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Polícia Civil localiza três vítimas de homicídio em área de garimpo ilegal na região oeste

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A Delegacia Regional de Pontes e Lacerda informa que realizou diligências nesta terça-feira (24.09), para esclarecer uma denúncia de possíveis vítimas de homicídio em uma área de garimpo ilegal conhecida como Sararé, localizada entre os municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda.

Na segunda-feira, duas pessoas feridas por disparos de arma de fogo foram deixadas na porta de um hospital de Pontes e Lacerda e havia a denúncia de outras vítimas no garimpo. Uma delas foi a óbito e a outra sobreviveu aos disparos.

Nesta terça-feira, durante as diligências na região do Sararé, policiais civis e militares localizaram três corpos, todos de vítimas do sexo masculino, ainda não identificadas. As vítimas estavam próximas de um local conhecido como Bar do Zagaia e apresentavam marcas de disparos de arma de fogo.

Os corpos foram encaminhados para exame de necropsia e identificação na unidade da Politec de Pontes e Lacerda.

Vítimas na porta de hospital

As diligências na região iniciaram após a Polícia Civil registrar na segunda-feira, a entrada de duas vítimas de disparos de arma de fogo no Hospital Santa Casa, em Pontes e Lacerda.

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Na manhã de segunda-feira (23), a PM foi acionada pela equipe do hospital que informou que duas pessoas foram deixadas na porta da unidade de saúde, atingidos por disparos de arma de fogo. A mulher, que posteriormente foi identificada como Flávia Melo Miranda Soares – 20 anos, já estava em óbito. Já a vítima do sexo masculino, de 33 anos, estava em estado grave, foi socorrida e passou por atendimento, permanecendo hospitalizado.

Pelas imagens de câmeras do hospital, os policiais civis identificaram que as vítimas foram trazidas por uma caminhonete Hilux e deixadas na frente ao hospital.

O delegado regional de Pontes e Lacerda, João Paulo Berté, explica que as diligências continuam para apuração dos homicídios, a motivação e identificação das vítimas encontradas nesta terça-feira.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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