MATO GROSSO
Governo de MT planta mais de 1,5 mil mudas para recuperação de nascente
As mudas foram plantadas em nome dos 1.500 atletas inscritos na corrida Circuito das Estações – Etapa Inverno, realizada no Parque Mãe Bonifácia, neste domingo (04). As ações de manutenção e recuperação da nascente são executadas pela Sesp, sob a orientação técnica da Sema.
A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, pondera que a atividade demonstra um compromisso de toda a sociedade, órgãos públicos e terceiro setor ,de pensar em soluções e propor ações conjuntas que promovam bem-estar e qualidade de vida.
“No dia de hoje, quero deixar uma mensagem de que nós sejamos as pessoas que vamos induzir outras pessoas a criarem soluções para os problemas gerados por quem nos antecederam, e para sermos espelho para que os próximos tenham condutas que possam ser mais compatíveis com a convivência harmoniosa com a natureza”, reflete Mauren.
A secretária adjunta de Justiça da Sesp, Lenice Barbosa, relembra que a nascente já esteve mais degradada e a Pasta vem trabalhando na limpeza da área, controle de espécies invasoras, roçada de capim e plantio de árvores nativas. As ações estão sendo executadas com mão de obra reeducanda e abrange projetos pedagógicos de educação ambiental com adolescentes internados no Sistema Socioeducativo.
Ela espera que, no futuro, a área seja um espaço verde de convivência. “A gente entende que esse ambiente poderá ser muito melhor aproveitado pelos servidores da Secretaria de Segurança Pública, tornando esse ambiente mais propício, principalmente para o cuidado para a saúde dos servidores”, diz.
A saúde e o bem-estar são justamente um dos principais serviços ecossistêmicos prestados pelas árvores. O coordenador do projeto Verde Novo e assessor do Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam), Sérgio Savioli, conta que a iniciativa de distribuição de mudas surgiu justamente da constatação de que Cuiabá é uma das capitais menos arborizadas do País, de acordo com dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Dependendo do bioma e do porte, uma árvore adulta pode evaporar até 380 litros de água por dia. E estou falando isso em uma Capital de clima seco e quente. Isso já demonstra para nós um serviço ambiental que é essencial para nossa qualidade de vida”, explica Savioli.
O Verdo Novo, projeto do Tribunal de Justiça idealizado pelo Juvam e executado em parceria com o Instituto Ação Verde, foi responsável pela doação das mudas para recuperação da nascente.
O Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, relembra que Cuiabá já foi mais arborizada e rios navegáveis cruzavam a cidade. “Este é um modelo, é um exemplo do que pode ser feito. O Dia do Meio Ambiente é todo dia, porque todo dia a gente respira, todo dia a gente tem que comer, tem que beber água. Então todo mundo precisa se envolver, porque as mudanças climáticas não são um problema só dos governos. É uma questão que atinge a todos”, alerta.![]()
Rosiani Carnaíba, engenheira florestal do projeto Verde Novo, explica as etapas para plantio das mudas (Karla Silva | Sema-MT)
Córrego Quarta Feira
O diagnóstico feito pela Sema constatou que a nascente possui uma área degradada de pouco mais de meio hectare com a recomendação de plantio de espécies nativas e controle de invasoras.
“Com esse estudo, avaliamos as espécies de ocorrência da região e geramos uma lista de quais árvores podem ser plantadas. A ideia é restabelecer a funcionalidade do ecossistema para que essa nascente tenha maior recarga de água”, explica o analista de meio ambiente, Alexandre Ebert.
Na manhã de hoje (05), foram plantados ipês rosa, ingás, jenipapos, jacarandás, aroeiras e pitombas na nascente que abastece o córrego, curso que desagua na lagoa do Parque das Águas. A ação também atende aos compromissos firmados pelos órgãos do Governo de Mato Grosso com o Ministério Público Estadual.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.
Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.
Modo de atuação
De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.
No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.
Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.
O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.
“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.
Operação Janus
O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.
Fonte: Governo MT – MT
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