximos passos da campanha

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A divulgação da nova rodada do Instituto Paraná Pesquisas acendeu um sinal de alerta na campanha do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso e provocou movimentação no núcleo político da candidatura.

A coordenação da campanha ficou preocupada com o resultado e reuniu a cúpula para uma reunião de alinhamento de estratégias, com o objetivo de analisar os números, avaliar o atual momento eleitoral e discutir os próximos passos na disputa pelo Palácio Paiaguás.

O levantamento divulgado nesta segunda-feira (24) coloca o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) numericamente na liderança, com 39% das intenções de voto, enquanto Wellington aparece em segundo lugar, com 35%. Natasha Slhessarenko (PSD) registra 8,7%.

A pesquisa ouviu 1.504 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto, por meio de entrevistas presenciais. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos.

Outro dado que entrou no radar da coordenação é a simulação de segundo turno. Em um confronto direto entre os dois principais candidatos, Pivetta aparece com 44,3%, enquanto Wellington registra 40,8%.

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A rejeição também aparece como um dos pontos de atenção. Segundo o Paraná Pesquisas, 25,7% dos entrevistados afirmam que não votariam em Wellington Fagundes de jeito nenhum, enquanto Pivetta registra rejeição de 16,3%.

Os números ganham ainda mais peso quando comparados ao levantamento do próprio Paraná Pesquisas realizado em dezembro de 2025. Em um cenário sem Jayme Campos, Wellington aparecia naquele momento com 43,1%, contra 28,1% de Pivetta, uma vantagem de 15 pontos percentuais para o senador.

Agora, o cenário é diferente: Pivetta aparece com 39% e Wellington com 35%, numa inversão da liderança numérica em relação àquele cenário pesquisado no fim do ano passado.

É diante dessa nova fotografia eleitoral que a coordenação de Wellington reuniu a cúpula da campanha para discutir estratégias, reforçar a mobilização política e avaliar mudanças na condução da candidatura. Nos bastidores, a preocupação é impedir que o movimento apontado pelo levantamento ganhe força nas próximas rodadas.

A reunião também coloca em discussão a agenda do candidato, a comunicação da campanha, a participação dos aliados, a presença nos municípios e a mobilização das bases partidárias nesta fase da corrida eleitoral.

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O resultado do Paraná Pesquisas acendeu um sinal de alerta dentro da campanha de Wellington Fagundes. A liderança numérica de Pivetta, somada à rejeição registrada pelo senador e à mudança do cenário em relação ao levantamento anterior, levou a coordenação a reunir sua cúpula e buscar uma reação na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

A partir de agora, os próximos movimentos deverão mostrar qual será a estratégia adotada por Wellington e seu núcleo político para tentar recuperar terreno e mudar o cenário apontado pelo Paraná Pesquisas.

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POLÍTICA MT

Após pesquisa que mostra liderança de Pivetra, Wellington parte para o ataque e diz que “lágrimas de crocodilo” de governador não resolvem problema da água em VG

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) elevou o tom contra o governador e adversário Otaviano Pivetta (Republicanos) após divulgação do do instituto Paraná pesquisas que apontou liderança do republicanos com 39% e colocou a crise no abastecimento de água de Várzea Grande no centro do embate eleitoral.

Em entrevista ao VG Notícias nesta segunda-feira (24), Wellington criticou a promessa de Pivetta de buscar uma solução para o problema enfrentado pelos moradores do município e afirmou que a questão não pode ser resolvida com medidas de curto prazo.

“Um candidato que está há sete anos como vice-governador vir agora dizer que vai resolver o problema da água em poucos dias, não cola. Não adianta ele chorar lágrimas de crocodilo. O problema de Várzea Grande não se resolve assim, porque o problema principal é a distribuição”, disparou Wellington.

A ofensiva ocorre em meio à intensificação da campanha eleitoral e após a divulgação de pesquisas sobre a disputa pelo Palácio Paiaguás. Com a corrida entrando em uma fase decisiva, Wellington passa a adotar um discurso mais direto contra Pivetta, transformando problemas de infraestrutura e a atuação do atual grupo governista em pontos de confronto.

Segundo Wellington, o principal gargalo do abastecimento de Várzea Grande não estaria na produção ou captação de água, mas na precariedade da rede de distribuição, formada por tubulações antigas e comprometidas.

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O candidato argumentou que simplesmente elevar a pressão da rede pode ampliar os vazamentos e, por isso, seria necessária uma intervenção estrutural.

“Os canos antigos não aceitam pressão. Quanto mais aumenta a pressão para a água chegar, mais água acaba vazando para a terra. É preciso trocar a rede, fazer investimento maciço e executar uma obra planejada. Isso não se resolve em dois meses e, provavelmente, nem em um ano”, afirmou.

PLANO DE QUATRO ANOS

Wellington defendeu a elaboração de um programa permanente de investimentos em saneamento para Várzea Grande, com participação do Governo do Estado, Prefeitura, Câmara Municipal e demais instituições.

“Várzea Grande precisa de um projeto para quatro anos, com investimento, planejamento e execução. É assim que vamos trabalhar: com diálogo, mutirões e união entre os poderes. O governador pode ajudar muito na construção dessa solução”, declarou.

O candidato também destacou sua participação nas articulações para a retomada de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinados ao município. Conforme relatado por Wellington, foram liberados aproximadamente R$ 87 milhões para obras de esgotamento sanitário.

Ele afirmou que as tratativas para destravar projetos vêm sendo realizadas desde 2025 e citou a participação da prefeita Flávia Moretti nas articulações.

ETE SANTA MARIA

Outro ponto abordado pelo candidato foi a situação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Santa Maria. Wellington afirmou que a prorrogação do convênio para conclusão das obras deverá ser autorizada pelo Ministério das Cidades ainda nesta semana.

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A expectativa, segundo ele, é pela concessão de um aditivo de prazo de mais 20 meses, possibilitando a continuidade dos trabalhos e a conclusão da primeira etapa funcional da estação.

“Estamos trabalhando para que essa prorrogação seja autorizada ainda nesta semana. A articulação da prefeita Flávia, com o apoio técnico da Secretaria de Viação e Obras, foi fundamental, assim como nossa participação nas articulações políticas em Brasília junto ao Ministério das Cidades”, afirmou.

Wellington disse ainda que continuará acompanhando o processo até a assinatura do aditivo para evitar a perda dos investimentos já realizados.

“O que importa é garantir que Várzea Grande não perca os investimentos já realizados e que uma obra tão importante para o saneamento seja entregue à população”, declarou.

Ao encerrar as críticas, Wellington voltou a estabelecer uma comparação entre aquilo que classificou como promessa eleitoral e uma solução de longo prazo para o município.

“Não existe solução mágica para um problema dessa dimensão. O que existe é trabalho, planejamento, recurso e articulação. É isso que Várzea Grande precisa e é assim que pretendo governar Mato Grosso”, concluiu.

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