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Corregedoria disponibiliza calendário de correições presenciais

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) disponibilizou o calendário das correições ordinárias presenciais nas unidades judiciárias da Primeira Instância do Estado de Mato Grosso, referentes ao ano de 2023. A portaria TJMT/CGJ nº 21/2023 pode ser encontrada no site da Corregedoria.
 
As correições têm como finalidade apurar fatos determinados relacionados a deficiências dos serviços judiciais e auxiliares, das serventias e dos órgãos prestadores de serviços notariais e de registro, conforme o artigo 54 do Regimento interno do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Luis Pereira Cajango, um dos responsáveis pelas correições, o CNJ determina essas visitas anualmente. “Agora com o arrefecimento da pandemia voltamos com a forma presencial das correições. A Corregedoria verifica e fornece auxílio, quando necessário, para o melhor andamento dos trabalhos e atendimento das metas do Conselho”, disse.
 
Conforme a portaria, só neste ano, 80 unidades serão visitadas em 29 municípios. Juscimeira, Jaciara, Poxoréu e Dom Aquino foram os primeiros a receberem a equipe da Corregedoria.
 
Para o corregedor-geral, desembargador Juvenal Pereira da Silva, este também é um momento oportuno para colher informações e sugestões junto à sociedade para o aprimoramento dos nossos serviços jurisdicionais. “Quando estamos na comarca conseguimos participar ativamente do dia de trabalho de um servidore que esta na ponta, conseguimos ouvir seus reclames e dar o melhor caminho para o desenvolvimento daquelas atividades que estão fora da curva. O nosso pensamento sempre é orientativo”, disse.
 
As próximas correições estão marcadas para o período de 27 de fevereiro a 03 de março nas comarcas de Sorriso e Vera. E, posteriormente, a comarca de Sinop, em 20 de março. Ainda conforme texto da portaria, as datas e trabalhos correcionais poderão ser alterados de acordo com a necessidade.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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