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Câmara Setorial Temática irá avaliar serviços prestados por concessionária de energia elétrica em MT

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Foi instalada na tarde desta quinta-feira (11), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a Câmara Setorial Temática (CST) que irá avaliar, acompanhar, discutir e propor medidas referentes à concessão de serviço público de energia elétrica no estado.

A CST foi criada por solicitação do deputado Faissal (Cidadania), que passa a responder pela sua presidência, e terá o prazo de 180 dias para conclusão dos trabalhos, podendo este ser prorrogado por igual período.

Além de Faissal, a CST é composta ainda pelo deputado Cláudio Ferreira (PL), na condição de relator, bem como pelos deputados Wilson Santos (PSD) e Diego Guimarães (Republicanos), pelo vereador Ailton Monteiro Dias, do município de Sapezal, e pelo servidor da Assembleia Legislativa Fábio Bittencourt, que ocupa a função de secretário.

Ao apresentar os motivos que o levaram a criar a CST, Faissal destacou o alto preço cobrado pela concessionária de energia elétrica de Mato Grosso e a baixa qualidade dos serviços prestados por ela.

“Mato Grosso ocupou a terceira posição no ranking das tarifas de energia mais caras do Brasil no ano de 2023, com valor médio de R$ 0,883 por quilowatts-hora, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). No extremo oposto da lista, encontramos Santa Catarina, com uma tarifa média de R$ 0,593 por quilowatts-hora, sendo o estado com a tarifa mais baixa do país. É interessante observar a disparidade de valores entre as distribuidoras”, disse.

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Na avaliação do deputado, o alto custo da energia elétrica prejudica o desenvolvimento do estado.

“Os custos de operação são um dos obstáculos quando uma empresa ou indústria vem se instalar aqui. A questão da energia atrapalha muito a logística. Se tivéssemos uma energia mais barata e as indústrias pudessem vir para cá e se instalar, com certeza teríamos um grande salto, porque o nosso estado é promissor e falta essa industrialização como tem, por exemplo, nos estados do sul do país”, declarou.

Dados da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (AGER-MT) apresentados pelo parlamentar apontam que a Energisa Mato Grosso atende atualmente mais de 1,5 milhão de unidades consumidoras em todo o estado. Informações de 2022 do Procon-MT, por sua vez, revelam o registro de 1.435 reclamações fundamentadas.

“A Energisa Mato Grosso desempenha uma má prestação de serviço à população mato-grossense. Inúmeros problemas já foram evidenciados e outros novos irão surgir com o andamento desta Câmara Temática”, frisou.

Faissal citou ainda a cobrança de ICMS de energia solar e o acúmulo de fios soltos nos postes como dois grandes problemas relacionados à energia elétrica em Mato Grosso. 

Acerca do segundo tema, o deputado apresentou o projeto de lei 2334/2023, que está em tramitação no Parlamento Estadual. A proposta obriga as concessionárias, permissionárias e autorizadas dos serviços de telecomunicações e de distribuição de energia elétrica a realizarem o alinhamento das fiações ou a remoção dos dispositivos inservíveis que tenham sido instalados em locais públicos em razão da prestação desses serviços, de acordo com normas estabelecidas pelo órgão ou entidade responsável por sua regulação.

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O deputado Cláudio Guimarães afirmou que a CST irá fiscalizar o contrato de concessão vigente e avaliar se a empresa está cumprindo seus deveres.

“Nós vamos cobrar e procurar saídas para atender o consumidor, porque sabemos que sem o fornecimento adequado de energia elétrica o setor produtivo fica impossibilitado de continuar gerando oportunidades, empregos e riqueza. Não podemos permitir que o fornecimento de energia no estado de Mato Grosso seja uma âncora para um estado que cresce três vezes mais que a média nacional”, salientou.

Juliano Rafael Teixeira Enamoto, procurador da Câmara Municipal de Sapezal, destacou a importância da criação de uma Câmara Setorial para discutir o assunto, bem como os benefícios que os trabalhos podem gerar à população.

“As conclusões desta CST podem e vão colaborar com as melhorias dos serviços de energia elétrica em todo o estado de Mato Grosso e trará uma mudança significativa para a vida de todos os mato-grossenses”, avaliou.


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Fonte: ALMT – MT

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“Max Russi seria governador se dependesse de mim”, diz Janaína Riva em palanque

Candidata ao Senado declara apoio à reeleição de Max Russi e afirma que deputado estadual deveria disputar o Governo de Mato Grosso

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A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) declarou, nesta quarta-feira (9), apoio à reeleição de Max Russi à Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e defendeu que o deputado estadual deveria ocupar o cargo de governador do Estado.

A declaração ocorreu durante o lançamento da campanha pela reeleição de Max Russi ao comando do Legislativo estadual, em evento que reuniu lideranças políticas e apoiadores em Cuiabá.

“Se fosse na minha vontade, este ano Max Russi seria o governador de Mato Grosso”, afirmou Janaína durante o discurso. A fala ganhou repercussão nos bastidores políticos por ocorrer em um momento de articulações para as eleições de 2026.

Apesar da defesa, Janaína ressaltou que seu partido mantém o compromisso firmado com o nome de Max Russi para a Presidência da Assembleia Legislativa. Caso a legenda consiga eleger uma bancada suficiente, a intenção é garantir a permanência do parlamentar no comando da Casa na próxima legislatura.

Relação com Pivetta

Nos bastidores, Janaína Riva chegou a ser cotada para integrar uma eventual chapa majoritária como candidata a vice-governadora ao lado de Otaviano Pivetta (PL).

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Posteriormente, seu nome também passou a ser associado a uma possível composição encabeçada pelo próprio Max Russi em uma disputa pelo Governo do Estado. A possibilidade, contudo, acabou sendo descartada naquele momento, quando Russi optou por concentrar esforços na reeleição para a Assembleia Legislativa.

O parlamentar, entretanto, não teria fechado completamente as portas para uma eventual candidatura ao Palácio Paiaguás em 2030.

Cenário eleitoral

A manifestação de Janaína adiciona um novo elemento às articulações políticas para 2026, especialmente pela proximidade entre os nomes envolvidos nas negociações para a sucessão estadual.

Enquanto Janaína disputa uma vaga no Senado, seu sogro, Wellington Fagundes (PL), também é candidato ao Senado e busca consolidar apoio junto ao eleitorado conservador.

A declaração pública reforça a movimentação de lideranças em torno da formação das chapas e alianças que devem disputar os principais cargos de Mato Grosso nas eleições do próximo ano.

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