POLÍTICA MT

Educação, saúde, segurança e direitos humanos norteiam trabalho do Núcleo Social

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Grande parte das leis apresentadas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) passa pela análise técnica do Núcleo Social do Parlamento, responsável pela coordenação e supervisão de quatro comissões permanentes. Ano passado, o Núcleo Social foi responsável pela distribuição e orientação dos trabalhos sobre 929 proposituras que tramitaram na Casa.

São de responsabilidade do setor a assessoria técnica da Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania e Amparo à Criança, Adolescente e Idoso; Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto; Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social; e Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Cada uma das comissões permanentes possui uma equipe composta por uma secretária, uma revisora e por assessores técnicos. Esses profissionais são responsáveis por receber as proposituras apresentadas pelos parlamentares, distribuir entre as comissões, analisar e emitir parecer técnico, organizar e registrar as reuniões realizadas e dar assessoria aos membros das comissões.

Mas mais do que isso, são as comissões técnicas que analisam os textos apresentados, dialogam com entes envolvidos sobre os impactos e possíveis adaptações nas propostas, reúnem as matérias similares e apresentam sugestões por meio dos substitutivos. Assim, as propostas, quando necessário, são adequadas de acordo com critérios técnico-legais.

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Outra atribuição do Núcleo é realizar audiências públicas, convocar secretários de Estado, receber petições, reclamações, representações ou queixas, solicitar depoimentos, apreciar programas de obras, planos estaduais, regionais e setoriais, promover estudos, pesquisas, simpósios, encontros, seminários ou investigações sobre um tema de interesse público.

Todos esses trabalhos, no caso do Núcleo Social, devem se relacionar aos temas, ou melhor, ao mérito das comissões a ele vinculadas, como educação, saúde, segurança, direitos humanos e assuntos afins. Depois do parecer da comissão de mérito, o texto é encaminhado ao Plenário e, caso o parecer favorável seja aprovado, o projeto é encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

Participação popular – Durante a pandemia, o acompanhamento das reuniões, audiências e demais atividades públicas do Núcleo Social ficou restrito à TV Assembleia e ao site da ALMT. A partir de 2021, as reuniões passaram a acontecer de forma híbrida e a sociedade pode voltar a acompanhar de forma presencial, dentro dos limites impostos para garantir a segurança de todos.

Geralmente, as partes envolvidas em um projeto em tramitação são comunicadas sobre a reunião e vêm até a Assembleia para acompanhar a votação do parecer e dialogar com os parlamentares em defesa de seus interesses.

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Cada comissão permanente realiza duas reuniões mensais, mas a agenda pode ser alterada conforme a demanda.

Fonte: ALMT

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Audiência pública reforça defesa dos direitos indígenas e da proteção territorial em Mato Grosso

A audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (12), durante o Acampamento Terra Livre de Mato Grosso (ATL-MT), no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, reuniu lideranças indígenas, representantes da sociedade civil e parlamentares para discutir direitos indígenas, proteção territorial e políticas públicas voltadas aos povos originários.

Organizado pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), o encontro destacou demandas relacionadas à demarcação de terras, combate às invasões e ao garimpo ilegal, além da necessidade de ampliar ações nas áreas de saúde, educação e sustentabilidade nos territórios indígenas do estado.

A deputada Eliane Xunakalo (PT), requerente da audiência pública, destacou a diversidade e a presença histórica dos povos indígenas em Mato Grosso durante o encontro. Segundo ela, o estado abriga 43 povos indígenas, além de povos em processo de isolamento e um povo em processo de imigração, presente principalmente nas áreas urbanas de Cuiabá.

Ela afirmou que o objetivo da audiência foi ouvir as lideranças indígenas e encaminhar as demandas apresentadas às autoridades competentes, como secretarias estaduais e municipais de saúde e educação. “Mato Grosso é terra indígena. Estamos reafirmando uma coisa muito óbvia, mas que precisa ser dita constantemente”, declarou Xunakalo.

A parlamentar ressaltou ainda que os povos indígenas necessitam de visibilidade, respeito e implementação de direitos, considerando as diferentes realidades existentes nos territórios e nas cidades. Segundo ela, o estado possui cerca de 60 mil indígenas distribuídos em 74 terras indígenas, presentes nos biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia, além das áreas urbanas.

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Foto: Ronaldo Mazza

Sobre a relação com os setores econômicos, a deputada avaliou que ainda há barreiras a serem superadas. Para ela, o potencial dos povos indígenas para o desenvolvimento sustentável ainda não foi plenamente reconhecido. “Sustentabilidade e economia podem e devem andar juntas”, afirmou Xunakalo.

O secretário da Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), Silvano Chue Muquissai, defendeu a maior atenção do poder público às demandas apresentadas pelas comunidades nos territórios. Segundo ele, os principais problemas enfrentados pelos povos indígenas estão ligados à falta de demarcação de terras, invasões, garimpo ilegal, desmatamento e ausência de políticas públicas eficazes.

Em sua fala, Muquissai afirmou que as necessidades das comunidades “estão nos territórios” e, por isso, é fundamental que as autoridades de Mato Grosso conheçam de perto a realidade vivida em cada aldeia. Também pediram apoio da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado para garantir soluções efetivas às reivindicações apresentadas.

Ele disse muitos territórios indígenas sofrem impactos causados pela demora na demarcação das terras, além de conflitos provocados por invasões e exploração ilegal de recursos naturais. Conforme os representantes, até mesmo áreas já demarcadas continuam enfrentando problemas relacionados ao garimpo e ao desmatamento.

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Muquissai reforçou a importância da união entre os povos indígenas na defesa dos direitos constitucionais, especialmente o direito à terra, à segurança alimentar e à preservação das práticas sustentáveis tradicionais.

Ao final, o representante da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso defenderam maior incidência política junto aos parlamentares para assegurar a demarcação dos territórios indígenas e a proteção dos povos originários em Mato Grosso.

Durante o evento, o deputado estadual licenciado Lúdio Cabral (PT) afirmou que todo o território mato-grossense tem origem indígena. Segundo ele, o movimento realizado anualmente busca fortalecer a organização das comunidades e garantir visibilidade às reivindicações apresentadas pelas lideranças.

O parlamentar ressaltou ainda que, todos os anos, promove audiências públicas durante o Acampamento Terra Livre para ouvir as demandas dos povos indígenas e encaminhar discussões sobre direitos territoriais, saúde, educação e inclusão social.

Neste ano, a audiência teve um significado especial com a atuação da deputada estadual suplente Eliane Xunakalo, presidente da Fepoimt, que assumiu temporariamente o mandato parlamentar durante o mês de abril, período em que é celebrado o mês dos povos indígenas.

O Acampamento Terra Livre é considerado uma das principais mobilizações indígenas do Brasil e reúne lideranças de diferentes povos para debater políticas públicas, proteção territorial e garantia de direitos constitucionais.

Fonte: ALMT – MT

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