POLÍTICA NACIONAL
Conorf lança site em comemoração aos 30 anos de atuação
A Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado (Conorf) lançou nesta quinta-feira (15) um site comemorativo pelos seus 30 anos de atuação. A página reúne a história da consultoria e também os principais projetos, vídeos, publicações e registros das ações realizadas em celebração à data. O lançamento integra a série de ações comemorativas iniciadas em 2024.
Entre os conteúdos disponíveis estão entrevistas, artigos e a íntegra do livro Ensaios sobre Orçamento Público, lançado neste ano com análises sobre temas como o Novo Arcabouço Fiscal, a aplicação da inteligência artificial e o papel do Legislativo na condução das finanças públicas.
Para o consultor-geral da Conorf, Flávio Luz, o novo site marca um momento significativo na trajetória institucional da unidade, ao reunir em um só espaço digital os marcos da história e da atuação técnica da consultoria.
— O lançamento do site comemorativo dos 30 anos da Conorf representa um marco importante para a nossa trajetória institucional. Essa página não apenas celebra a história da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle, como também evidencia a evolução e a relevância do nosso trabalho técnico ao longo dessas três décadas de atuação como unidade de assessoramento superior no Senado Federal.
Segundo ele, a iniciativa também expressa o compromisso permanente da Conorf com a qualificação do processo legislativo e o fortalecimento da transparência orçamentária.
— É um registro que reforça o compromisso da Conorf com a excelência, a transparência e o apoio qualificado à atividade legislativa, em benefício da sociedade brasileira. Aproveito para agradecer ao Senado Federal por reconhecer a Consultoria como uma instituição estratégica em sua estrutura, valorizando o conhecimento técnico e a atuação independente em prol do processo legislativo.
O portal traz a reportagem especial da Agência Senado sobre a trajetória da consultoria, o episódio do podcast Senado e Você, da Rádio Senado, com entrevista do consultor-geral, e a matéria produzida pela TV Senado sobre os 30 anos da Conorf. Há ainda registros da sessão especial realizada no Plenário do Senado em homenagem à consultoria e da cerimônia de entrega de moedas comemorativas a consultores e colaboradores da unidade.
A Conorf surgiu como resposta às recomendações da CPMI do Orçamento (1993-1994), que investigou um escândalo de fraude de emendas parlamentares. O objetivo da consultoria, criada em 1994, é fortalecer o assessoramento técnico ao Congresso Nacional no exame e na fiscalização do Orçamento da União.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Dante Accioly
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Debatedores defendem ampliação do acesso à Justiça na região amazônica
Em audiência pública na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (10), especialistas concordaram que o acesso à Justiça precisa ser ampliado na Amazônia. A região representa quase 60% do território brasileiro e possui peculiaridades geográficas, sociais e culturais que dificultam o acesso da população a direitos básicos.
Para o deputado estadual do Pará Dirceu Ten Caten, é preciso criar um Tribunal Regional Federal com sede na Amazônia, uma vez que hoje a região está ligada ao TRF da Primeira Região, em Brasília. Ele ressaltou que não existe democracia sem um sistema de Justiça que garanta o pleno acesso à população.
O juiz federal da Primeira Região Domingos Daniel Moutinho da Conceição Filho explicou que, além do grande número de ações federais na Região Norte, um problema crítico é o cumprimento de mandados. O juiz destacou que mesmo distâncias curtas podem levar um grande tempo de deslocamento, por causa do transporte fluvial e do mau estado das estradas.
Domingos Daniel também contestou o argumento de que existem poucas varas na região amazônica por causa da existência de um vazio demográfico e citou exemplos.
“O estado de Santa Catarina tem 7,9 milhões de habitantes, o estado do Pará tem 8,1 milhões. O estado de Santa Catarina tem o dobro de varas federais que o estado do Pará. Como é que se vai prestar o mesmo serviço?”, questionou. Ele também comparou a situação do Pará com o estado de São Paulo. “No Pará, tem uma vara federal para cada 369 mil habitantes. No estado de São Paulo, é uma para cada 298 mil. Tem o arquipélago do Marajó, que tem 600 mil habitantes e não tem nenhuma vara federal. Então, esse argumento populacional é falacioso.”
A representante do Observatório dos Direitos Humanos do Conselho Nacional de Justiça, Natália Albuquerque, informou que o CNJ vem implementando políticas como a Justiça Itinerante para atender às comunidades de difícil acesso, como quilombolas, indígenas, ribeirinhos e extrativistas.
“A gente teve uma grande mobilização agora em maio no arquipélago de Marajó, nos municípios de Breves, Portel e Melgaço. Levamos muitos serviços públicos. É uma iniciativa composta por uma cooperação interinstitucional com órgãos do Poder Judiciário e do Poder Executivo, que leva prestação jurisdicional, leva registro civil, leva benefícios previdenciários, leva cidadania aos locais mais difíceis da Amazônia”, disse.
Natália Albuquerque destacou ainda a política de estímulo à lotação e à permanência de magistrados e servidores em comarcas de difícil acesso e as inovações tecnológicas, como os PIDs, os pontos de inclusão digital, espaços instalados em localidades que não possuem uma unidade judiciária ou que têm dificuldades para acesso aos serviços públicos.
Autor do pedido para a realização do debate, o deputado Airton Faleiro (PT-PA) reforçou a necessidade de mobilizar o Parlamento em torno de propostas concretas de democratização do sistema de Justiça e destacou o comprometimento da Comissão da Amazônia com uma agenda que articule Justiça, território e direitos fundamentais para as populações amazônicas.
Reportagem – Mônica Thaty
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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