NACIONAL
UnB lança portal que mapeia literatura brasileira contemporânea
A Universidade de Brasília (UnB), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), lançou, nesta segunda-feira, 19 de agosto, o portal Praça Clóvis, uma plataforma digital dedicada ao mapeamento crítico da literatura produzida no Brasil nos últimos 55 anos.
Idealizado pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea (Gelbc), sediado na UnB, o projeto é resultado de um trabalho colaborativo que envolveu cerca de 300 pesquisadores brasileiros e estrangeiros. A equipe desenvolveu o portal ao longo de três anos.
Na sua fase inicial, o Praça Clóvis reúne 230 resenhas críticas sobre romances brasileiros publicados a partir de 1970. A seleção das obras considerou critérios como a representatividade estilística, política, regional e temporal, bem como a repercussão junto a críticos, leitores e outros agentes do campo literário.
A proposta não é constituir uma enciclopédia – não há a intenção de abarcar toda a produção do período –, mas sim chamar a atenção para um amplo conjunto de obras que, aos poucos, vem sendo relegado ao esquecimento – seja pela ausência de reedições, pela grande quantidade de novas publicações ou pelo próprio apagamento que caracteriza parte da cultura nacional. A iniciativa busca, assim, oferecer visibilidade a essa produção e estimular novas leituras e debates sobre a literatura brasileira contemporânea.
Coordenado pela UnB, o projeto conta com um comitê científico internacional, integrado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Reino Unido); Universidade Sorbonne Nouvelle (França); Universidade de Buenos Aires (Argentina); Universidade Federal do Amazonas (Ufam); Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab); Universidade Federal da Bahia (UFBA); Universidade Federal da Paraíba (UFPB); e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O nome Praça Clóvis faz referência à ideia de um espaço público de circulação e convivência de ideias, além de ser uma homenagem à cultura popular, inspirada na canção homônima de Paulo Vanzolini.
O Praça Clóvis já está disponível para ser consultado por qualquer pessoa – dos professores do ensino médio aos bibliotecários, dos profissionais do mercado do livro àqueles que simplesmente estão em busca de encontrar uma boa sugestão de próxima leitura. Entre suas funcionalidades, o portal permite pesquisar resenhas tanto pelo campo de buscas quanto por agrupamentos-chave: décadas, estados, regiões, autorias ou temáticas.

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Este conteúdo é uma produção da UnB, com apoio da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
MEC homologa parecer sobre ano letivo na Copa Feminina
O Ministério da Educação (MEC) homologou, na terça-feira (8), o Parecer CNE/CEB nº 7/2026, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que orienta a organização dos calendários escolares de 2027 em razão da Copa do Mundo Feminina da FIFA no Brasil. O documento regulamenta a aplicação do artigo 67 da Lei nº 15.421/2026, sugerindo a adequação das férias escolares ao período do torneio e preservando a autonomia das redes de ensino.
A manifestação atende a consultas formais apresentadas por entidades representativas do setor educacional e de gestores estaduais e municipais — Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais e Distrital de Educação (Foncede), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec) e Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). O objetivo do ato é garantir segurança jurídica, coesão e uniformidade de orientação para as redes de ensino públicas e privadas de todo o país.
Adequação e impacto territorial – A Copa do Mundo Feminina ocorrerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. Com base no mapeamento do evento, a competição afetará diretamente oito unidades federativas (MG, CE, RS, PE, RJ, BA, SP e DF) e cerca de 174 municípios que integram as regiões metropolitanas ou áreas de influência direta das oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
De acordo com a orientação homologada pelo MEC, as regras de organização do calendário letivo de 2027 ficam divididas segundo o nível de impacto local:
- Municípios-sede e regiões impactadas: Os sistemas de ensino das cidades que receberão partidas, bem como os de suas respectivas regiões metropolitanas ou áreas diretamente afetadas, deverão realizar os ajustes necessários em seus calendários escolares. A adequação do período das férias subsequente ao encerramento do primeiro semestre precisa observar o período oficial da competição.
- Demais municípios do país: As redes estaduais e municipais de ensino que não sofrerem impacto direto do torneio têm assegurada a autonomia para decidir sobre a adoção, total ou parcial, da adequação das férias, conforme suas realidades socioeconômicas, climáticas e pedagógicas.
Harmonização legal – A fundamentação do parecer baseia-se na articulação entre a Lei da Copa do Mundo Feminina (Lei nº 15.421/2026) e o artigo 23, § 2º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996). A LDB autoriza a adaptação do calendário escolar às peculiaridades locais, sem afastar a exigência de cumprimento dos 200 dias de efetivo trabalho escolar e da carga horária mínima anual obrigatória.
O parecer esclarece, ainda, que as orientações se aplicam inclusive aos cursos de qualificação profissional e de educação profissional técnica de nível médio previstos na LDB.
O CNE ressaltou que as regras referentes à Copa do Mundo FIFA de 2014 possuíam caráter temporário e vigência limitada àquele ano, tornando necessária a emissão do novo regramento para o torneio de 2027. A decisão homologada entra em vigor na data de sua publicação.
Assessorias de Comunicação Social do MEC e do MEsp, com informações do CNE
Fonte: Ministério da Educação
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