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“Estamos iniciando uma nova etapa na saúde pública”: Hospital Central inaugura com gestão do Albert Einstein após 40 anos de espera

Maior unidade hospitalar de Mato Grosso começa a atender pelo SUS em janeiro, com alta complexidade, tecnologia de ponta e padrão internacional

Maior unidade hospitalar de Mato Grosso começa a atender pelo SUS em janeiro, com alta complexidade, tecnologia de ponta e padrão internacional
Após mais de 40 anos com obras inacabadas, o Governo de Mato Grosso inaugurou, nesta sexta-feira (19), o Hospital Central, em Cuiabá, consolidando um dos maiores marcos da saúde pública estadual. A unidade será administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein e inicia os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de janeiro, com acesso 100% gratuito à população.

A construção, retomada em 2020 pela atual gestão, teve sua estrutura ampliada de 9 mil m² para 32 mil m², sendo projetada para atender demandas de alta complexidade, com equipamentos modernos e protocolos rigorosos de segurança e qualidade.
Durante a solenidade, o presidente do Einstein, Sidney Klajner, destacou que a inauguração representa mais do que a entrega de um hospital.

“Estamos iniciando uma nova etapa na saúde pública. A partir de janeiro, os pacientes do SUS sentirão essa transformação. É uma parceria para salvar vidas e oferecer cuidados avançados com elevados padrões de segurança”, afirmou.
Estrutura e capacidade
O Hospital Central contará com 287 leitos, sendo 191 de enfermaria e 96 de cuidados intensivos, incluindo 60 leitos de UTI. A unidade terá ainda dez salas cirúrgicas, com possibilidade de cirurgias robóticas, além de duas salas de hemodinâmica para procedimentos minimamente invasivos, como cateterismo cardíaco e angioplastia.

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Entre as especialidades previstas estão cirurgia geral, aparelho digestivo, ortopedia, urologia, oncologia, cirurgia vascular, cardiologia, neurologia, neurocirurgia e hemodinâmica. No futuro, a unidade também deverá realizar transplantes.
Investimento histórico
Para a conclusão do Hospital Central, o Governo do Estado investiu R$ 295 milhões em obras, além de R$ 246 milhões em equipamentos, consolidando a maior estrutura hospitalar pública já entregue em Mato Grosso.

O governador Mauro Mendes afirmou que o hospital simboliza dignidade e respeito à população.
“É uma obra pensada para cuidar das pessoas com o mesmo padrão dos melhores hospitais do Brasil, garantindo saúde pública gratuita e de qualidade”, declarou.
Autoridades presentes

A cerimônia reuniu representantes dos três Poderes, entre eles o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo; o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; senadores, deputados estaduais e federais, secretários de Estado, membros do Ministério Público, do Judiciário e da Defensoria Pública.

Para o vice-governador Otaviano Pivetta, o Hospital Central inaugura um novo tempo.
“Hoje viramos uma página importante da nossa história. Aqui começa um novo capítulo da saúde de alta complexidade em Mato Grosso, com foco absoluto na vida das pessoas”, afirmou.

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Depois de décadas de espera, o Hospital Central deixa de ser promessa e passa a ser realidade, colocando Mato Grosso em um novo patamar da saúde pública brasileira.

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POLÍTICA MT

Dr. João destaca possibilidade de revisão em demissões do Samu e abertura de diálogo com Pivetta

O deputado estadual Dr. João (MDB) destacou como um primeiro passo importante a abertura de diálogo com o governo do estado sobre a situação dos 56 servidores desligados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na Baixada Cuiabana. A sinalização ocorreu durante reunião da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada nesta terça-feira (28), com a presença de representantes do Ministério da Saúde e do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), para discutir alternativas que evitem o enfraquecimento do serviço em Cuiabá, Várzea Grande e região.

Integrante da comissão e um dos principais defensores dos profissionais desde o início da crise, Dr. João vem acompanhando de perto o caso desde que os servidores procuraram a Assembleia para pedir intermediação junto ao governo estadual. Em março, os trabalhadores recorreram ao Parlamento após o anúncio da exoneração de 56 profissionais, alertando para impactos imediatos no funcionamento do atendimento de urgência e emergência.

A reunião desta terça-feira contou com a presença de Fernando Figueira, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, que veio a Mato Grosso para conduzir as negociações com a Secretaria de Estado de Saúde e buscar uma saída para o impasse no Samu. A agenda foi desdobramento direto das denúncias de possível desmonte do serviço e das articulações feitas pela Comissão de Saúde da ALMT junto aos órgãos federais.

Durante o encontro, o governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos), que participava de outra agenda na Assembleia, foi até a comissão a pedido dos deputados e ouviu os servidores. Na ocasião, afirmou que pretende chamá-los para uma nova reunião ainda nesta semana e admitiu a possibilidade de rever a situação dos contratos encerrados. Segundo Pivetta, o objetivo é evitar sobreposição de serviços e decidir conjuntamente a melhor solução para o Estado.

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

“Faremos isto sem nenhum problema. Podemos rever. Foram contratos que venceram, podemos fazer um aditivo, renovar, não tem nenhum problema. Vamos decidir isso juntos, para o bem do estado de Mato Grosso”, destacou o governador.

Para Dr. João, o gesto representa um avanço concreto em meio a um problema que, na avaliação dele, jamais deveria ter chegado a esse ponto. O deputado voltou a criticar mudanças bruscas em uma estrutura que já funciona e defendeu que o caminho é fortalecer o que existe, melhorar condições de trabalho e buscar integração, não ruptura.

“É tão difícil entender tudo isto. É algo muito estranho. Parece que estão inventando a roda, algo que já funciona, que precisamos melhorar, dar condições de trabalho e, de repente, vem uma situação para mudar tudo. Estamos aqui para resolver uma coisa tão óbvia. Talvez a maior marca que nós temos no Brasil chama-se Sistema Único de Saúde”, afirmou.

Desde o começo do impasse, Dr. João tem sustentado que não há incompatibilidade entre o trabalho do Samu e o do Corpo de Bombeiros, desde que a atuação ocorra de forma harmônica, técnica e complementar. O parlamentar cita como exemplo Tangará da Serra, onde os dois serviços atuam no atendimento pré-hospitalar sem prejuízo à população, e defende que esse modelo de cooperação seja discutido com responsabilidade em Mato Grosso. Essa linha também tem aparecido no debate público conduzido pela comissão, que cobra cooperação verdadeira entre as estruturas, e não substituição pura e simples de um serviço por outro.

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Na semana passada, a ofensiva da Assembleia já havia produzido outro resultado: uma equipe técnica da direção nacional do Samu e do Ministério da Saúde esteve em Cuiabá para vistoriar bases, veículos e a estrutura do atendimento, diante das denúncias formalizadas pela Comissão de Saúde da ALMT e pelo sindicato da categoria. O objetivo da inspeção foi consolidar um relatório técnico sobre a situação do serviço no estado.

Antes mesmo da reunião desta terça, a Comissão de Saúde já havia deliberado por cobrar a revisão das demissões, apurar por que cinco unidades do Samu deixaram de funcionar e ampliar o debate sobre a cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Saúde, o Samu e o Corpo de Bombeiros. Esses pontos foram definidos após audiência anterior da comissão sobre a crise do atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso.

Dr. João afirma que seguirá atuando ao lado dos servidores e da comissão até que haja uma solução definitiva que preserve o atendimento e garanta segurança à população. “Fortalecer o Samu é, acima de tudo, proteger vidas e reafirmar o compromisso com o acesso universal e integral à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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