POLÍTICA MT

No STF, ALMT defende medidas para garantir serviços públicos em área de divisa entre MT e Pará

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participou, nesta quarta-feira (10), de audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF), para discutir adoção de medidas para minimizar os impactos da decisão que definiu os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará, com foco nos moradores que vivem em território paraense, mas são atendidos por municípios mato-grossenses.

Durante a audiência, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Pode), destacou a necessidade da criação de um mecanismo de segurança jurídica para que prefeitos mato-grossenses possam continuar prestando serviços públicos a moradores que pertencem administrativamente ao Pará, sem risco de questionamentos por órgãos de controle.

“Essa é uma preocupação que aflige os prefeitos quando precisam buscar um aluno, prestar atendimento de saúde ou oferecer outros serviços. Nós precisamos da intervenção do Supremo Tribunal Federal para dar essa tranquilidade. Eu já fui prefeito e sei o que isso significa”, declarou.

O parlamentar defendeu ainda que seja realizado um plebiscito para ouvir os moradores da região de divisa. “Precisamos dar voz àquelas pessoas. Eu sou deputado estadual de Mato Grosso, trabalho por todo o estado, não sou daquela região, mas recebi muitas cobranças da população. O que eles querem não é muita coisa: é o mínimo de dignidade em saúde, educação, transporte, tributação e atendimento aos produtores”, ressaltou.

Segundo Russi, nos últimos anos cerca de 20 mil atendimentos a cidadãos paraenses já foram realizados em municípios de Mato Grosso por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia Também:  Wilson Santos cobra STF por urgência no julgamento da Lei da Pesca

O procurador da Assembleia Legislativa, Bruno Cardoso, avaliou a audiência como exitosa e reforçou a preocupação do Parlamento estadual de construir uma solução para assegurar que os moradores da região de divisa não sejam prejudicados.

“Acredito que, a partir desse primeiro passo, nós vamos criar um novo capítulo para essa história, para dar dignidade e segurança às pessoas que vivem na região da divisa. Além disso, o ministro Flávio Dino deixou claro que, se houver necessidade, pode, sim, reabrir a discussão sobre os limites territoriais dos estados de Mato Grosso e Pará”, disse.

A deputada Janaína Riva (MDB) afirmou que a discussão não deve se limitar aos limites territoriais, mas considerar a realidade de famílias, trabalhadores, crianças, idosos e produtores que dependem de saúde, educação, segurança e infraestrutura.

“Eu acredito fielmente que o caminho para resolver esse impasse não é o confronto, mas o diálogo. Estamos diante de uma situação que se arrasta há muitos anos e que precisa, finalmente, de uma solução definitiva, construída com responsabilidade, respeito e bom senso com quem vive ali. Não deve haver vencedores nem vencidos. O que precisamos é que prevaleça o interesse das pessoas que vivem naquela região”, frisou.

O deputado Diego Guimarães (Republicanos) destacou a importância da iniciativa de buscar uma solução consensual para o impasse. “Faço um apelo para que mantenhamos o foco desta conciliação nas pessoas. Mato Grosso tem sua reivindicação territorial, o Pará tem seus argumentos, e essa discussão é legítima. Mas acredito que o principal objetivo desta audiência deve ser encontrar uma solução para quem vive naquela região”, disse, durante a audiência.

Leia Também:  VI Simpósio do Autismo debate autonomia e fortalecimento da rede de apoio em Mato Grosso

O deputado Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos) destacou a necessidade de firmar um termo de cooperação para definir responsabilidades relacionadas à questão fiscal, tributária e sanitária.

“Estamos convictos de que essa área pertence a Mato Grosso, mas, neste momento, precisamos de urgência para encontrar um mecanismo de prestação de serviços públicos a essa população, além de um mecanismo de legalidade”, salientou.

Os prefeitos de Paranaíta e de Alta Floresta, Osmar Antônio Moreira (União) e Valdemar Gamba (União), também estiveram presentes na audiência e relataram alguns dos principais entraves enfrentados devido à situação territorial.

“Nós oferecemos à população do Pará segurança, infraestrutura de estradas, saúde, educação, agricultura e todos os serviços que prestamos ao nosso município. Não há respaldo legal para atender outro estado, mas como é que eu deixo essas pessoas sem atendimento?”, relatou Osmar.

Participaram ainda da audiência no STF o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e os senadores mato-grossenses Jayme Campos (União), Wellington Fagundes (PL) e Carlos Fávaro (PSD), além de prefeitos e vereadores de municípios mato-grossenses.

Encaminhamentos – O debate terá continuidade na tarde desta quarta-feira (10), com a realização de uma audiência técnica entre representantes de Mato Grosso e Pará. A reunião deve avançar na definição dos principais eixos de discussão relacionados aos impactos da decisão territorial. Mato Grosso já identificou 12 eixos de problemas e apresentou soluções para cada um deles, contemplando áreas como saúde, educação, regularização fundiária, estradas, bitributação e questões sanitárias.

Fonte: ALMT – MT

Propaganda

POLÍTICA MT

Mauro promete atuação focada em resultados no Senado e critica “conversa fiada” em Brasília

Candidato votou na UFMT, em Cuiabá, e afirmou que pretende levar ao Legislativo o perfil de gestão adotado durante sua passagem pelo Executivo

Publicados

em

O candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) votou na manhã deste domingo (4), no Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Após votar, o ex-governador afirmou que, caso seja eleito, pretende iniciar uma nova etapa na vida pública com atuação voltada à cobrança por resultados no Congresso Nacional.

Mauro reconheceu que o trabalho no Legislativo será uma experiência diferente em sua trajetória política, marcada por cargos no Executivo, mas disse que pretende manter a mesma postura.

“Se eu for eleito, abriremos um novo ciclo que é trabalhar no Legislativo, que para mim vai ser uma novidade, que é trabalhar no Legislativo. Sempre um homem de Executivo focado em resultado. Lá no Congresso Nacional eu estarei focado em resultado”, afirmou.

O candidato também criticou o que considera excesso de discursos sem resultados práticos na política nacional.

“Eu odeio muita conversa fiada, muito blá blá blá e nada de resultado. E é isso que a maioria dos políticos brasileiros são especialistas em fazer. Muito blá blá blá, muita conversa fiada”, declarou.

Leia Também:  Max Russi propõe que pedófilos condenados sejam proibidos de assumir mandato na ALMT

Durante a votação, Mauro também comentou o apoio recebido de Eduardo Bolsonaro na reta final da campanha. Segundo ele, a manifestação foi bem recebida, embora tenha afirmado que nunca buscou explorar politicamente a proximidade que mantém com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Todo apoio é bem-vindo, né? Eu sempre disse isso. Eu sabia de algumas coisas e um dever de lealdade a mim mesmo e aos meus princípios eu não falava. Mas eu sabia de uma boa relação que eu tinha principalmente com o pai dele”, disse.

Mauro afirmou ainda que a declaração de apoio ocorreu apenas na reta final da disputa.

“Mas eu nunca quis usar isso, não precisava usar isso. No final deu a lógica e eu fico feliz com essa manifestação de apoio que surgiu no dia de hoje”, declarou.

O ex-governador chegou ao local de votação usando camiseta nas cores verde e amarelo. Ao longo da campanha, Mauro apresentou como principal argumento eleitoral sua experiência no Executivo e defendeu que o trabalho realizado anteriormente seja usado como referência para uma eventual atuação no Senado.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA