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Votações de Juliana Kolankiewicz na Câmara dos Deputados agrada governo petista

Deputada federal adota postura inconsistente em votações-chave, como reforma tributária e temas relacionados à segurança pública

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A primeira-dama de Água Boa, a suplente Juliana Kolankiewicz, assumiu no dia 27 de maio a cadeira do deputado federal Juarez Costa (MDB) e ocupou o cargo por quatro meses. Ela se destacou por sua atuação imprevisível na Câmara dos Deputados. Em um período marcado por votações decisivas para o país, como a reforma tributária e uma série de mudanças constitucionais, sua postura pragmática tem atraído críticas da população e de lideranças políticas da região do Araguaia.

Embora mantenha um perfil alinhado com pautas governamentais na maioria das vezes, suas oscilações em votações-chave levantam dúvidas sobre a consistência de suas decisões e a clareza de suas prioridades. No total, ela a favor de 82 propostas, principalmente aquelas de interesse do governo federal.

A participação de Kolankiewicz na votação da reforma tributária (PLP 68/2024) foi um dos pontos mais emblemáticos de seu comportamento político em 2024. Ela teve um padrão de votação irregular, inicialmente votando a favor da retirada de pauta, sugerindo uma possível resistência ou necessidade de mais tempo para discutir a proposta. Contudo, logo em seguida, votou contra o adiamento da discussão e, por fim, deu seu apoio ao texto-base da reforma, aprovado com apoio do governo.

CONTRADIÇÕES

Embora tenha votado sim no texto final (PT), Kolankiewicz votou contra um destaque proposto pelo PSOL, o que reforça sua disposição de negociar com o governo, mas com limites claros para pautas progressistas. Ela só votou contra em duas situações: pela retirada de pauta e pela inclusão de impostos para armas e munição.

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Outro ponto de destaque foi sua oposição à tributação de armas e munições durante a tramitação da reforma tributária. Para críticos, essa posição seletiva pode ser vista como uma tentativa de manter apoio político entre grupos conservadores, mesmo que isso signifique desviar-se de uma reforma que ela mesma apoiou em outros aspectos.

ALINHAMENTO GOVERNISTA

Apesar dessas posições pontuais, Kolankiewicz votou consistentemente a favor de propostas importantes para o governo, especialmente em questões relacionadas a reformas institucionais. Esse comportamento pode ser visto como um sinal de cautela ou como uma tentativa de mostrar independência em meio à pressão por celeridade nas votações.

Um dos padrões observados na atuação da deputada é seu apoio frequente a pedidos de urgência para a apreciação de projetos. Em várias ocasiões, Kolankiewicz votou a favor da aceleração de tramitações, o que indica sua disposição para manter o ritmo das reformas propostas pelo governo e aliados.

Contudo, seu voto contrário em algumas votações de urgência, como o PLP 108/2024, sugere uma abordagem mais cuidadosa em certos casos. Isso levanta dúvidas sobre sua consistência: até que ponto o apoio às urgências é fruto de uma convicção ou de uma necessidade de manter-se em linha com a maioria? Em matérias específicas, como na tributação sobre armas, sua cautela aparece mais evidente, destacando uma tendência de pesar cuidadosamente os impactos eleitorais de suas decisões.

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EQUILÍBRIO OU INCONSTÂNCIA?

O comportamento legislativo de Juliana Kolankiewicz em 2024 revela uma deputada que, embora pragmática, por vezes adota posições que parecem desencontradas. Em votações como a da reforma tributária, seu apoio à proposta foi acompanhado de votos contrários em destaques importantes. Ao mesmo tempo, sua oposição à tributação de armas, enquanto apoia um aumento geral de impostos, evidencia uma estratégia política que busca agradar diferentes setores.

Para seus críticos, sua postura oscilante em votações cruciais sugere uma falta de coerência, o que pode dificultar a construção de uma imagem de liderança política consistente e previsível.

GASTOS COM AUTOPROMOÇÃO

Juliana Kolankiewicz gastou em junho R$ 24 mil com divulgação do mandato. Em julho e agosto, investiu mais R$ 18 mil por mês na sua autopromoção. O total de despesas chegou a R$ 104 mil durante o seu mandato de 120 dias.

Link para acesso das votações: https://www.camara.leg.br/deputados/228837/votacoes-nominais-plenario/2024

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Gisela e Dra. Mara unificam pauta ambiental e protagonismo feminino em Cuiabá

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Nesta nesta segunda-feira (21), Gisela Simona – candidata a vice, na chapa do governador Otaviano Pivetta, que busca a reeleição -, protagonizou junto com a vereadora Dra Mara um ato político e afetivo no coração do tradicional bairro do Porto, em Cuiabá: elas celebraram o Dia da Árvore plantando um Ipê Rosa.

A iniciativa partiu de Dra. Mara, integrante da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal e referência constante na promoção da arborização urbana na capital, por meio do projeto Rede Verde que já contabiliza mais de 8 mil mudas plantadas em diferentes regiões da capital.

Mas, hoje, em especial, a parlamentar realizou um gesto de reverência à trajetória de Gisela, ao realizar o plantio onde a vice nasceu, na Rua Benedito Leite, antiga Cruz Preta, berço de sua história e local onde nasceu, para o plantio simbólico de uma muda de Ipê Rosa.

O encontro uniu a pauta do desenvolvimento sustentável à afirmação da liderança feminina em Mato Grosso. Escolhido estrategicamente para a data, o Ipê Rosa carrega uma simbologia alinhada ao momento da campanha: a delicadeza e a beleza da feminilidade contrastadas com a altivez e a capacidade de adaptação e resistência da espécie perante as intempéries do clima cuiabano.

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A atmosfera do evento ganhou contornos ainda mais fortes quando o plantio foi embalado pela canção Maria Maria, de Milton Nascimento e Fernando Brant, hino marcado pelos versos que exaltam a força e a determinação da mulher que “tem a mania de ter fé na vida”.

A presença ativa de Dra. Mara no ato ratificou o compromisso do grupo com as causas ambientais e com a zeladoria urbana, trazendo a chancela técnica e legislativa de quem lidera debates ambientais na Casa de Leis cuiabana.

Para Gisela Simona, fincar as raízes de uma nova árvore no solo em que cresceu representa retornar a um território onde parte de sua trajetória foi moldada. Mais do que isto, um movimento de resgate histórico que se traduz em projeto político e pertencimento.

O gesto reforça a consolidação de uma agenda política que entrelaça sustentabilidade, memória afetiva e a ampliação do protagonismo das mulheres nos espaços de poder.

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