CONTEUDOS NEGATIVOS
Justiça proibe Wellington de impulsionar fake news em redes sociais contra Pivetta
Campanha do senador patrocinou conteúdos com fakenews que alcançaram mais de 1 milhão de pessoas
A estratégia do senador Wellington Fagundes (PL) de usar dinheiro para ampliar nas redes sociais ataques contra o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) foi barrada pela Justiça Eleitoral. Após representação que aponta divulgação de falsas imputações, as chamadas fake news, a Justiça determinou que o candidato do PL interrompa, em até 24 horas, o impulsionamento pago dos conteúdos, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
A decisão atinge uma das frentes mais agressivas adotadas por Wellington nos últimos dias. Segundo a representação, o senador passou a patrocinar no Instagram e no Facebook vídeos com ataques contra Pivetta e sua gestão, fazendo com que as publicações fossem reproduzidas diversas vezes e alcançassem mais de 1 milhão de pessoas.
Nos conteúdos, Wellington afirma que “os nossos aposentados foram roubados”, que “os investimentos do Estado estão drenados” e associa o Governo a suspeitas de corrupção. A ação sustenta que as acusações foram apresentadas aos eleitores como fatos consumados, sem respaldo probatório ou pronunciamento judicial que as sustentasse.
A defesa de Pivetta enquadrou as peças patrocinadas por Wellington como fake news utilizadas para atingir eleitoralmente o governador.
A Justiça Eleitoral constatou que não se tratava apenas de publicações feitas organicamente nos perfis de Wellington. Ao consultar a Biblioteca de Anúncios da Meta, a magistrada encontrou diversos anúncios patrocinados ainda ativos. A partir dessa constatação, considerou necessária a intervenção imediata para interromper o impulsionamento.
A legislação permite que candidatos utilizem impulsionamento para promover suas próprias candidaturas, mas proíbe que dinheiro seja empregado para aumentar artificialmente o alcance de propaganda negativa contra adversários.
A representação do candidato a reeleição questiona também o conteúdo das publicações. Em um dos vídeos, Wellington afirma que “o Banco Master tomou conta do nosso Estado”, que “os nossos aposentados foram roubados” e que “os investimentos do Estado estão drenados”. As declarações aparecem associadas a manchetes envolvendo investigações e suspeitas de corrupção e não tem qualquer relação com o candidato.
POLÍTICA MT
Paraná Pesquisas acende sinal de alerta na campanha de Wellington e cúpula se reúne para alinhar estratégias
Pivetta aparece numericamente à frente, com 39%, contra 35% de Wellington; resultado preocupa coordenação, que reúne núcleo político para discutir os próximos passos da campanha
A divulgação da nova rodada do Instituto Paraná Pesquisas acendeu um sinal de alerta na campanha do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso e provocou movimentação no núcleo político da candidatura.
A coordenação da campanha ficou preocupada com o resultado e reuniu a cúpula para uma reunião de alinhamento de estratégias, com o objetivo de analisar os números, avaliar o atual momento eleitoral e discutir os próximos passos na disputa pelo Palácio Paiaguás.
O levantamento divulgado nesta segunda-feira (24) coloca o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) numericamente na liderança, com 39% das intenções de voto, enquanto Wellington aparece em segundo lugar, com 35%. Natasha Slhessarenko (PSD) registra 8,7%.
A pesquisa ouviu 1.504 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto, por meio de entrevistas presenciais. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos.
Outro dado que entrou no radar da coordenação é a simulação de segundo turno. Em um confronto direto entre os dois principais candidatos, Pivetta aparece com 44,3%, enquanto Wellington registra 40,8%.
A rejeição também aparece como um dos pontos de atenção. Segundo o Paraná Pesquisas, 25,7% dos entrevistados afirmam que não votariam em Wellington Fagundes de jeito nenhum, enquanto Pivetta registra rejeição de 16,3%.
Os números ganham ainda mais peso quando comparados ao levantamento do próprio Paraná Pesquisas realizado em dezembro de 2025. Em um cenário sem Jayme Campos, Wellington aparecia naquele momento com 43,1%, contra 28,1% de Pivetta, uma vantagem de 15 pontos percentuais para o senador.
Agora, o cenário é diferente: Pivetta aparece com 39% e Wellington com 35%, numa inversão da liderança numérica em relação àquele cenário pesquisado no fim do ano passado.
É diante dessa nova fotografia eleitoral que a coordenação de Wellington reuniu a cúpula da campanha para discutir estratégias, reforçar a mobilização política e avaliar mudanças na condução da candidatura. Nos bastidores, a preocupação é impedir que o movimento apontado pelo levantamento ganhe força nas próximas rodadas.
A reunião também coloca em discussão a agenda do candidato, a comunicação da campanha, a participação dos aliados, a presença nos municípios e a mobilização das bases partidárias nesta fase da corrida eleitoral.
O resultado do Paraná Pesquisas acendeu um sinal de alerta dentro da campanha de Wellington Fagundes. A liderança numérica de Pivetta, somada à rejeição registrada pelo senador e à mudança do cenário em relação ao levantamento anterior, levou a coordenação a reunir sua cúpula e buscar uma reação na disputa pelo Governo de Mato Grosso.
A partir de agora, os próximos movimentos deverão mostrar qual será a estratégia adotada por Wellington e seu núcleo político para tentar recuperar terreno e mudar o cenário apontado pelo Paraná Pesquisas.
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