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Proposta endurece regras à concessão de benefícios tributários

Foto: MAYKE TOSCANO / Secom-MT

Regras mais rígidas. Essa é a exigência que poderá ser imposta às empresas que receberem benefícios tributários pelo Governo do Estado de Mato Grosso. A intenção é estabelecer avaliações periódicas dos impactos socioeconômicos na concessão de incentivos fiscais a setores produtivos mato-grossenses. 

A base dessa iniciativa está no Projeto de Lei nº 810/2019, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD). Mesmo com parecer contrário do relator Diego Guimarães (Republicanos), em reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), realizada na terça-feira (7), os deputados o derrubaram por 3×2. A matéria está em fase de discussão na Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária

Ao defender a aprovação do projeto de lei, Wilson Santos afirmou que é necessário acompanhar de forma cada vez mais rigorosa as empresas que recebem benefícios de ordem fiscal no Estado. “A ideia é que haja metas de desempenho que passam pela geração de empregos, compromisso com o meio ambiente, acesso ao primeiro emprego para os jovens, entre outros”. 

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Ele disse ainda que “são algumas contrapartidas que essas empresas precisariam atender para manter os benefícios, o que não geraria nenhuma despesa para o governo, requerendo apenas organização por parte da secretaria responsável”. 

Nos últimos cinco anos (de 2019 a 2023), as políticas de incentivos e benefícios fiscais sobre o ICMS – de acordo com os projetos de lei orçamentários apresentados – foram estimados pelo Governo do Estado e somados o montante de R$ 31.723.793.906,45 bilhões. Em 2023, por exemplo, o total da renúncia fiscal liquida proposta foi estimado em R$ 10.575.369.215,30 bilhões.  

Uma das normas definidas na proposta é de a concessão, ampliação e renovação de incentivos fiscais ou financeiro-fiscais, concedidos com base no Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços – benefícios creditícios oriundos do PRODEIC, PROAMAT, PRODEI e outros – deverão estar acompanhadas de metas fiscais orçamentárias anuais de desempenho a serem alcançadas ao longo do período de vigência do incentivo fiscal. 

O deputado propõe que a fixação das metas fiscais orçamentárias, deverão ser considerados o impacto geral na economia mato-grossense e, em especial, os efeitos sobre o setor empresarial a que pertencem as empresas beneficiadas pelos incentivos fiscais ou financeiros fiscais, alinhados com o planejamento orçamentário, estratégico e de desenvolvimento do estado. 

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De acordo com a proposta, é a Secretaria de Estado de Fazenda a responsável por avaliar, anualmente, no prazo de 120 dias do encerramento do exercício, o cumprimento das metas dos incentivos fiscais em vigor. Os resultados da avaliação deverão constar em relatório técnico, que deverá ser enviado ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso e à Assembleia Legislativa. 

Wilson Santos afirma, na justificativa da proposta, que a mesma coaduna com a redação do projeto de lei já aprovada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e no Projeto de Lei Complementar n° 378/2017 de autoria do deputado Jorge Boeira e com a redação do Projeto de Lei Complementar n° 487/2018 de autoria do deputado Esperidião Amin (este apensado ao 378/2017) que tramitam no Congresso Nacional.

Fonte: ALMT

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Nelson Barbudo (Podemos) critica bloqueio de R$ 461,7 milhões no Seguro Rural em 2026

Deputado Federal afirma que o contingenciamento de quase metade do orçamento do programa pelo governo federal “sabota o setor que carrega a economia nas costas”

O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos) manifestou forte repúdio e indignação diante da decisão do governo federal de bloquear R$ 461,7 milhões destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o ano de 2026. A medida, oficializada por meio do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), confisca praticamente metade da verba da proteção agropecuária do país. O seguro rural acabou concentrando, sozinho, 45,7% de todo o contingenciamento imposto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Para o parlamentar mato-grossense, um dos principais defensores do setor produtivo no Congresso Nacional, o corte reflete uma total irresponsabilidade econômica e social, ocorrendo de forma alarmante em um período em que os produtores enfrentam fortes incertezas climáticas e endividamento rural.

“O que este governo está fazendo não é ajuste fiscal, é um ataque direto ao produtor rural brasileiro. Retirar quase metade dos recursos do seguro de safra, justamente em um ano de alerta climático severo, significa sabotar o setor que carrega a economia do país nas costas. Estão deixando o homem do campo completamente desprotegido contra secas, enchentes e quebras de safra, jogando a segurança alimentar do país nas mãos da sorte”, disparou Nelson Barbudo.

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*Impacto no bolso do produtor e inflação nos supermercados*

Nelson Barbudo alertou para o “efeito dominó” catastrófico que o esvaziamento do programa trará para o bolso dos agricultores e, consequentemente, de todos os cidadãos brasileiros. O seguro rural subsidia parte do custo das apólices; sem esse apoio, o custo de produção vai disparar. “No fim das contas, quem paga o pato pela incompetência e pela falta de gestão deste governo é a dona de casa e o trabalhador brasileiro”, explica o deputado.

O deputado lembrou que o desmonte da política de seguros agrícolas virou uma marca da atual gestão federal. Em 2025, o governo já havia tesourado cerca de 42% do orçamento do PSR e, em 2024, a execução ficou 40% abaixo do montante aprovado pelo Congresso Nacional.

Diante do novo e severo bloqueio de 2026, Nelson Barbudo garantiu que a oposição e a Frente Parlamentar da Agropecuária – FPA, já estão articulando uma forte reação legislativa em Brasília para tentar reverter a medida e cobrar explicações rigorosas da equipe econômica.

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