POLÍTICA MT
Últimas turmas do Projeto Por Dentro do Parlamento em 2022 serão realizadas em outubro
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
O programa “Por dentro do Parlamento” recebe as últimas turmas de 2022 e prepara nova temporada em 2023, a partir da posse dos deputados, em 1º de fevereiro. No dia 19 de novembro, estudantes do Colégio Adventista de Cuiabá vão conhecer a sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e na semana seguinte serão os alunos do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) de Várzea Grande.
Com 23 anos desde a criação, o “Por dentro do Parlamento” tem o objetivo de apresentar o Poder Legislativo a estudantes e cidadãos interessados em entender o funcionamento da Casa e as atribuições dos parlamentares.
“Os visitantes saem daqui entendendo como funciona a Assembleia, assim como o papel que cada um tem na democracia, como participar dos processos e contribuir com a política”, explica Raquel Jassniker, coordenadora do programa.
A participação é feita por meio de agendamento diretamente na coordenação do projeto e a ALMT disponibiliza um ônibus para transporte dos visitantes em um raio de até 100 km da capital, além de um lanche que é oferecido no intervalo.
A programação inclui a visita ao Plenário durante uma sessão, a um gabinete, ao Teatro Zulmira Canavarros e ao Instituto Memória, além de todas as dependências do prédio e uma palestra sobre o funcionamento do Parlamento, das secretarias, sobre o papel dos deputados e da sociedade.
Raquel Jassniker explica que o programa não contempla apenas estudantes, mas qualquer grupo da sociedade que entre em contato e tenha interesse em conhecer a Assembleia. “Muitos produtores rurais que fazem curso de formação de liderança em uma entidade de classe participam do ‘Por dentro do Parlamento’ ao final da qualificação, já faz parte da programação. Assim como estudantes de curso superior e gestores públicos”, exemplifica.
Ao longo de 23 anos, o “Por dentro do Parlamento” já recebeu mais de nove mil cidadãos e cidadãs de todos os lugares do estado. Para participar do programa, os interessados devem ligar para 65 3313-6682.
Fonte: ALMT
POLÍTICA MT
Empresas ligadas à família de Wellington receberam R$ 3 milhões em benefícios, aponta levantamento
Dados atribuídos à Sefaz-MT indicam incentivos a três empresas entre 2019 e 2025; senador havia declarado que seus negócios nunca receberam benefício fiscal

Empresas relacionadas ao senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) e a familiares receberam aproximadamente R$ 3,04 milhões em benefícios tributários entre 2019 e 2025, segundo levantamento publicado nesta quarta-feira (16) pelo jornal A Gazeta, elaborado a partir de informações da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).
A informação ganhou repercussão após uma declaração de Wellington durante entrevista à TV Centro América, na terça-feira (15). Ao falar sobre sua trajetória empresarial e criticar a política de incentivos fiscais, o senador afirmou que mantém empresas há mais de 50 anos e que nunca havia recebido benefício dessa natureza.
De acordo com o levantamento divulgado, três empresas aparecem entre as beneficiárias. A Zootec teria recebido R$ 1,081 milhão em incentivos fiscais; a Raça Agro Norte, R$ 1,037 milhão; e a SGM, R$ 919,9 mil. Juntos, os valores chegam a cerca de R$ 3,038 milhões no período analisado.
Relação com familiares
A Raça Agro Norte é administrada por João Antônio Fagundes Neto, filho do senador. Registros públicos citados nas reportagens também relacionam João Antônio à Zootec. Documentos referentes ao Grupo Raça Agro incluem Zootec, Raça Agro Norte e SGM entre as empresas vinculadas ao grupo empresarial administrado pelo filho de Wellington.
Os dados divulgados, portanto, dizem respeito a empresas relacionadas ao senador e a familiares, e não significam que os R$ 3 milhões tenham sido pagos diretamente a Wellington Fagundes.
Wellington defende mudança nos critérios
Apesar das críticas ao atual modelo, Wellington não propõe acabar com a política de incentivos fiscais. O candidato defende mudanças nos critérios de concessão e sustenta que empresas beneficiadas devem apresentar contrapartidas ao Estado, incluindo geração de empregos, industrialização, investimentos e retorno socioeconômico e ambiental.
O senador também tem defendido que pequenos e médios empreendedores tenham maior acesso aos incentivos e às linhas de crédito estaduais.
Debate sobre incentivos
A discussão sobre benefícios fiscais ganhou espaço durante a campanha eleitoral em Mato Grosso. A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) tem defendido a manutenção da política e afirma que, para cada R$ 1 de renúncia fiscal concedido pelos programas estaduais, foram registrados R$ 4,66 em investimentos diretos no Estado.
A entidade também cita o estudo Custo Mato Grosso, segundo o qual produzir no Estado gera custos adicionais em comparação às regiões Sul e Sudeste devido a fatores como infraestrutura rodoviária, ferroviária e energética, distância dos grandes centros consumidores e questões relacionadas à mão de obra.
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